22 November, 2008, 4:37:43

Luís Miguel

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." - Charlie Chaplin

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Relâmpagos em Zurique

Junho 29th, 2006 by Luis Miguel

(Foto: Alessandro della Bella/EPA)

Uma trovoada consiste num conjunto de fenómenos intensos associados a cumulonimbus: relâmpagos, trovões, rajadas de vento, inundações, granizo e, em algumas circunstâncias, tornados. Na foto podemos ver uma trovoada carregada de relâmpagos, que derramou luz branca sobre três igrejas de Zurique, na Suíça, entre elas a icónica Fraumuenster e a Igreja de São Pedro.

Mas afinal, o que é um relâmpago?

Os relâmpagos são descargas eléctricas que ocorrem dentro de uma nuvem, entre duas nuvens, entre uma nuvem e a atmosfera, ou entre uma nuvem e o solo (os chamados «raios», que representam tipicamente 20% das descargas). Os relâmpagos verticais normalmente predominam na parte da frente de uma trovoada (tempestade) e os horizontais na parte de trás.

Quando a atmosfera está estável, o seu campo eléctrico é caracterizado por uma carga negativa na superfície e uma carga positiva na alta atmosfera. Os raios ocorrem quando dentro de um cumulonimbus surgem regiões separadas com cargas eléctricas opostas. As partículas de carga positiva mais leves são elevadas para o topo pelas correntes de ar ascendentes e as de carga negativa, que são maiores, caiem para a base da nuvem.

Tipicamente, o fulgor (flash) de um raio dura cerca de um segundo mas contém pelo menos três ou quatro descargas descendentes seguidas de descargas de retorno de que os nossos olhos só se podem vagamente aperceber. É isso que o faz parece tremer.

Os relâmpagos, que estão sempre presentes em qualquer trovoada, aquecem localmente o ar até temperaturas muito elevadas (podem chegar aos 30000°C). Esse aquecimento causa a expansão explosiva do ar ao longo da descarga eléctrica, resultando numa violenta onda de pressão, composta de compressão e rarefacção, que os nossos ouvidos ouvem como um trovão. Uma trovoada típica produz três ou quatro descargas por minuto.

E os trovões? Qual a sua origem?

Os trovões são o ruído que os relâmpagos fazem quando atravessam o ar. Durante uma trovoada geram-se descargas eléctricas para equilibrar a diferença de potencial entre o topo da nuvem (cargas positivas), a base da nuvem (cargas negativas) e o solo (carga positiva). A atmosfera funciona como isolador entre a nuvem e o solo. Quando a energia envolvida numa tempestade ultrapassa a resistência do ar, gera-se uma descarga entre o pólos de carga oposta. Esta descarga é caracterizada por um raio com temperaturas elevadas que aquecem o ar à sua passagem. O rápido aumento da pressão e temperatura fazem expandir violentamente o ar envolvente ao raio a velocidades superiores às do som, gerando-se uma onda de choque. O ribombar posterior a um trovão é conseguido pelo eco da onda de choque nas altas camadas da atmosfera e na geografia envolvente.

Nas proximidades do ponto de contacto do raio com o solo regista-se um nível sonoro de 120 dB. A proximidade do trovão pode produzir surdez temporária e até mesmo rotura da membrana do tímpano e consequentemente, surdez permanente.

Aquilo que toda a gente gosta de saber: como saber a distância da trovoada?

Uma vez que o som e a luz se deslocam através da atmosfera a velocidades muito diferentes, pode estimar-se a distância da trovoada através da diferença de tempo entre o relâmpago (luz) e o trovão (som). A velocidade do som é de aproximadamente 332 m/s. A velocidade da luz é tão elevada (± 300 000 km/s) que pode ser ignorada nesta aproximação. Portanto, a trovoada estará a 1 km de distância por cada 3 segundos que passem entre o relâmpago e o trovão.

fonte: www.wikipedia.org

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Torrente de areia

Junho 29th, 2006 by Luis Miguel

(Foto: Zhang Xiaoli/EPA)

Um grupo de turistas observa a torrente de água com e sem terra durante uma operação de remoção de areia na barragem de Xiaolangdi, na China. A operação, que se realiza todos os anos, vai permitir o envio de milhões de toneladas de areia para o mar, antes do início da época de cheias.

