7 January, 2009, 17:39:00

Luís Miguel

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." - Charlie Chaplin

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Alemães aguardam libertação de Susanne

Dezembro 7th, 2005 by Luis Miguel

(Foto: Christof Stache/AP)

Repetem-se por toda a Alemanha as manifestações de solidariedade e vigílias por Susanne Osthoff, uma arqueóloga de 43 anos, sequestrada no Iraque, juntamente com o seu motorista, no passado dia 25 de Novembro. Em território iraquiano, uma equipa de crise está a trabalhar para conseguir a libertação da alemã. Berlim mantém-se em silêncio sobre progressos na operação.

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Dawit Isaak, o jornalista

Dezembro 7th, 2005 by Luis Miguel
Eritreia: jornalista detido segunda vez por defender liberdade de imprensa

O jornalista Dawit Isaak, defensor da liberdade de imprensa na Eritreia, foi detido dois dias depois de ter sido libertado, denunciou o Comité para a Protecção dos Jornalistas.

Isaak, 41anos e nacionalidade sueca e eritreia, esteve detido quatro anos na Eritreia por apelar à liberdade de imprensa em vários artigos nos jornais.

Inesperadamente, Isaak foi libertado a 19 de Novembro mas, dois dias depois voltou a ser detido por razões desconhecidas, denunciou ontem o Comité para a Protecção dos Jornalistas, sedeada nos Estados Unidos.

“Ficámos estupefactos perante a decisão do Governo da Eritreia em deter novamente Dawit Isaak”, disse Ann Cooper, directora-executiva da organização. “Este caso apenas vem provar o desrespeito cínico pelos direitos humanos na Eritreia, a maior prisão de jornalistas de África”.

Isaak foi para a Suécia em 1987 como refugiado de guerra mas regressou à Eritreia na década de 90 para se tornar repórter num jornal independente. A 18 de Setembro de 2001, Isaak estava entre os 15 jornalistas que foram detidos, sem julgamento, por defenderem a liberdade de imprensa.

Apesar de vivermos num mundo cada vez mais globalizado, cada vez mais refém dos média, ainda há cantos do mundo que insistem em viver na idade média. Mas, mais tarde ou mais cedo, enquanto houver quem pugne pela liberdade, seja da escrita, seja da fala, seja do corpo ou do pensamento, nunca haverá amarras fortes o suficiente para prender o homem.

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O problema dos exames nacionais

Dezembro 7th, 2005 by Luis Miguel
Exames nacionais do 12º ano poderão vir a ser apenas três

O Ministério da Educação quer reduzir o número de exames nacionais que os alunos têm de fazer no final ensino secundário. A proposta é que os estudantes façam apenas três provas de avaliação externa e que o Português e a Filosofia deixem de ser obrigatórios para todos os cursos.

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, não põe de parte que estas mudanças entrem em vigor já este ano lectivo, apenas para os alunos de 11.º ano que estão a preparar-se para fazer dois exames - a Filosofia e a uma disciplina bienal. Em declarações ao PÚBLICO o governante explica que estes alunos podem não fazer o exame de Filosofia, que passaria a ser uma prova de escola. “Esta é uma opção de política educativa que não implica ter de fazer mais exames este ano. Quando muito, pode implicar fazer menos um, o de Filosofia”, anuncia.

A tutela quer que os estudantes deixem de fazer exame nacional obrigatório a Português, no final do ensino secundário, em todos os cursos científico-humanísticos (os antigos cursos gerais), excepto no de Línguas e Literaturas. Mas as “hipóteses estão todas em aberto”, salvaguarda o governante.

Os alunos dos cursos tecnológicos e dos artísticos especializados só se submeterão aos exames nacionais se quiserem candidatar-se ao ensino superior, prevê o anteprojecto. “O objectivo é centrar os exames nas áreas nucleares dos cursos e fazer com que a conclusão do secundário e o acesso ao ensino superior sejam dois momentos diferentes”, justifica o secretário de Estado.

