O dia-a-dia depois do tufão Nabi
Luis Miguel
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| 7 de Janeiro de 2009, 22:09 | |
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Luis Miguel
No mundo morrem por mês cerca de 900 mil crianças devido à pobreza, o equivalente a três tsunamis idênticos ao que atingiu o sudeste asiático em Dezembro passado, destaca o relatório do Desenvolvimento Humano de 2005.
São 1.200 crianças em cada hora, diz a ONU no documento deste ano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), marcado pelo pessimismo e a assumpção de uma realidade: “está a ser quebrada” a promessa feita em 2000 (Declaração do Milénio) aos pobres do mundo de em 15 anos reduzir a pobreza para metade.
A poucos dias da Cimeira da ONU deste ano, o relatório de 2005 do PNUD avisa logo na introdução que não há muitos motivos para celebrações e que a leitura do documento “é deprimente”, tal a constatação das assimetrias que se continuam a verificar entre países ricos e pobres.
Aos países que precisamente dentro de uma semana (14 a 16 de Setembro) se reúnem em Nova Iorque o documento deixa um aviso: 2005 marca uma encruzilhada - ou os países fazem deste ano o início de uma década para o desenvolvimento ou deixam tudo como está e fazem de 2005 “o ano em que a promessa da Declaração do Milénio é quebrada”.
O relatório de Desenvolvimento Humano deste ano foca essencialmente três questões: a ajuda ao desenvolvimento, o comércio internacional e a segurança.
Em qualquer dos casos boas políticas podem ajudar os países mais pobres e salvar milhões de vidas. Mas a ONU não é optimista. No primeiro relatório, há 15 anos, fizeram-se previsões optimistas quanto ao desenvolvimento humano mas hoje já se admite que há o perigo de nos próximos 10 anos, como nos últimos 15, o progresso seja muito menor do que o esperado.
Mas nos últimos 15 anos, diz a ONU, conseguiram-se ainda assim progressos. Nos países em desenvolvimento as pessoas estão mais saudáveis, mais instruídas e menos empobrecidas. Desde 1990 a esperança de vida nesses países aumentou dois anos, há menos três milhões de óbitos de crianças por ano e há mais 30 milhões de crianças que vão à escola.
A ONU não subestima que 130 milhões de pessoas escaparam à pobreza extrema. Mas também não subtrai que em 2003, 18 países, englobando 460 milhões de pessoas, tiveram resultados mais baixos no índice de desenvolvimento humano do que em 1990.
“No meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para ver o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza abjecta, com menos de um dólar por dia”, lê-se na introdução do relatório.
Mas há mais comparações “abjectas”. Um quinto da humanidade vive em países onde muitos nem pensam duas vezes antes de dar dois dólares por um café. Outro quinto vive em países em que muitos têm menos de um dólar por dia para viver e as crianças morrem por falta de uma rede mosquiteira. Hoje, quem vive na Zâmbia tem menos possibilidades de chegar aos 30 anos do que uma pessoa que tenha nascido em Inglaterra em 1840.
Hoje, juntando as 500 pessoas mais ricas do mundo obtém-se um rendimento superior ao conseguido por 416 milhões de pessoas mais pobres.
Com tudo isto, o relatório deixa um aviso: “Falando sem rodeios, o mundo está a encaminhar-se para um desastre fortemente anunciado do desenvolvimento humano, cujos custos se contarão em mortes evitáveis, crianças que não frequentam a escola e perda de oportunidade para a redução da pobreza”.
Mas as diferenças não são apenas entre países. Acentua a ONU que há muitas outras diferenças internas a entravar o desenvolvimento humano. No México, por exemplo, há zonas com taxas de alfabetização idênticas às dos países desenvolvidos mas também, nas zonas pobres, taxas comparadas às do Mali, um dos países mais pobres do mundo. E na Índia a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos é 50 por cento mais elevada nas raparigas.
Para resolver estes problemas mais e melhor ajuda internacional é fundamental, diz o relatório. Mas acrescenta que no total os países ricos gastam anualmente em ajuda 0,25 por cento do seu rendimento nacional bruto. Menos do que em 1990.
Por cada dólar gasto em ajuda, os países ricos gastam 10 em orçamentos militares, diz a ONU, acrescentando outra comparação: a despesa actual com a SIDA, uma doença que custa três milhões de vidas por ano, representa o valor de três dias de despesas militares.
“Os sete mil milhões de dólares necessários anualmente, durante a próxima década, para prover o acesso a água limpa a 2,6 mil milhões de pessoas são menos do que os Europeus gastam em perfume e menos do que os Americanos gastam em cirurgias plásticas”. Aquele investimento pouparia cerca de 4.000 vidas por dia.
Além da ajuda dos países ricos também o comércio, com regras justas, poderia promover o desenvolvimento. Mas como, pergunta a ONU, se os países ricos gastam mais de mil milhões de dólares por ano em ajudas à agricultura dos países pobres e quase o mesmo por dia para subsidiar o seu excesso de produção agrícola? E aquelas barreiras ao desenvolvimento do mundo, somam-se os conflitos armados, que por regra eclodem nos países pobres. A título de exemplo, o recente conflito na República Democrática do Congo provocou directa ou indirectamente mais mortes do que as sofridas pela Inglaterra na I e II guerras mundiais.
Com tantos estrangulamentos nas três áreas (ajuda, comércio e conflitos), o até Agosto administrador do PNUD, Mark Malloch Brown, considera 2005 o ano de opções para os países do mundo, com os países que se reunirão em Nova Iorque na próxima semana a poderem optar por passar das promessas à acção e erradicar a pobreza extrema do mundo.
