7 January, 2009, 17:47:12

Luís Miguel

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." - Charlie Chaplin

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Adeus Taça…

Março 2nd, 2005 by Luis Miguel

O Boavista é o primeiro semifinalista da Taça de Portugal em futebol. Os axadrezados foram esta tarde ao Funchal vencer o Marítimo por 2-0, golos de Milhazes logo aos 3 minutos de jogo e no dealbar da partida por Zé Manuel.

O encontro, presenciado por fraca assistência que acorreu ao estádio dos Barreiros, foi marcado pela expulsão de dois elementos da formação da casa que assim terminou com nove unidades em campo.

Aos 36 minutos o árbitro Bruno Paixão exibiu o primeiro cartão vermelho da tarde a Wénio considerando agressão a Lucas. Mais tarde, já com 65 minutos decorridos, foi a vez do «central» Tonel receber ordem de expulsão por carga sobre Guga.

Se no plano disciplinar a partida deixou muito a desejar, sendo mostrado pelo árbitro vários cartões amarelos, para lá dos referidos dois vermelhos, também no capítulo técnico as equipas estiveram longe de agradar ao escasso número de espectadores.

Marcando muito cedo, o Boavista foi uma equipa cautelosa e de contenção, atacando pela certa. No entanto e até às expulsões, o Marítimo dominou sempre mais, teve duas ou três boas oportunidades para marcar, por Alan, Bibiskov e Tonel mas os insulares falharam pena má finalização. Depois o Boavista foi-se reforçando à entrada da sua área superando as tentativas da formação da casa. Já com o Marítimo a jogar com menos dois elementos, os nortenhos chegavam ao 2-0, aos 89 minutos, através de Zé Manuel.

No Estádio dos Barreiros e sob a direcção do árbitro Bruno Paixão, de Setúbal, alinharam:

MARÍTIMO – Nélson; Luís Filipe, Tonel, Van der Gaag e Eusébio; Wénio, Silas (Marcinho, 57 m), Alan e Chainho; Manduca (Lobatón, 87 m) e Bibishkov (Evaldo, 70 m).

BOAVISTA – William; João Pedro (Diogo Valente, 47 m; Zé Manel, 69 m), Ambassa, Éder e Carlos Fernandes; Milhazes (Diogo Valente, 47 m), Lucas e Tiago; João Pinto, Guga e Cafú.

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Madeira não escapa ao frio…

Março 2nd, 2005 by Luis Miguel

Temperatura média na Madeira passou de 17 para 12 graus em Fevereiro: A onda de frio que se faz sentir em Portugal continental também está a afectar uma região habituada a temperaturas médias muito suaves

Situado no oceano Atlântico a 500 km da costa africana e a 1.000 km do continente europeu, o arquipélago da Madeira beneficia de uma posição privilegiada, que lhe confere uma amenidade climática com temperaturas médias muito suaves e uma humidade moderada. Com temperaturas que oscilam entre os 25 ºC no Verão e os 17 ºC no Inverno, não é de estranhar, portanto, as contínuas queixas de quem já anda farto da chuva e, sobretudo, do frio.

Pouco habituados a temperaturas tão baixas como as registadas na madrugada passada, com valores a rondarem os 10 graus centígrados, os madeirenses têm quase tantas razões de queixa como o resto dos portugueses. De facto, já restam poucas dúvidas sobre uma mudança efectiva do clima.

Senão, vejamos. Há cerca de um ano, a Região debatia-se com várias frentes de incêndios florestais, com uma praga de gafanhotos vindos do Norte de África e um apelo ao uso racionalizado de água. A vaga de calor que se fez sentir em pleno Inverno, motivou, inclusive, um Verão de seca e um alerta vermelho das autoridades.

É certo que os dois últimos anos, 2003 e 2004, foram secos e quentes, com temperaturas médias mais altas do que a média dos últimos 30 anos. Para se ter uma ideia mais clara, em Fevereiro do ano passado, a temperatura média do mês, no Funchal, foi de 17 graus, quase um grau a mais do valor normal para essa época do ano, que é de 16,1.

Este ano, e de acordo com a observadora da delegação regional do Instituto de Meteorologia, Luísa Melo, a média mais baixa foi registada a 7 de Fevereiro e ficou-se pelos 12,7 ºC. Mas mais do que a chuva, ou falta dela, os madeirenses tem dificuldades em se aclimatarem ao frio.

