7 January, 2009, 22:56:16

Luís Miguel

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." - Charlie Chaplin

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Mais vale tarde que nunca…

Outubro 5th, 2005 by Luis Miguel
Virgem aos 40 Anos
Título original: The 40 Year Old Virgin
De: Judd Apatow
Com: Steve Carell, Catherine Keener, Paul Rudd, Romany Malco e Seth Rogen

Andy Stitzer tem um bom emprego, um bom apartamento, colecciona livros de Banda Desenhada e tem bons amigos, mas há uma coisa que ele não tem que a maioria das pessoas tem. Andy é virgem aos 40 anos! Para Andy isso não é um problema assim tão grande, mas para os seus amigos é. E eles estão dispostos a resolver a situação.

Comentário: Filme bastante original e muito bem conseguido. Steve Carell, que também escreve o argumento, demonstra aqui que é um actor muito talentoso e que merece mais do que secundárias passagens pelo “Daily Show” e por filmes como “Bruce All Mighty“. A premissa do filme é simples e eficaz. Alicercado numa realização sóbria e eficaz, e num desempenho de excelência do casting de suporte, o filme cumpre perfeitamente com os seus objectivos. Entretem e passa a sua mensagem. Vale bem a pena o dinheiro do bilhete.
Nota: 7/10

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"Estátua do Futebolista" homenageia Marítimo

Outubro 5th, 2005 by Luis Miguel
A Câmara Municipal do Funchal distinguiu uma «instituição fundamental» da cidade

Por iniciativa da Câmara Municipal do Funchal, através da Comissão para as Comemorações dos 500 anos da capital madeirense, foi ontem inaugurada a Estátua do Futebolista, numa homenagem aos jogadores do Marítimo.

Da autoria de Martim Velosa, e representando um futebolista que se prepara para realizar um remate, dentro de uma vala com água, com uma bola numa das extremidades, a estátua está localizada na parte leste do Jardim do Almirante Reis, uma zona que foi o “berço” de muitas gerações de jogadores e está ligada ao historial do clube.

Ao acto, compareceram Miguel Albuquerque e demais vereadores, presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, presidente da Comissão das Comemorações dos 500 anos da cidade do Funchal, dirigentes do Marítimo, clube e SAD, equipa técnica, alguns elementos do plantel, bem como alguns populares.

Vírgilio Pereira qualificou a cerimónia de «singela mas sentida» justificando-a como uma homenagem a «uma instituição de nobres tradições, a quem tanto a Madeira, e o Funchal, em especial, devem». Recordando que «estamos a caminhos dos 500 anos da cidade do Funchal», o presidente da Comissão das Comemorações faz um apelo «à união de todos num grande esforço e numa reunião de sinergias» para que a data seja assinalada em 2008 com «a força» que o Funchal merece. «O Marítimo foi contemplado nestas comemorações, pela sua dimensão e história» explicou.

Carlos Pereira manifestou-se «orgulhoso e honrado» com a cerimónia, destacando que «o Marítimo está a caminho de um século de vida e escreveu páginas brilhantes», recordando as gerações de jogadores que “nasceram” no Almirante Reis, «um viveiro de futebolistas» onde «muitos se habituaram a gostar do futebol e do Marítimo».

Já Miguel Albuquerque vincou que o Funchal está «indissociavelmente ligado às suas instituições», sendo, como disse, o Marítimo «fundamental para a identidade e formação humana da cidade». Daí ter explicado que era «um dever homenagear uma instituição que está já para além dos homens», recordando que o Campo Almirante Reis foi «a matriz» do Marítimo. «Hoje homenageamos» acrescentou «todos aqueles que com o seu trabalho e amor à causa desportiva sedimentaram um clube que muitas alegrias deu e vai continuar a dar à nossa cidade e à nossa Região».

Apelidando o Marítimo de clube «universal» que transcende os horizontes temporal e espacial, o autarca considerou que a escultura está no «seu devido lugar» porque o clube «teve origem no Almirante mas soube adaptar-se aos tempos sob pena de morrer e hoje tem as suas instalações em Santo António e vai ter um estádio novo. Esta zona histórica da cidade também se adaptou aos novos tempos, ligando a tradição à modernidade».

fonte: DN Madeira

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O símbolo máximo de Portugal

Outubro 5th, 2005 by Luis Miguel

Foi preciso um evento futebolistico, como o Euro 2004, para renovar a fé do povo português no seu símbolo máximo, a bandeira nacional. Mas mesmo assim, ainda há muita gente que desconhece o que significa a bandeira portuguesa como o que significa as suas insígnias.

Da autoria de Columbano, João Chagas e Abel Botelho, foi adoptada pelo regime revolucionário de 5 de Outubro de 1910. De acordo com o Decreto-lei de 19 de Junho de 1911, a bandeira tem as cores verde (dois quintos) e vermelha (três quintos), com o escudo de armas na linha divisória.

Significado dos símbolos e cores:

- As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique.
- Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: “Com este sinal, vencerás!”. Contando as chagas e duplicando as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.
- Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.
- A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.
- O verde simboliza a esperança.
- O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.

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Medir o estado da República

Outubro 5th, 2005 by Luis Miguel
A revolução do 5 de Outubro de 1910 foi há já 95 anos

No dia 5 de Outubro de 1910 nasceu a República em Portugal, pondo fim a séculos de governância monárquica. O então, rei de Portugal D. Manuel II, viu-se obrigado a exilar-se em Inglaterra onde viria a falecer em 1932.

À data da revolução foi constituído o primeiro governo provisório onde Joaquim Teófilo Braga foi o seu primeiro presidente.

Finalmente em 1911, foi publicada a primeira Constituição e, após escrutínio popular, o Dr. Manuel de Arriaga foi eleito como o primeiro Presidente da República Portuguesa.

95 anos passados, depois de quase 40 anos de ditadura salazarista, o que mudou em Portugal? Apesar de a revolução dos cravos já ter 31 anos nas pernas, Portugal é um país cuja democracia social ainda é algo jovem e grandemente irresponsável.

Portugal vive em crise. Parcialmente motivada por decisões executivas erradas. Parcialmente por ser incapaz de gerir-se a si mesmo. Muito por causa dos portugueses. Povo de grandes talentos e grandes qualidades, mas que, por motivos que só a história e milhares de horas em psicanalistas poderão explicar, tem a tendência para se auto-mutilar e auto-destruir.

A República deve ser uma comunidade de cidadãos livres e iguais que tem a lucidez e a coragem de olhar de frente para os problemas e confrontar os cidadãos com as diversas soluções que para eles existam. Mesmo que esses problemas, como é o caso da questão da participação cívica e política tenham componentes civilizacionais que transcendem as fronteiras da nossa sociedade.

A República deve ser aquela em que ninguém espera que as coisas mudem por si, mas onde todos devem sentir como dever seu melhorar a sociedade em que se inserem. Mesmo que isso implique sacrifícios.

Só podemos esperar que as gerações vindouras sejam mais práticas, menos abusivas, menos centradas no seu umbigo e que, de alguma forma, possam tirar Portugal do marasmo social em que se encontra. Será pedir demais? Talvez… mas a esperança é sempre a última a morrer.

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