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O Instinto

Junho 29th, 2006 by Luis Miguel

Instinto é uma palavra usada para descrever disposições inatas em relação a acções particulares. Geralmente são padrões herdados de respostas ou reacções a certos tipos de situações, ou características de determinadas espécies. Nos humanos, estes são mais facilmente observados em respostas a emoções.

Os instintos geralmente servem para pôr em funcionamento mecanismos que evocam um organismo para agir. As acções particulares executadas podem ser influenciadas pelo aprendiz, pelo ambiente e pelos princípios naturais, mas não descrevem uma condição social existente ou um “status quo”.

Podemos observar vários exemplos de “instinto” no comportamento animal que, na durante a sua vida, executam várias actividades, com maior ou menor complexidade, mas que não têm por base qualquer experiência anterior, de onde se destacam a reprodução e o acto de se alimentar.

Muitos sócio-biólogos e etólogos têm tentado compreender o comportamento social humano e animal em termos de instinto. Sigmund Freud argumentava que o princípio do prazer, na verdade, exprimia impulsos primitivos, animais. Para seus contemporâneos vitorianos, a idéia de que o comportamento humano fosse no fundo governado por compulsões sem nenhum propósito mais nobre que a auto-realização carnal era simplesmente escandalosa. E embora o escândalo tenha atenuado-se nas décadas seguintes, o conceito freudiano do homem como animal foi sempre mantido em segundo plano pelos cientistas cognitivos.

Não querendo meter-me numa área que não é minha especialidade, mas querendo lançar a discussão, segundo um artigo publicado numa edição mensal da conceituada “Scientific American” consta que este conceito freudiano está de novo a ganhar popularidade no meio científico.

Neurocientistas como Donald W. Pfaff, da Universidade Rockefeller, e Jaak Panksepp, da Universidade Estadual de Bowling Green, acreditam hoje que os mecanismos instintivos que regem a motivação humana são ainda mais primitivos do que imaginava Freud. Afirmam que os nossos sistemas básicos de controle emocional são iguais aos dos nossos parentes primatas bem como aos de todos os mamíferos. No fundo, defendem que, no nível profundo da organização mental a que Freud chamou “Id“, a anatomia e a química funcionais do nosso cérebro não são muito diferentes daquelas dos animais que vivem nos currais ou dos nossos bichos de estimação.

Em sumemos, a minha pessoa, livre dos meus condicionalismos / enriquecimentos sociais, está equipada com o mesmo “set” de instintos que os restantes animais deste planeta.

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High Definition TV

Junho 28th, 2006 by Luis Miguel
Apesar de só agora chegar à Europa, a HDTV no Japão já está a evoluir para o Super High Definiton

Chama-se High Definition e é o último grito no que diz respeito às novas tecnologias audiovisuais.

Aproveitando o Mundial 2006 este novo sistema transporta o telespectador para o estádio. A sua alta definição permite que se observe os mais pequenos pormenores e detalhes do jogo. O sistema é dos mais completos e permite acesso total ao satélite directamente da sua casa.

Este novo sistema permite aos espectadores quase interagir com o próprio ambiente que envolve o jogo dada a qualidade extrema da imagem que transmite, já que é possível vislumbrar o mais pequeno pormenor de tudo o que se passa ao nível do estádio e de todo o ambiente que rodeia um jogo de futebol.

Os canais são captados com câmaras de Alta Definição desde o satélite e retransmitidos pelas respectivas antenas parabólicas. A televisão digital ou TV digital usa um modo de modulação e compressão digital para enviar vídeo, áudio e sinais de dados aos aparelhos compatíveis com a tecnologia, proporcionando assim transmissão e recepção de maior quantidade de conteúdo por uma mesma freqüência (canal). Os padrões em operação comercial são capazes de transportar até 19 Mbps. Tendo em atenção que um programa em alta definição ocupa 15 Mbps, em detrimento dos programas em definição padrão, que consomem em média 4 Mbps, o espaço que ocupam ao nível de satélite é três vezes superiores do que um canal normal.

O HDTV é distribuído num sistema denominado “FI” que recebe directamente os sinais do satélite para a “sua” casa. Agora, é recomendável que, quando da colocação da antena, quer em edifícios, quer noutros sítios, a mesma seja feita de forma cuidada, pois, dadas as dimensões da mesma, pode destoar da arquitectura do prédio.

