22 November, 2008, 4:36:24

Luís Miguel

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." - Charlie Chaplin

Meus Sítios


As Minhas Críticas


Artigos Recentes


Categorias


Arquivos


Calendário

Junho 2008
S T Q Q S S D
« Mai   Jul »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

O Tempo

Funchal
22 de Novembro de 2008, 4:36
33 33
tmp: 15°C
flik: 11°C
barr: N/A mb
hmid: 69.54426%
winds: 7 m/s NE
Windgusts: 12 m/s
sunrise: 7:44
sunset: 18:03


Pub & Stats


 


 

Creative Commons License

Este blog está licenciado sob uma Licença Creative Commons


 


O fenómeno Tokio Hotel

Junho 30th, 2008 by Luis Miguel

 
(Todas as fotos: BLITZ)

Ontem fui almoçar ao Vasco da Gama. Embora fosse um Domingo (dia predilecto para os alfacinhas passearam nos centros comerciais), notei um movimento anormal de "teens", mais precisamente de jovens adolescentes. Não tinham mais de 15, 16 anos. Para mais, a maioria vestia t-shirts pretas, vermelhas ou azuis, saias curtas e penteados à Amy Winehouse num dia bom. Lembrei-me! Era dia dos Tokio Hotel. A banda alemã dos gémeos Kaulitz dava o seu segundo concerto em Portugal, o primeiro em nome próprio, depois do adiamento em Março devido a um quisto nas cordas vocais do vocalista do grupo.

O que mais impressiona nos Tokio Hotel, para além do penteado à Dragonball de Bill Kaulitz, é mesmo as suas fãs! Há imenso tempo que não assistia a uma euforia tão grande e tão generalizada por causa de uma banda. E ontem fui exemplo disso.

Margarida Silva, de 15 anos, veio do Algarve faz hoje oito dias e garante que foi das primeiras a chegar a uma das portas laterais do pavilhão, às 5.30 horas da manhã de domingo. Está com mais sete amigas, algumas de Lisboa, que conheceu em concertos anteriores. Têm feito "turnos", vão a casa tomar banho "e comer uma sopa, para variar da fast-food", mas ela não arreda pé. "Quero um sítio específico, em frente ao prolongamento do palco, onde só cabem 12 pessoas", diz, explicando que estão a fazer uma lista com os nomes de todos os que já ali estão (ontem, eram mais de 200, na maioria, raparigas) para evitar confusões na hora de entrar. - in Jornal de Notícias

 

Marlene Sanches, de 14 anos, residente no Pinhal Novo, nem sequer vai a casa. Faz a higiene diária na casa de banho do centro comercial Vasco da Gama e tem um sonho para concretizar durante o concerto: "Quero ser diferente. Toda a gente vem com cartazes. Eu vou atirar um sutiã preto para cima do palco. Quero ver qual vai ser a reacção do Bill", dizia, perante o espanto das amigas. - in Jornal de Notícias

Helena Dias, de 13 anos, chegou ontem de Famalicão e, apesar de ser diabética e ter de injectar insulina cinco vezes ao dia, não trouxe tenda para dormir, nem sequer um chapéu para se proteger do sol. - in Jornal de Notícias

Duas amigas açorianas vieram para Lisboa na passada sexta-feira só para os ver. Porquê? "Porque são a nossa banda favorita e são muito giros", referiu ao DN uma das fãs. Ana Rita, que veio da Amadora, é mais ousada e chega a dizer que "são a perfeição em pernas." - in Diário de Notícias

 

Para não perderem lugar nas primeiras filas "fazemos turnos de duas a duas para ir à casa de banho ou para comer", explicou Verónica, de 12 anos, uma das muitas fãs que se encontram acampadas há dias nas imediações do pavilhão. Quanto aos banhos há quem já tenha utilizado "aqueles vulcões que deitam água", explicam "Temos que nos desenrascar de alguma forma", exclamam. - in Diário de Notícias

Na verdade, julgo que nem o quarteto Bill Kaulitz, Tom Kaulitz, Georg Listing e Gustav Schäfer, quando à 8 anos atrás criaram os Tokio Hotel, imaginariam tal histeria à sua volta. Mas, se olharmos bem ao panorama actual da música e relacionarmos com a idade dos membros da banda (18 e 19 anos), facilmente conseguimos perceber a fácil ligação/devoção que existe entre eles e o público. Goste-se ou não se goste, os Tokio Hotel estão mesmo aí para ficar.

