7 January, 2009, 22:52:07

Luís Miguel

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." - Charlie Chaplin

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Belmiro de Azevedo avança para a Portugal Telecom

Fevereiro 7th, 2006 by Luis Miguel
OPA a 9,5 euros por acção

Belmiro de Azevedo voltou ontem a surpreender o mundo dos negócios. De forma absolutamente inesperada, com os mercados de Lisboa e Nova Iorque já encerrados, a Sonae SGPS anunciou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Portugal Telecom (PT), operação que envolverá um investimento de 10.700 milhões de euros (11.200 milhões com dívida).

Segundo apurou o PÚBLICO, a Sonae teve contactos prévios formais com o Governo de José Sócrates, que não deverá opôr-se ao negócio. A possibilidade de surgir uma contra-OPA não está excluída e poderá vir a dificultar o caminho ao empresário nortenho.

Para tentar convencer os accionistas da PT a alienarem as acções detidas, o grupo da Maia (proprietário do PÚBLICO) oferece 9,50 euros por acção, o que representa um prémio de 17 por cento face à cotação de fecho (8,18 euros) na sessão de ontem da bolsa de valores de Lisboa e de 22 por cento após a distribuição de dividendos do operador histórico. É com estes argumentos financeiros que Belmiro de Azevedo avança para um grupo que tem acusado de impedir uma saudável concorrência no sector das telecomunicações e que, nos últimos meses, vinha sendo dado como exposto a uma oferta de aquisição de um grande “player” europeu.

Essa possibilidade não está, de momento, excluída e, nos próximos dias, será incontornável perceber que posição irá assumir neste processo a espanhola Telefónica, que detém quase dez por cento do capital da PT e é parceira do grupo português no negócio dos telemóveis no Brasil – através da Vivo.

O grupo Sonae, no anúncio preliminar de lançamento da oferta, condiciona a operação à aquisição de, pelo menos, 50,01 por cento do capital da Portugal Telecom e à desblindagem dos estatutos da empresa, que neste momento, limitam os direitos de voto a dez por cento. Belmiro exige, também, o fim dos poderes especiais do Estado (realizados através da “golden-share”) ou que este aceite, previamente, o plano de reestruturação que tem para a companhia.

Se vier a ficar com o operador histórico de telecomunicações, a PT, já dominada pelo grupo da Maia, terá, depois, que lançar uma OPA sobre o capital disperso da PT Multimédia, subsidiária do grupo PT, de forma a dar oportunidade aos accionistas para saírem da empresa, uma vez que se verificou a alteração da titularidade da casa-mãe.

Vender rede é objectivo

Naquele que será o maior negócio de todos os tempos em Portugal – o investimento representa duas vezes o custo do aeroporto da Ota mais o do TGV e equivale a uma vez e meia o défice público previsto no Orçamento do Estado para o ano em curso – o grupo Sonae, apurou o PÚBLICO, avança sozinho para esta aquisição, tendo como intermediário o Banco Santander de Negócios. O seu parceiro na Sonaecom, a France Telecom, não está envolvida na operação.

Fonte ligada à montagem da operação afirmou ao PÚBLICO que este foi um trabalho “muito complexo”, mas que “afasta a ameaça de a PT passar para as mãos de capital estrangeiro”.

Em caso de a OPA vingar, a disposição do grupo da Maia é a de fazer com que a PT absorva a Sonaecom, a holding que agrupa os negócios das telecomunicações. Outra disposição que está na mente dos responsáveis da Sonae é vender uma das redes da companhia, não estando ainda fixado se será a de cabo ou a de cobre. Esta venda vai em linha com aquilo que o grupo de Belmiro de Azevedo sempre defendeu.

Hoje, em conferência de imprensa, a administração da Sonae vai explicar os motivos para lançar esta OPA e deverá dar informações mais precisas sobre como foi montado o financiamento da operação, nomeadamente se exigirá a realização de aumentos de capital.

