Archive for Junho, 2005
Protesto com cor
A cor-de-lanranja foi adoptada como a cor dos manifestantes que estão contra a retirada israelita da Faixa de Gaza e de algumas cidadas da Cisjordânia planeada pelo Governo de Ariel Sharon. Ontem, activistas israelitas bloquearam a principal entrada de Jerusalém sentando-se na estrada. Várias pessoas foram detidas.
“JULGAMENTO QUENTE
Autor: o “Chapeleiro”
Investidores portugueses propõem central nuclear
Um grupo de investidores portugueses, liderado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros, pretende construir uma central nuclear em Portugal, que pode custar até três mil milhões de euros. A intenção de apresentar ao Governo uma proposta neste sentido vai ser anunciada publicamente amanhã, em conferência de imprensa.
No convite para o evento, o empresário diz que a construção da central, de última geração, será suportada por fundos exclusivamente privados. Com a proposta, será possível “reduzir a dependência do exterior, diminuir o saldo da balança de pagamentos, cumprir os compromissos de Quioto de redução das emissões de gases de estufa e sobretudo contribuir para a criação de riqueza nacional”, com electricidade produzida a partir de urânio nacional. Isto, na prática, implicaria a reactivação das minas da Urgeiriça.
O PÚBLICO não conseguiu obter detalhes do projecto com Monteiro de Barros. Mas a central que pretende construir corresponde à tecnologia conhecida pela sigla EPR (European Pressurized Water Reactor). A nova geração de centrais EPR é considerada pela indústria nuclear como a mais eficiente, económica e segura. A sua capacidade é de 1600 megawatts, 25 por cento mais do que a central eléctrica de Sines, a maior do país. Para construí-la são precisos 57 meses, após o licenciamento, e o seu tempo de vida é de 60 anos. Monteiro de Barros escusou-se a identificar o grupo de investidores, mas é provável que o Banco Espírito Santo se associe ao projecto, caso o empreendimento avance.
Em 2002, a Finlândia decidiu construir uma central destas, quase 10 anos depois da última encomenda europeia. Seguiu-se a França. Ainda assim, o continente está dividido: Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha e Suécia ou declararam moratórias ou querem acabar, a prazo com o seu programa nuclear.
fonte: O PUBLICO
Brincar aos gatos
Maria Yesca, de 10 anos, trabalha na lixeira municipal La Chureca, de Manágua, na Nicarágua. A comunidade de Acahualinca preparou uma pequena produção baseada na famosa peça “Cats” que as crianças vítimas de trabalho infantil da região vão levar ao palco, apoiadas pela Two Generations Foundation.
A "casa" do Super-Homem
Uma estátua do Super-Homem “vigia” a pequena localidade de Metropolis, em Illinois (EUA), que todos os anos celebra o super-herói atraindo milhares de visitantes. Desde o início dos anos 70 que os habitantes locais afirmam que Metropolis é a “casa” oficial do Super-Homem, uma aspiração que se transformou em legislação decretada pelas autoridades do Illinois.
Conheçam o "Liger"
O “Liger” (Tigre Leão) que ainda cresce!Parece algo da idade pré-histórica ou uma criação fantástica de Hollywood. O Tigre-Leão não é apenas um gato grande, é enorme.
Chama-se Liger, devido ao seu cruzamento, metade tigre, metade leão. Ele é o maior de todos os felinos. Num dia normal ele devorara quilos de carne, normalmente de vaca ou frango. Com somente três anos, já pesa meia tonelada. É muito veloz e gosta de nadar, uma façanha inédita entre leões, pois usualmente estes não gostam de água.
Ligers não são algo que nós planeamos ter” disse o proprietário do instituto de espécies raras em extinção, Miami Florida, Dr Antle de Bhagavan. “Temos leões e tigres a viver juntos dentro de locais espaçosos e a princípio nós não tivemos nenhuma idéia de como um dos leões se dava tão bem com uma tigre fêmea. Olhem… agora temos um Liger.”
Hoje acredita-se que possam existir um punhado de Ligers ao redor do mundo e um número semelhante de Tigons (Pai tigre e mãe leoa). O Tigons são menores que os Ligers e tem mais características físicas de tigres.
A crónica de um país crónico…
Bem vindos ao país do Zé Povinho
Bom povo português, ou seja caros concidadãos,
Hoje de manhã acordei com um estranho sentimento, um misto de surpresa e um certo medo.
Na verdade, enquanto me arranjava e preparava para bater a porta e ir trabalhar fui ouvindo as notícias que a RTP ia debitando para o ar. Greves, manifestações, fogos, assaltos e mentiras políticas.
Não gostei de ver os polícias em manifestação, como nunca tinha visto. Isto está mal.
Ainda não percebi como é que a PSP, GNR e Forças Armadas podem ser encaradas como qualquer outro empregado de estado.
Como é que vai ser, às 5 horas, penduram as armas, fecham a porta e vão para casa? Os que ficam de serviço em esquadras e quartéis passam a receber horas extraordinárias? Deixam de andar fardados? Param as missões no estrangeiro, ou passam a ser pagos pelas tabelas dos senhores que se deslocam ao estrangeiro em missões de vinho e petisco? Passam a meter baixa na segurança social? Em vez de irem com guia ao hospital passam a marcar consultas e a esperar 1 mês pela mesma?
Os governantes ainda têm que me explicar isto, ou se calhar o crânio não pensante que teve a falta de ideia nem reparou ao que levam algumas alterações propostas.