Eu tive oportunidade de os ver e ouvir no Rock In Rio, no passado dia 1 de Junho. E, tenho de confessar, gostei do que ouvi. Não é nada de assombroso (ou novo sequer), mas é bom. E a máquina por detrás dos Tokio Hotel é brutal. E, quer queiramos quer não, a figura de Bill Kaulitz é, de facto, fascinante.

Posted in Musica | 4 Comments »

A Espanha e a TAP

Junho 30th, 2008 by Luis Miguel

 
(Foto: UEFA / GETTY Images)

E lá acabou o Euro. E, curiosidade das curiosidades, não fomos nós que o ganhamos, apesar daquilo ser favas contadas à partida. Estas coisas do destino têm muito que se lhe diga. Onde andam agora os Professores Babalus? Mais valia o Prof. Alexandrino: se ele dissesse que a vitória no europeu seria hirta e firme, de certeza que a história teria sido outra. Enfim, querem os mais baratos e perseguidos pelo fisco…

Ao menos o caneco vem para a Península. ‘Nuestros hermanos’ descobriram o segredo para bater a Alemanha: impedir que rematassem à baliza. Uma equipa que passa pelos ‘quartos’ e ‘meias’ com 6 golos em 6 remates à baliza, só pode ter sido treinada por um… William Tell! Na final os germânicos ficaram reduzidos a um mísero remate no jogo inteiro. E perderam. Isso diz muito. E a Espanha ganhou. Na fronteira hoje não se dorme…

Infelizmente só vi os últimos 15 minutos do jogo. Vinha em trânsito de Lisboa onde - e tenho de dizer isto com todas as letras - o voo da TAP/SATA saiu à hora marcada. No bilhete dizia 19 horas, e às 19h03 o avião levantava voo. Mesmo dando o desconto de mais minuto, menos minuto (já que não sei se o meu relógio está perfeitamente regulado com Greenwich MT), o voo saiu a horas. Olhei várias vezes, até fiz aquele "toc-toc" habitual quando julgamos que o relógio está parado, mas não. Estava a funcionar. E não estava a sonhar. Saí a horas de Lisboa.

Cada vez mais me convenço que a TAP anda a brincar com as pessoas. "Mind games" como dizem os americanos. Aquilo começou no check-in. Chego pelas 18h15 e já ouvia (ainda por cima bem) a "speaker" a anunciar o embarque! Fiquei logo apreensivo. Óbvio. Até lancei a pergunta habitual: o voo está atrasado? Não estava. Fui desconfiado para a área de embarque e para meu espanto já estavam poucas pessoas à espera do último autocarro para o avião.  E pronto. Às 18h40 já estava sentado no avião. Cinco minutos depois fechavam as portas e logo de seguida rolávamos para a pista!

Eu que até tinha regulado os meus horários para o habitual atraso de uma a duas horas (que até dava para ver a final no aeroporto), lá vem ela, a TAP, dar a volta às coisas e mandar-nos todos para casa mais cedo. A Espanha ganhou o Europeu e a TAP saiu a horas. Eu cá não sei, mas vou queimar um raminho de alecrim, não vá o diabo tecê-las.

Posted in Portugal, Datas, Futebol | 3 Comments »

E você? É macho ou… homem?

Junho 27th, 2008 by Luis Miguel

 

Esta tarde realiza-se o Congresso feminista em Lisboa, sobre o “Género e relações de género: o papel das mulheres e dos homens na mudança”. Aparentemente um dos tópico de discussão é, aparentemente, o ‘homem macho’ ou, mais concretamente, a pergunta sobre se podem os homens ser feministas? No fundo, está aberta a discussão sobre se os "homens feministas" podem integrar, ou não, os movimentos de luta junto das mulheres.

O espanhol Javier Robles Andrades, que integra o AHIGE, um grupo de homens que luta pela igualdade, foi mais longe ao afirmar que existem "muitos machos, mas poucos homens". Falta saber se se incluia no grupo as "machonas" também.

Confesso que já me cansa este movimento "feminista". Sem qualquer desconsideração pelas movimentos nos anos 70 que, efectivamente, deram o mote para a liberdade das mulheres do patriarcado secular, e, sem esquecer o regime de tratamento que as mesmas recebem em países de mentalidade mais fechada, a verdade é que, este movimento já extravasou fronteiras e, cada vez mais, parece mais interessado em instituir um matriarcado que equilibrar forças. Talvez tivessemos mais sorte se passamos a tratar os outros como seres humanos e não como machos ou fêmeas…

Alias, fazendo uma breve análise a isto tudo, algum dia ainda veremos as mulheres a lutar pela sobrevivência do homem…

Posted in Portugal, Reflexões | No Comments »

Kiss, kiss, bang, bang!