Deverá, também, esclarecer que planos tem para a TMN, uma vez que a inclusão da Sonaecom na PT vai determinar a sobreposição na mesma empresa de duas das três actuais operadoras de telefone móvel. A venda da TMN ou da Optimus poderá ser a saída e a forma de contornar uma eventual oposição da Autoridade da Concorrência.

Para as próximas semanas, há várias incógnitas para tentar desvendar. Por um lado, qual será a posição do conselho de administração da PT e que grau de abertura existirá por parte dos grandes accionistas da companhia, entre os quais o Banco Espírito Santo, no sentido de aceitar a oferta da Sonae.

fonte: PUBLICO

Fantástico! O mercado económico português já precisava há muito de um abanão desta magnitude! É uma forma do governo português descalçar de forma elegante a bota da “golden” da PT, bem como arrecadar uma quantia preciosa para os cofres nacionais, pela parte que lhe cabe. Aguardo ansiosamente por novos desenvolvimentos.

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Coitados dos fanhosos…

Fevereiro 7th, 2006 by Luis Miguel
Há coisas que só em Portugal. Por muito que se percorra o mundo, há sempre algo que só nós conseguimos ter. Lá originalidade, de facto, não nos falta…

(clique na imagem para aumentar)

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A "Birra" no JM

Fevereiro 7th, 2006 by Luis Miguel

Mais uma notícia da “BIRRA”, desta vez no Jornal da Madeira:

“Nova produção da Companhia Contigo Teatro estreia amanhã, às 21h30, no Teatro Municipal

Comédia “A Birra do Morto”

“A Birra do Morto”, a nova produção da Companhia Contigo Teatro, sobe à cena amanhã, pelas 21h30, no Teatro Municipal Baltazar Dias. Trata-se de uma comédia que mostra a limitação humana perante o enigma da morte. Mostra também a hipocrisia de uma sociedade caricaturada numa cerimónia de funeral, onde um morto não quer ser enterrado.

A Companhia Contigo Teatro apresenta amanhã, dia 8 de Fevereiro, às 21h30, no Teatro Municipal Baltazar Dias, “A Birra do Morto”, do dramaturgo Vicente Sanches e encenada por Miguel Vieira.

“A Birra do Morto” é uma comédia que mostra a limitação humana perante o enigma da morte. E não só. Mostra também a hipocrisia de uma sociedade caricaturada numa cerimónia de funeral, onde, insolitamente, um morto não quer ser enterrado.

Miguel Vieira, que para além da encenação é responsável pela selecção musical, adaptação de texto e desenho de luz, refere que “A Birra do Morto” caracteriza uma cerimónia fúnebre activa e divertida de uma sociedade onde o cinismo de uns, o interesse de outros e a falsidade da maioria irá ridicularizar os medos e receios perante a morte.

A comédia da “Contigo Teatro” ficará em cena no Teatro Municipal até domingo. Na quinta e sexta-feira, haverá duas sessões, às 15h00 e às 21h30, estando a primeira sessão destinada às escolas e a segunda ao público em geral. No sábado, 11 de Fevereiro, a comédia sobe ao palco às 16h00 e às 21h30. A última sessão está marcada para domingo, às 18h00.

O preço dos bilhetes é de 3 euros para estudantes e terceira idade e 7 euros para o público em geral.

Vicente Sanches nasceu no ano de 1936 e vive em Castelo Branco. As suas obras são frequentemente encenadas por grandes nomes do teatro português. A peça “O Passado e o Presente” foi adaptada ao cinema por Manuel de Oliveira.

Por sua vez, a primeira produção “Contigo-Teatro”, denominada “Duas Horas Antes”, marcou o início da actividade desta Companhia, criada em Janeiro de 1999 e legalmente constituída como Associação Juvenil em Abril desse mesmo ano. O seu primeiro presidente foi Carlos Varela, professor da Escola Secundária de Jaime Moniz e coordenador do grupo teatral “O Moniz”. A companhia tem como fins específicos a realização e produção de espectáculos de teatro nas suas diferentes formas e visões, destinando-se a todo o tipo de público, com especial destaque para a camada adolescente.

Odília Gouveia, in Jornal da Madeira, 7/2/06

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