Eleições na OA
Luis Miguel
Entretanto quando quis votar pediram-me pelos boletins de voto (incluindo os envelopezitos coloridos que vierem com a carta que recebi de Lisboa), o que eu obviamente não tinha. Afinal, para votar, não só não posso ser caloteiro ou proscrito, mas igualmente tenho de levar o material de casa. Esta é nova, mas tudo bem. Para a próximo prometo guardar com carinho e atenção todos esses lindos papeis.
Avançando, como não tinha os ditos exemplares, entregaram-me uns substitutos (fotocopiados evidentemente). Não tinham nada de especial. Eram papeis agrafados com as listas para os vários poleiros, e quatro envelopes para cinco urnas (estão a ver, quem não paga, não vota… como não pago a CPAS, não querem saber da minha opinião, mesmo que para o ano comece a descontar). Separei os papeis que queria, meti dentro dos envelopes, e meti os envelopes nas urnas. Tão simples quanto isto.
Não deixou de ser uma surpresa quando no dia seguinte, enquanto folheava o JM, soube que a lista que perdeu queria impugnar os resultados. Motivo, os tais boletins fotocopiados, que levantaram segundo os seus apoiantes, desconfiança de duplicação de resultados. Francamente, então não percebo o que andaram lá a fazer o dia todo. A olhar para o lado? E os seus apoiantes que votaram pelas fotocópias? Isto tendo em atenção que, apenas 1 em 4 tinham os boletins originais. E, já agora, e aqueles que votaram com os seus documentos, como é? Enquanto pensava nestas coisas, cheguei à página que falava do meu blogue pelo que nem pensei mais no assunto.
Nota: Li ainda a parte em que um colega meu mostrava “a sua satisfação pela forte adesão dos advogados madeirenses ao acto eleitoral, numa demonstração de claro interesse pelo futuro da classe”. O facto de o voto ser obrigatório e a falta passível de multa e/ou sanção disciplinar em nada afecta estes beneméritos colegas.
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