Junho 27th, 2008 by Luis Miguel

 

A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.

 

O jornal o "Publico" anuncia hoje, na sua edição online, que o Supremo Tribunal dos EUA reafirmou ontem o direito de todos os cidadãos a possuir uma arma para uso pessoal.

Os nove juízes magnos pronunciaram-se, pela primeira vez em 70 anos sobre a polémica 2ª Emenda da Constituição, que garante aos cidadãos o direito de possuir armas de fogo. Com apenas 5 votos a favor, os magistrados consideraram que uma proibição absoluta da posse ou uso de armas de fogo para defesa própria está vedada pelo texto da Constituição norte-americana.

Esta decisão, inédita, e que fará jurisprudência por todo o país, ameaça lançar a dúvida sobre a constitucionalidade das leis de controlo de armas. Com efeito, as várias metrópoles que adoptaram legislação para restringir o direito à posse de armas como forma de combate à criminalidade, como Chicago, Nova Iorque, Washington, poderão agora vir a ser contestadas pelo "lobby" pró-armas.

No país onde o direito à defesa da sua propriedade e corpo é visto como algo inalienável e intocável, onde o comércio das armas é um dos mais rentáveis e um dos grupos mais influentes na vida social e política dos Estados Unidos, esta decisão de reforço da 2ª Emenda, abre claramente um caminho para o regresso ao Velho Oeste, o dos cowboys e duelos aos por-do-sol. Resta saber qual será a próxima escola a ser baleada por um aluno que se chateou com o mundo.

Posted in Mundo, Reflexões | No Comments »

Elefantes de unhas pintadas

Junho 26th, 2008 by Luis Miguel

 
(Foto: Diário de Notícias)

Nos últimos meses, o Diário de Notícias tem denunciado a extracção ilegal de inertes em toda a ilha da Madeira. No Domingo passado vinha a letras bold na primeira página que a Ribeira dos Socorridos estava a saque. A reportagem vinha com fotos na edição de papel e com uma reportagem multimédia no site.

Na edição de hoje do DN vem novamente uma notícia sobre a extracção ilegal de inertes na Ribeira do Faial. Vem com fotografias, onde vemos várias máquinas, de uma empresa local, que sobem ribeira acima para efectuar a extracção de inertes. A equipa de reportagem falou com vários residentes que confirmaram a existência destas actividades neste sítio e igualmente na Ribeira da Metade. Mais, os caminhos já estão traçados ribeira acima, e os pneus marcados mostram o caminho já trilhado e esbatido na Ribeira do Faial.

Tudo isto acontece debaixo dos narizes da Secretaria do Equipamento Social, que já confirmou a inexistência de licenças relativas a esta actividade para a Ribeira do Faial, para a Ribeira da Metade, para os Socorridos e muitos outros espaços na Região. São ainda conhecidos casos em que houve entrada abusiva de várias empresas nalguns terrenos.

Apesar do que tudo que já foi testemunhado nos locais em questão, das informações facultadas pela Secretaria Regional do Equipamento Social, pelas repetidas denuncias do Diário contra os prevaricadores, a verdade é que nada foi feito. Ainda ontem a Fiscalização da Direcção de Serviços de Hidráulica, da Direcção Regional de Infra-estruturas e Equipamentos, deslocou-se às ribeiras mencionadas (e cito) "não tendo encontrado ninguém a extrair qualquer material dos seus leitos, nem nenhum indício de actividade", apenas um dia depois do DIÁRIO lá ter estado e registado a movimentação de máquinas.

Realmente eu percebo a dificuldade em detectar camiões cheios de pedra e areia nas estradas madeirenses. Ou máquinas pesadas de extracção. Afinal de contas estamos a falar de coisas ligeiras e pequenitas. Facilmente passam despercebidas onde quer que estejam.

Isto faz-me lembrar aquela piada sobre os elefantes. Como é que se esconde um elefante numa plantação de morangos? Pinta-se as unhas de vermelho. Espantados? Alguma vez viram um elefante numa plantação de morangos? Não? Estão a ver como ele estava bem disfarçado…

Aparentemente há muitos elefantes de unhas pintadas por aí.

Posted in Madeira | No Comments »

Quanto custa um iate mesmo?

Junho 24th, 2008 by Luis Miguel

 

Porque nunca é demais denunciar. O governo de Sócrates aprovou, a 8 de Fevereiro último, a Portaria 117-A, que estende aos proprietários de iates o benefício de terem o gasóleo ao preço a que pagam os armadores e os pescadores. Sim, leram bem. O artigo 29º da referida portaria, na sua alínea d), identifica como navegação comercial, todas as embarcações utilizadas em navegação marítimo-turística.

