Sydney acolhe 2007
Aguardemos pelo nosso…
Aguardemos pelo nosso…
Ontem, a televisão iraquiana divulgou imagens de Saddam Hussein, de mãos atadas e sem capuz, a ser conduzido para o cadafalso por dois algozes que depois lhe passaram a corda pelo pescoço, o que provocou algum espanto na comunidade internacional, pela rapidez com que a sentença foi promovida, atendendo aos restantes processos pendentes contra o antigo ditador.
A sequência de imagens não mostrava a consumação do enforcamento, mas um vídeo de fraca qualidade, provavelmente captado com uma câmara de telemóvel por uma das testemunhas, foi hoje colocado na Internet e mostra toda a execução. (Cliquem aqui para verem o vídeo)
Saddam Hussein mostra poucas emoções e parece bastante calmo. Algumas pessoas gritam “Moqtada, Moqtada, Moqtada!”, em referência ao líder xiita radical Moqtada Sadr, filho de Mohammed Baqer Sadr, assassinado em 1999 pelo regime de Saddam. O condenado recita a “chahada”, a profissão de fé dos muçulmanos (“Não há outro deus além de Allá; Maomé é servo e mensageiro de Allá”). Antes de se abrirem os alçapões começa outra declamação e grita o nome do profeta.
Menos de 24 horas após a execução, o corpo de Saddam Hussein foi hoje sepultado na sua terra natal em Awja, perto de Tikrit, depois de as autoridades iraquianas o terem entregue aos chefes da sua tribo e à sua família.

Déjà Vu
Título original: Déjà Vu
De: Tony Scott
Com: Denzel Washington, Paula Patton, Val Kilmer e James Caviezel
Género: Acç, Thr
Classificacao: M/12
EUA, 2006, Cores, 128 min.
Comentário: “Déjà Vu” não inventa nada, nem aspira a grandes voos. É, no entanto, um exercício bem carpinteirado de acção. Apimentado por uma rábula de um extremista de direita estereotipado (excelente Jim Caviezel) e alicerçada numa impecável actuação de Denzel Washington, no papel de um detective com a missão de fazer a reconstituição do percurso de vida de uma jovem, da qual recebera um misterioso telefonema, e que o colocava no local de acção, e ainda utilizando um sofisticado mecanismo que desafia as regras físicas da organização temporal, dá-nos a garantia que não sairemos defraudados.
Nota: 6,5/10
“Mr. Dinamite” encerrou a sua digressão pelo mundo, precisamente no dia de Natal, aos 73 anos, após o seu coração decidir deixar de bater. Foi-se o homem, mas ficou a obra. Ficou James Brown.

Eragon
Título original: Eragon
De: Stefen Fangmeier
Com: Edward Speleers, Sienna Guillory, Garrett Hedlund
Género: Acç, Fantasia
Classificacao: M/12
EUA, 2006, Cores, 104 min.
Comentário: Quando o filme terminou o meu primeiro pensamento foi “ainda bem que li o livro primeiro”. Sim, porque, da história escrita pelo jovem Paolini, apenas se mantêm as personagens e mesmo assim, a muito custo. O resultado não podia ser mais penoso. Falta de coerência na história e na ligação de cenas, pouca profundidade das personagens e diálogos que mais parecem tirados de um qualquer episódio dos “Power Rangers” (que o diga John Malkovich – que penoso Galbatorix). Para além de não respeitarem o livro, ainda por cima assassinam qualquer possibilidade de redenção numa sequela, visto que, o rumo que o filme levou torna praticamente impossível a continuação através de “Eldest”, o segundo livro da trilogia literária. Muito fraco.
Nota: 4/10
(Foto: David Samson/The Forum/AP)
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