Valter Lemos pediu vários pareceres “informais” e um formal ao Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre esta proposta de alteração a alguns artigos da lei publicada, no ano passado, pelo anterior executivo do PSD. Os alunos dos cursos gerais que vão terminar este ano lectivo o 12.º ainda não estão integrados nessa última revisão curricular, por isso fazem o mesmo número de exames que nos anos anteriores: uma prova da componente de formação geral (Português A ou B, consoante o curso) e as restantes provas da componente específica (todas as disciplinas do 12.º ano). Em média são cinco.

Eis uma notícia que promete gerar muito polémica. Dos comentários que já tive oportunidade de ouvir, a “doutrina divide-se”. Há quem concorde sem mais. Há quem discorde em absoluto. E ainda há aqueles que sugerem meios mitigados.

Creio que esta é uma questão cuja solução nunca poderá ser salomonica. Será impossível agradar a todas as partes. Na minha opinião o grande erro na questão dos exames, é querer olhar a todos por igual e dessa forma tratar todos os alunos por igual, independentemente da sua área de escolha.

Se hoje em dia já existem grupos/áreas (saúde, artes, económicas, letras), aproveitemos tal facto e façamos com que a matéria dada nesses mesmos agrupamentos seja direccionada ao máximo para esses ramos. Só a título exemplificativo, não faz sentido, para mim, que alguém que esteja no agrupamento de económicas, tenha o mesmo programa da disciplina de matemática daqueles que estão no grupo de saúde ou artes.

A partir daqui, a visão dos exames no final do 12º ano, é perfeitamente aceitável, desde que, novamente, sejam o cumular da experiência dos alunos nessas áreas em particular, distanciando-se dos exames para o ensino superior, que na minha visão, deveriam estar sobre o encargo e responsabilidade das faculdades.

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Mudança de mentalidades precisa-se!

Dezembro 7th, 2005 by Luis Miguel
Despesa portuguesa com a investigação caiu 4,3 por cento entre 2001 e 2003

As despesas de investigação e desenvolvimento (I & D) em Portugal recuaram 4,3 por cento por ano, em termos reais, entre 2001 e 2003, o que traduz o pior comportamento entre os países da União Europeia (UE), indica hoje o Eurostat.

O Departamento de Estatísticas das Comunidades Europeias (Eurostat) revela que a despesa de I & D em Portugal em 2003 ficou em 1,02 mil milhões de euros, representando 0,78 por cento do PIB, pior do que os 0,85 por cento do PIB que representava em 2001.

A despesa financiada pelas empresas não chegou a um terço, quedando-se em 31,7 por cento em 2003, enquanto a média da União Europeia ascendia a 54,3 por cento em 2004.

Em tempo de crise corta-se fundos. Portugal nunca foi famoso por promover o desenvolvimento e a investigação dentro de suas portas. Não é por acaso que a nossa taxa de imigração dos “cérebros” é altíssima. Não há condições nem há dinheiro. E pior que isso não há vontade de alterar esta atitude perante o actual cenário.

Está mais que provado que uma estratégia planeada de desenvolvimento, alicerçada na investigação tecnológica, científica e social, optimizando os recursos naturais de cada país, é o passo decisivo em direcção a um crescimento sustentado desses mesmos países e consequentemente, na subida da qualidade de vida dos seus nacionais. Exemplos abundam: Japão, Filândia, Noruega, Suécia, e por aí fora.

Em Portugal, o problema é de mentalidades. Enquanto não se der tempo e meios para mudar, este país afundar-se-á cada vez mais.

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Titanic: parte três

Dezembro 7th, 2005 by Luis Miguel

(Foto: Ralph White/AP)

Afinal havia outro. A carcaça do Titanic, que jaz no fundo do Atlântico, não se partiu em dois, mas em três bocados. Exploradores aquáticos revelaram ontem a descoberta de um novo conjunto de destroços do navio que deita por terra a tese de que o Titanic se partiu em dois.

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