Portanto, por força da lei, em Portugal enquanto os trabalhadores e as empresas pagam o gasóleo a € 1.42 (com tendência para aumentar), os banqueiros, a alta-finança e os grandes empresários pagam apenas € 0.80. É mesmo caso para dizer se quer gasóleo barato é só comprar um iate.

Posted in Portugal, Politica | 3 Comments »

Experiência

Junho 24th, 2008 by Luis Miguel

 

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.

- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.

- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.

Posted in Reflexões | 1 Comment »

Era muito mais simples

Junho 23rd, 2008 by Luis Miguel

 
A pedido de muitas famílias, publico aqui no blogue (como se diz em português) um texto de um conceituado escritor português das tascas, que versa um tema ainda muito tabu (e não… tabu não é nenhum ponta de lança brasileiro do Sporting). Publico aqui para o vosso obséquio. Nota: se tiver menos de 12 anos, favor não ler este "post". Caso o façam, não me responsabilizo pelo facto de serem desventrados por um fantasma verde enquanto dormem.

Escrevo este texto como uma especial dedicatória ao promissor “dono deste blogue” (em português diz-se blogue e não blog).

É sobre um tema um pouco escatológico, mas que permanece sempre associado à nossa própria formação psicológico-emocional (já o dizia há muitos anos Freud). É sobre o tema recorrente das conversas masculinas que se epigrafa como “levar na regueifa”, ou “apanhar nas nalgas”.

Descanse o (único) leitor, que nem o redactor, nem o dono do blogue gostam de “andar na outra margem”, ou que sequer fazem parte desse lobby.

Contudo, como qualquer homem que se preze, cultivam a fantasia de “fazer as tropas entrar pela guarita”, “atracar na pequena de popa”, ou num mais coloquial calão “papar-lhe o ananás”.

Não há estatísticas para isso. Ao contrário do que se possa pensar, na crescente europeização dos portugueses, na crescente liberalização dos conceitos sexuais, não existe qualquer estudo científico que suporte o facto já evidente que “os portugueses – neste caso, as portuguesas – cada vez mais levam no cu”.

Chamo a atenção do ainda resistente leitor de que não estou, nem pretendo fazer, sarcasmo político, trocadilhos com o preço do gasóleo, ou sequer uma implícita referência ao Primeiro-ministro.

Estou mesmo a falar de “apanhar na regueifa”. No meu caso, de “dar na regueifa”, dado o cariz heterossexual dessa afirmação. Repito-o, para não haver confusões e para não me oferecerem algum tacho ministerial…

A verdade é que todos os dias vemos estatísticas sobre as preferências desse ainda tabu tema que é a sexualidade. Aliás, o exemplo perfeito da pseudo liberalização de conceitos do português, o exemplo da modernidade democrática que agora cresce é a proliferação de inquéritos, programas, discussões e fóruns com o epíteto comum que é a sexualidade. Hoje em dia está na moda falar de sexo e dizer que somos liberais por faze-lo…

Grandes liberais que somos…

Contudo, nenhum desses inquisitivos tem a pergunta fundamental: já deu a retaguarda? Já abriu o seu ananás? Já se sentou no WC sem o utilizador precedente se levantar primeiro?

Não, nada disso.

Apenas contêm as básicas perguntas:
-quantas vezes faz sexo por semana?
- É sexualmente activo/a?
- A sua parceira preenche as suas fantasias?
Etc, etc…

Se tivessem estas perguntas escatológicas os portugueses NÃO RESPONDIAM.

Isto é, as “gajas” não gostam de admitir que às vezes até gostam de afiar o lápis de cera.

Na verdade, ninguém “põe o dedo na ferida”, ou melhor “põe o dedo no cu”. Ninguém pergunta se os inquiridos (e no caso em concreto, as inquiridas), gostam de “apanhar nos entrefolhos da peida”. Não, ninguém tem coragem, nem para perguntar, e muito menos para responder.

Dizem logo os críticos e os manietados pela moral judaico cristã: o cu é para cagar, ou é pecado dar – ou levar – na anilha.

No entanto, apanhar na bilha deve ser o acto sexual mais pictografado da Humanidade! Como podem ver por este pequeno excerto, há milhares de formas de camuflar o comum “levar no cu”, com o uso de expressões idiomáticas que no fundo quer dizer a mesma coisa. Porquê?