Segundo explicou Luísa Melo, ao contrário do que é habitual, as baixas pressões que se têm feito sentir devem-se ao facto de a massa de ar que nos atinge ter origem em latitudes muito a Norte. «No ano passado não foram registadas temperaturas tão baixas, nem houve, efectivamente, tanta precipitação», confirmou a observadora, acrescentando que esta situação tem a ver com o centro de baixas pressões que se move para nordeste, a caminho da Região e depois em direcção ao continente.

Portanto, associada a esta superfície frontal fria temos ainda muita nebulosidade, que tem como principal característica os aguaceiros fortes, a queda de neve e de granizo.

Mau tempo mantém-se até sexta-feira

O mau tempo parece ter vindo para ficar. A poucas semanas do início da Primavera, as previsões do Instituto de Meteorologia, para hoje, são de céu muito nublado, com períodos de chuva e, por vezes, de granizo, que poderão ser potencialmente fortes durante esta manhã. As condições também são favoráveis à ocorrência de trovoadas e o vento será moderado a forte, do quadrante sul, soprando com rajadas da ordem dos 80 km/h nas zonas altas.

Na quinta-feira, o céu continuará muito nublado, prevendo-se a continuação de aguaceiros, com ocorrência de trovoadas. O vento, de nordeste, já será fraco a moderado, embora a partir do final da tarde se torne mais forte. Para este dia, prevê-se, no entanto, uma pequena subida da temperatura.

Já para sexta-feira está prevista uma descida da temperatura, com os aguaceiros a fazerem-se sentir, em especial, na encosta norte. A neve deverá voltar a cair nos pontos mais altos da ilha.

fonte: DN MADEIRA

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1 de Março foi o dia mais frio da história

Março 2nd, 2005 by Luis Miguel

Madeira também registou uma das temperaturas mais baixas do ano, com os termómetros a marcarem 10,5 graus, às quatro da manhã

Portugal continental registou, ontem de madrugada, as temperaturas mais frias de sempre, com valores abaixo dos mínimos históricos para o mês de Março. O recorde pertenceu a Piornos, na Serra da Estrela, onde, de acordo com Instituto Nacional de Meteorologia, se chegou a atingir os 16 graus negativos.

No entanto, e até às seis horas da manhã de ontem, aquele organismo tinha registado temperaturas negativas também no norte, centro e interior do país.

No sul, os termómetros assinalaram temperatura positiva, mas a cidade de Faro chegou a registar seis graus centígrados.

Entretanto, as cidades mais atingidas pela vaga de frio foram as Penhas Douradas, com 13 graus negativos, seguidas das cidades de Guarda (-10), Bragança (-8), Viseu (-7) e Leiria (-5).

A temperatura mais baixa registada no Porto foi de dois graus negativos, enquanto no interior do país foram assinalados três graus negativos em Évora, menos quatro em Portalegre e zero em Beja.

Em Setúbal, os termómetros desceram até aos dois graus negativos, ficando-se Lisboa pelos zero graus.

Já na Região Autónoma da Madeira, a delegação regional do Instituto de Meteorologia confirmou que as baixas pressões que se fazem sentir, e que são sinónimo de mau tempo, muita nebulosidade e precipitação, fizeram os termómetros baixar, por volta das quatro da manhã, até aos 10,5 graus.

Ao nível nacional, o Instituto de Meteorologia prevê a continuação de tempo frio até ao próximo sábado, com maior intensidade do vento a partir de sexta-feira.

Entretanto, e perante uma maior intensidade de acontecimentos climáticos extremos, este organismo divulgou, ontem, que a partir deste mês será disponibilizada, na sua página da Internet, uma informação que permite perceber se nas 24 horas seguintes haverá algum fenómeno meteorológico extremo e um indicador sobre a sensação de frio ou calor que pode ser sentida. O objectivo é melhor preparar a população, gerir o risco e diminuir vulnerabilidades, através de uma ferramenta que permitirá, ainda, consultar a situação distrito por distrito.

O sistema de informação funcionará através de cores para facilitar a interpretação, sendo que o verde significa que não há avisos sobre fenómenos meteorológicos de risco, o amarelo será usado para situações de risco pouco elevado, o laranja significará risco de moderado a elevado e o vermelho corresponde a um risco extremo.

Outra das informações disponíveis na página da Internet do Instituto será o índice de conforto bioclimático, que permite calcular a sensação de frio ou calor que o corpo humano sente.
O cálculo deste índice será feito diariamente usando, nomeadamente, os valores das temperaturas, a humidade e o vento registado.

fonte: DN MADEIRA

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