O grande inconveniente actual prende-se inevitavelmente com os custos, já que, como só agora este sistema começa a chegar à Europa, ainda não está ao alcance de qualquer bolso.

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Quem irá morrer?

Junho 27th, 2006 by Luis Miguel

A escritora britânica J.K. Rowling, criadora da personagem Harry Potter, poderá matar o jovem feiticeiro no próximo e último livro da saga, segundo noticiou a agência Lusa, citando uma entrevista dada pela autora ao canal de televisão Channel 4, na noite da passada segunda-feira.

Na entrevista, J.K. Rowling deu algumas pistas acerca de uma possível morte do jovem mago, ao anunciar que dois dos protagonistas poderiam morrer, mas que salvaria um terceiro do grupo. «Um personagem vai salvar-se, mas dois vão morrer, apesar de, no início, não ter pensado matá-los», disse.

Apesar de ter sempre dito que a saga de Harry Potter seria composta só por sete volumes, a escritora nunca deixou claro se o feiticeiro sobreviveria até ao fim. Quando questionada sobre se as personagens que vão morrer são as mais queridas dos leitores, respondeu: «Há que pagar um preço porque estão a lidar com seres de pura maldade que não perseguem as personagens secundárias, mas sim as mais importantes».

fonte: Agência Lusa

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Uma questão de fé

Junho 26th, 2006 by Luis Miguel

Ontem foi um dia especial na vida do meu primo. Então não é que o rapaz crismou-se? Pois é. Deu, por sua livre e espontânea vontade, um passo importante na sua vida religiosa.

Para quem não sabe, o Crisma ou Confirmação é um dos sete sacramentos da igreja cristã, em que o fiel recebe, através da acção do bispo, uma unção com o “óleo da crisma” e os “sete dons” do Espírito Santo.

Para receber o Crisma a pessoa necessita de um padrinho, que é a pessoa que deve orientar o crismado na fé e servir de modelo de vida cristã para o mesmo. E advinhem quem o rapaz escolheu? Pois… eu mesmo! Que responsabilidade! Agora sou lá algum modelo de vida a seguir? Ai rapaz… onde tu foste te meter.

Aparte destas considerações, a cerimónia até correu bem. O senhor Bispo fez o favor de “politizar” o seu discurso, vociferando contra os “Códigos Da Vinci” deste mundo, alertando para a necessidade da prática cristã, dos rituais católicos, da defesa da Igreja contra os seus detractores; falou de Israel, de um lago com marés, a barca de São Pedro, de Jesus que dormia enquanto vinha a tempestade, de Pedro (antes de ser santificado) duvidar das intenções de Cristo, dizendo que este não se importava que estes morressem, da forma como Cristo fez amainar a tempestade (estilo a Storm dos X-Men)… e sei lá que mais. Pelo meio, lá se ouvia a voz do pároco da Igreja celebrante, que mais parecia que tinha uma batata na boca (lembram-se do Muggles do Dick Tracy?… anda lá perto), a ditar os procedimentos que se seguiam na celebração desta festa.

Estava eu em “controlo-remoto” quando, de repente, uma frase despertou-me da minha letargia: “quem quiser contribuir para a Igreja ou oferecer agradecimentos ao senhor Bispo, que o faça agora“. Abri os olhos muito admirado! Já há muito tempo que não partilho da experiência da celebração da missa, é verdade. E havia esquecido desta fase da cerimónia que, sem dúvida, muito tem de religioso e santificado. Por outras palavras: toca a dar um pouquito do dinheirito que ganham se faz favor.

Dei por mim a olhar à volta. Via as pessoas compenetradas naquilo que estavam fazendo. Sorrisos largos e olhares satisfeitos pela oportunidade de dar uma esmola à senhora que passava com um cesto vermelho nas mãos, que ia recolhendo a generosidade dos fiéis presentes. Naquele instante veio-me à memória o Vaticano. O luxuoso Vaticano. O Vaticano dos espólios de guerra, o Vaticano das obras de arte de valor incalculável, o Vaticano das riquezas doadas, expoliadas, outras recuperadas. Veio-me à memória o invejável património da Igreja Católica.