Porque pura e simplesmente as pessoas ainda confundem o “comer o pacote” com o “levar no pacote”, e assim se perde a heterosexualidade do conceito, e se ganha mais um homo… (não pretendo ofender as escolhas de cada um, apenas caracterizar a forma como os portugueses lidam com a “porca e a rosca”, sejam homens ou mulheres).

Meus amigos, assim é difícil saber quem abre o flanco ou não! Nós ficamos com medo de pedir, e elas com medo de dar!

Não “explanamos o nosso futebol” em toda a largura do campo. No fundo, queremos jogar ao ataque sem passar pela grande área.

É aqui mesmo que (finalmente) chego.

É neste ponto, onde constato que actualmente não existe uma base científica de raparigas assumidamente rectais (comparável à base de dados CODIS dos episódios do CSI…) que diga “Lista das gajas que apanha nas nalgas”.

É tudo empírico, ou até verdadeiramente arcaico e artesanal.

É do tipo, sair à noite, “morder a gaja” – atenção que isto é calão – e ouvir o amigo dizer: “olha que a tua amiga só tem uma mudança, a marcha à ré”.

Será que existe um sinal específico das raparigas que gostam de escorregar no cu-rrimão? Ou temos de ser nós a descobrir?

É que, segundo os dados empíricos que tenho, cada vez mais as pequenas “dobram a espinha na montanha”.

É comum sair à noite, estabelecer contacto e levar logo com a resposta do amigo de engate e copos: “estás com sorte, porque hoje se não tiveres bico, pelo menos rasgas-lhe o intestino”.

Por isso é que digo: façam um código internacional do anal. Clarifiquem as moças que gostam de se sentar em cima do pepino, daquelas que apenas querem a regular “foda à missionário”.

Vou ainda mais longe: essas pequenas que usem um autocolante no para choques do carro que diga “batam-me por trás”, ou “frente & verso”.

Assim não havia confusões.

Assim vulgarizar-se-ia o acto.

Elas não vendiam o pacote tão caro, nem nós passávamos anos a pensar na forma de lhes enterrar o osso de guerra.

Era muito mais simples.

Posted in Reflexões | 3 Comments »

Felicidades

Junho 23rd, 2008 by Luis Miguel

 
Este sábado foi um dia marcante. Sim, é verdade que a Rússia bateu a Holanda, mas não é disso que falo agora. A minha ‘priminha’ de sempre subiu ao altar. Deu o nó. Foi uma cerimónia bonita e uma festa num local igualmente muito bonito.

Agora foram em lua-de-mel. Aos novos casados desejo as maiores felicidades na sua vida nova. Que tudo vos corra como neste dia. As preocupações e as inevitáveis chatices vão surgir, é claro, mas acima de tudo se enfrentarem o vosso futuro com diálogo, compreensão, amor e alegria, de certeza que farão parte da melhor estatística.

Felicidades!

Posted in Datas | 1 Comment »

Do Rock ao Hino

Junho 22nd, 2008 by Luis Miguel

 
Nos estádios de futebol as claques desenvolveram a habilidade de compor hinos, letras de músicas com conotação positiva ou negativa sobre as equipas, jogadores ou treinadores (no caso do Mourinho). Porém, há também aqueles que adoptam. E no caso que vou vos falar, foi uma música de rock a adoptada, e, curiosamente, um pouco por todo o mundo do desporto.

"Seven Nation Army", a canção da dupla norte-americana ‘The White Stripes‘, virou uma espécie de tema do Euro 2008. A música é executada na abertura de todos os jogos da competição e ainda é cantada em coro pelos milhares de torcedores que foram ver os jogos de perto. Ainda hoje durante o Itália-Espanha, ouvi durante o jogo os adeptos a cantá-la.

Mas a relação entre "Seven Nation Army" e o futebol teve a sua origem em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha. A canção tornou-se, precisamente, o hino da claque italiana, que a cantou desde o começo do torneio até o final, onde se sagraram campeões do mundo. 10 milhões de italianos foram para as ruas de Roma para fazer o coro, em comemoração ao título recém conquistado.

Mas a música dos White Stripes não se limita só ao Euro 2008 e nem só ao futebol. As torcidas do Clube Brugge, da Bélgica, do Rapid Vienna, da Áustria, e do Olympique Marseille já a cantaram nos estádios. E no Canadá, a canção virou lema do Toronto Raptors, que disputa a NBA.

Um verdadeiro caso de popularidade de uma, diga-se, excelente música.

 

The White Stripes - "Seven Nation Army"

Posted in Musica, Mundo, Futebol | 1 Comment »

« Previous Entries