De repente senti-me em época do PREC, onde a agitação social era enorme, debaixo da pata de um governo ditatorial que se estava a “cagar” para todos nós, apoiado pela demagogia de uma imprensa nacional sofrendo de um enorme complexo de esquerda que ainda hoje continua assim. Antes de Santana Lopes ser investido como 1º ministro já os histéricos jornalistas e cronistas dos nossos jornalecos berravam em pontas dos pés contra tudo o que o homem ainda não tinha feito. Era do PSD, uma perigosa gente de direita. Agora temos um governo de palhaçada, que vai tornando a vida de todos nós cada vez mais difícil, mas os jornais estão mudos e só se limitam a dar as notícias. É engraçado como morreram as grandes opiniões. Agora o governo é de esquerda, esta tudo bem por isso.
Vem ministro e diz uma coisa, que depois desdiz e disse que não disse. Corta nos hospitais. Acusa os médicos e enfermeiros de serem porcos, e pronto já esta. Depois vem um demagogo, que acha que é a gritar que se chega ao cérebro dos humanos, tal qual como fazia a clientela salazarista para despertar o patriotismo da então carneirada portuguesa, e nega que o que se vê de violência não existe, porque nós somos todos mal intencionados. Não será antes ele o mal intencionado quando vem com estatísticas sobre assaltos? Baixaram as participações, porque as pessoas já perceberam que não merece a pena participar porque ninguém faz nada .
Nunca tinha visto um coelho a falar. Vem uma ministra que diz que o tribunal dos Açores é diferente do tribunal do continente, porque não pertence à República Portuguesa. Valha-me Deus, mas que é isto? Os Açores já são independentes e eu ainda não tinha dado por isso? Isto é uma vergonha, um escândalo, inadmissível! Que raio de gentinha é esta que governa o meu país? Temos um ministro da dita “segurança interna” que há bem pouco tempo usou e ousou pressionar os poderes independentes, principalmente PR e PGR, para defender um amigo do partido, então acusado, só, de 23 crimes de pedofilia. Deu resultado, o homem nem foi a tribunal e os recursos ficam na gaveta dos recursos esquecidos até caírem no esquecimento deste bom povo. Podia continuar, mas não merece a pena e ia gastar uma data de folhas.
A imprensa portuguesa nem pia. Lá está o complexo de esquerda. Não se pode dizer que o rei vai nu. Ou seja não se pode criticar a esquerda. Não que tenha estudado tal fenómeno, pois o tempo não chega para tudo, mas o pouco que me debrucei sobre este assunto deu-me para chegar a uma conclusão.
Uma grande parte do povo, a partir de quarenta e muitos, e que ainda viveu no tempo de Salazar e Marcelo, que andou pelas ruas a dar vivas ao ditos senhores, a apertar as suas mãos e a correr às manifestações, quer agora à força fingir que nunca lá esteve e que sempre foi contra, e por isso têm medo que alguém os possa conectar com esse seu passado. Têm vergonha do que foram, mas eu acho que deviam era ter vergonha do que são.
Outros, gritam contra o Tio das Botas, mas o seu protesto deve ser porque naquele tempo tinha que usar fraldas de pano, porque ainda não tinham chegado cá as descartáveis. Se conheceram o Marcelo já foi uma grande coisa.
Um governo que começa as suas medidas matando o povo, não merece governar. Depois dos protestos então lá ameaçaram com umas possíveis e futuras medidas contra os compadres. Pura e vergonhosa demagogia.
Não será mais honesto começar por propor uma revisão constitucional para diminuir o número de emplastros mandriões que abundam na AR? Nós só conhecemos à volta de 10, por isso não devem ser precisos mais.
Não será mais apropriado, acabar com os vencimentos escandalosos dos administradores das empresas públicas, sempre da panela e tacho, que nem sequer são pessoas competentes e que ao fim de algum tempo e porque fazem administrações ruinosas nos lugares que ocupam mudam para outras EP, para continuarem a meter ao bolso.
Porquê mudar Directores de instituições que nada podem influir na política interna ou externa do país, mas que dá tacho a mais uns tantos. Agora, depois de lá colocarem os amiguinhos todos, vai sair uma lei sobre isso, para que, mesmo que mude o governo, estes ficam garantidos para o resto da vida. Substituição de automóveis, mobiliário, pensões por meia dúzia de anos de serviço, enquanto nós temos que penar até aos 65 e não acumulamos as ditas pensões.
Seriam tantas e tantas coisas a expor que ia tornar este manifesto grande de mais.
Só não percebo que no meio de toda esta insegurança que estamos a viver, o PR, Sampaio – O Demagogo, continue no mundo das nuvens preocupado em mandar mensagens idiotas ao governo para nacionalizar os filhos dos emigrantes, como se o problema estivesse na nacionalidade, quando são eles os primeiros a dizer que são africanos que têm orgulho em sê-lo e que vivem bem onde estão. O problema está na índole das pessoas, nas tradições e na falta de vontade de se integrarem, porque aqueles que estão dispostos a trabalhar e estão cá para isso, independente da cor da pele são gente digne, capaz e de que nos devemos orgulhar e ajudar.
O PR devia era dar as palmadas no rabo, nada de maus pensamentos, no senhor 1º ministro (com letra pequena) como fez com o anterior e alertar para o descalabro e buraco social para que estamos a caminhar.
Portugal não vai crescer (era bom que tivesse que engolir estas palavras) vai é encolher e emagrecer até aos ossos, se não chegar mesmo a desaparecer. Fechamos a porta e vamos para obras, ou pomos o letreiro TRESPASSA-SE a ver se algum país caridoso toma conta de nós.
Não gosto do meu Portugal assim. Quero paz, harmonia e vontade de progredir e tornar este Portugal melhor e mais rico. Nivelar para tirar os pobres da miséria material e moral e não deitar nos eco-pontos um povo inteiro.
ZÉ POVINHO (2005)