“É uma oportunidade que não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar”, avisa.
fonte: Agência LUSA
Para mais informações consultem o site oficial: http://hdr.undp.org/
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Luis Miguel
O número de portugueses com telemóvel aumentou 898 vezes entre 1990 e 2003, mas o Luxemburgo é o país com mais assinaturas de telemóvel, com 1194 por mil habitantes, revela o relatório da ONU sobre o desenvolvimento humano.
Os números do relatório do desenvolvimento humano do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indicam ainda que Hong Kong, com 1079, e Itália, com 1018, compõem o pódio dos países com maior número de assinaturas de telemóvel por mil habitantes, em números de 2003.
Se em 1990 só um português em cada mil tinha uma assinatura de telefone móvel, em 2003 o número cifra-se em 898 por cada mil.Para a Eritreia, no espaço daqueles 13 anos a evolução foi nula: nenhum habitante tem telemóvel. Na Guiné-Bissau, na Etiópia e em Myanmar regista-se apenas um caso em cada mil; dois em mil no Nepal; e três em mil nas Ilhas Salomão, Comoros e Cuba.
Com tal número conclui-se facilmente que o clube dos Telemóveis é realmente o maior clube de Portugal, pois ultrapassa em quase 3 milhões de adeptos, o famigerado clube da águia…
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Mentaliza-te disto:
Um tuga, com 18 anos, quer é tirar a carta, para ter um carro, andar a acelerar, e mostrar às gajas que domina. O instrutor da condução dele tem 35 anos, a escolaridade obrigatória, e só quer ter como alunas gajas boas para poder meter conversa… Depois, ele passa no exame, aferido por um outro energúmeno a quem chama “Sr Inspector” (?), e vai para casa contar os tostões.
Até pode ser um desgraçado, mas com o seu crédito Cofidis por telefone, arranja 2000 euros para um qualquer Fiat Uno Turbo i.e de 1993, com 130 cavalos (a que junta um chip para ficar com 150), e depois é vê-lo a ir ao Domingo á tarde para a recta de Pegões para ouvir os “ráteres”.
Três viagens depois, dá 220km/h na Ponte Vasco da Gama, vai até à Praia das Maças em 25 minutos, e consegue ir do Hipermarché ao Continente em 18 segundos e meio. Por esta altura os pneus carecas do seu Uno já foram trocados por pneus em segunda mão, recauchutados de um Fiat Bravo acidentado (comprados na Conde Redondo por 25 euros cada), mas com “baixo perfil”, e com jante 17, como no DTM Alemão. Os travões começam a chiar, mas em vez de trocar de pastilhas ele compra um daqueles sprays para pôr o tablier a brilhar, e começa a usar a nova gasolina Shell Energy, que custa mais 0,50 euros, mas dá mais 0,13 km/h.
À quarta semana de ter o carro, e já com uma qualquer rafeira (que normalmente mora em Massamá, Queluz ou na Reboleira- desculpem aqueles que lá têm família ou amigos – eu tenho), acompanhado de mais 4 amigos dele (amigos novos, desde que ele teve o Uno, e que agora sabem dos 18,5 segundos entre hipermercados) resolve ir até à 24 de Julho, para fazer uns piões e tentar entrar na discoteca. Entretanto, pica-se com outro idiota de comportamento similar, e como até pode dominar o carro, (mas o carro tem 15 anos e é uma merda, além de ter 6 pessoas lá dentro), entra a 120 km/h na curva do viaduto que desce da Infante Santo e acaba por se espetar contra a vedação do lado contrário. Moral, fode o carro, fode os amigos, fode o crédito Cofidis, e….não fode a gaja.
O italiano não tem crédito Cofidis. Ele compra um lancia Dedra de 2000, com melhores suspensões e travões, apanha um susto a fazer a primeira rotunda em Florença, e fica atrapalhado só de tentar não bater nas 15.000 vespas que o rodeiam na Via della Spiga, em Milão. Depois disso, anda na Autopista FI-PI-LI (abreviatura de Firenze –Piza –Livorno), que não tem faixas laterais para parares o carro em caso de necessidade, e onde, a cada 3 kms lês uma placa luminosa que diz “rigardi lei gommi” ( n.d.t. “presta atenção aos teus pneus”). Com 3 dias de condução o italiano prefere gastar 100 euros numas sapatilhas Puma e num corte de cabelo para tentar papar uma italiana na Via Venetto, do que num escape de rendimento, ou numas pastilhas de travão.
Passados 3 meses compra um carro novo, porque a italiana que entretanto ele engatou na Via Venetto o trocou por um gajo com patilhas que tinha um Mitsubishi lanecr Evolution 7. Ele compra um Opel Corsa, com leitor de MP3, e vai até Portofino tomar um “expresso” (só um), ou até Mestre (ao pé de Veneza), onde acaba por conhecer uma sueca toda porca que fez o Inter Rail e que está louca para mandar uma traulitada. Moral: ele não fode o carro, mas come a gaja, e ainda pode ouvir música.
Resumindo: os portugueses conduzem mal porque são muito menos jeitosos que os outros….. Ou será que já ouviram falar num campeão mundial de Fórmula 1 português? Nós fazemos uma festa só de o Tiago Monteiro conseguir acabar as corridas !!!!!!!!!!!!
autoria: Zé Tropa
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