Esfreguei os olhos na vã esperança de acordar. Notei as vestes impecavelmente dispostas do sr. Bispo e seus adidos. Reparei nos vitrais, nas paredes generosamente ornadas, na excelência da modesta casa do Senhor. Na senhora da recolha das esmolas e no seu olhar reprovador pela minha recusa em partilhar o vil metal naquele solene momento.

Fiquei a pensar: a tua casa Senhor… É paga?

Francamente, mas porque raio precisa esta gente de ainda pedir dinheiro? Mais dinheiro! Quando deveriam ser eles próprios os primeiros a distribuir - e não a pedir. Alienassem metade (apenas metade) do que possuem, e resolviam de uma vez só com toda a fome deste mundo. Ah é verdade… que estupidez a minha… a fome é ateia. Lamento caros senhores, mas ainda sou muito novo para comprar um “T2″ no Céu.

Mas que não fiquem com dúvidas. Percebi finalmente que tudo na vida é mesmo uma questão de fé.

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À procura de um oásis no Líbano

Junho 26th, 2006 by Luis Miguel

(Foto: Mohammed Zaatari/AP)

Uma mulher libanesa é levada pelo seu marido para as águas do Mediterrâneo, na cidade portuária de Sidon, no Líbano. A costa do país tem sido o refúgio de milhares de pessoas nos últimos dias devido ao aumento da temperatura na região.

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Portugal já está nos 8 melhores !!!!

Junho 26th, 2006 by Luis Miguel
Maniche marcou o único golo da partida (Foto: AFP)
Foi uma verdadeira batalha! Uma batalha desiquilibrada por um elemento da arbitragem que usou e abusou dos cartões estragando por completo um jogo que já se mostrava muito interessante. Portugal resistiu a tudo e todos. Primeiro com 10, depois com 9 elementos. Os jogadores portugueses mostraram garra, união, força e coragem. Por isso mereceram vencer o jogo!

E o mérito deste feito vai inteirinho para Scolari. O seleccionador nacional construíu à sua volta uma equipa no verdadeiro sentido da palavra, unida em prol de um objectivo comum, com espiríto de sacrifício e vontade de vencer. Podemos não ser os melhores. Mas somos os “maiores”!!!

FORÇA PORTUGAL! VIVA PORTUGAL!

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Brinde ao Verão

Junho 24th, 2006 by Luis Miguel

(Foto: Armin Weigel/EPA)

Dois jovens alemães brindam ao solstício de Verão durante umas fogueiras, comemorando o dia mais longo do ano. Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento, em latitude, do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia.

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Mas orgulho do quê?

Junho 24th, 2006 by Luis Miguel

Antes que me batam, amaldiçoem-me, insultem-me, deixem-me esclarecer que a crítica que vou fazer, em nada tem a ver com quaisquer opções de vida que as pessoas têm ou deixam de ter. Tem a ver com a atitude que se tem perante essas mesmas escolhas.

Pois bem, hoje é o “Dia do Orgulho Gay”, que é assinalado com uma Marcha Nacional, entre o Marquês de Pombal e o Rossio, em Lisboa, e um Arraial, organizados por várias associações de gays e lésbicas.

A minha pergunta é muito simples: orgulho do quê? De quê? Que raio de orgulho se pode ter perante uma escolha sexual? Alívio, ainda vá lá. Conforto e bem-estar, por assumir a sua natureza e vontade. Tudo bem. Agora orgulho?

Eu sou heterossexual. Mas não ando por aí feito parvo a dizer: “tenho muito orgulho, vejam como sou heterossexual”! Que raio de pensamento é este? Se todos nós, pessoas que pensam, racionais, defendemos a liberdade de escolha sexual, encarando a homossexualidade como algo perfeitamente natural, que apenas se prende com uma questão de gosto e de escolha, agora vamos para aqui andar a apregoar o “orgulho” dessa mesma naturalidade?

Perdoem-me a comparação, mas se existe o dia do “orgulho gay”, também quero o dia do “Opel Astra GTC”. Tenho muito orgulho no meu carro. Vamos nós, orgulhosos possuidores de um Astra GTC, manifestarmo-nos nas ruas, em marcha. Será que dá para perceber o ridículo da situação? Eu percebo…

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