Cantinho do Mundo

daqui para aí…

Archive for Outubro, 2008

A morte do Sistema VI

 

Todos juntos, todos à procura da solução para a crise… procurem, procurem… está quente, quente… ou não!

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É caso para dizer que ainda há Americanos com sentido de humor e… muito sentido de negócio!

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Cristovão de Mendonça, o primeiro “australiano”

 
(Imagem: "The first Map of Australia from Nicholas Vallard’s Atlas, 1547" – mais info aqui)

O investigador australiano Peter Trickett defende que os portugueses descobriram a Austrália 250 anos antes do capitão James Cook. Segundo o historiador, terá sido o navegador Cristóvão de Mendonça, por volta de 1522, o primeiro português a avistar as costas australianas, quando navegava na zona por ordem de D. Manuel I. Cristóvão Mendonça procurava a "ilha de Ouro" citada nos relatos de Marco Pólo. Peter Trickett fundamentou esta sua afirmação em mapas de origem portuguesa que cartografaram parcialmente a Austrália já no século XVI, tendo-lhe atribuído o nome de "Terra de Java".

Cristóvão Mendonça terá ancorado ao largo da actual Botany Bay, área que cartografou referindo as "montanhas de neve", as dunas de areia branca que ali existiram até serem domadas pela relva de um campo de golfe. Além dos mapas de origem portuguesa, Peter Trickett aponta o aparecimento em mares australianos de dois potes de cerâmica de estilo português. Um deles foi datado como sendo do ano 1500, o da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, o outro aguarda datação. Na área arqueológica cita-se também a descoberta de um peso de pesca com 500 anos, em Fraser Island, no Estado australiano de Queensland.

O estudioso australiano menciona ainda os cerca de 150 topónimos australianos "de clara origem portuguesa" e questiona "que explicação se pode dar para tal?".

O historiador já editou um livro “Para além de Capricórnio”, em que procurou demonstrar a sua tese. E agora estará para breve a produção de um documentário televisivo. A se comprovar esta teoria e a dos teóricos da origem portuguesa de Cristovão Colombo, seremos os responsáveis pela descoberta de dois continentes (se não contarmos com África, é claro). Mas, com o domínio e avanço tecnológico que Portugal tinha nos séculos XV e XVI, alguém duvida? Eu não…

 
Fonte: Jornal de Notícias

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As três eleições do próximo ano (europeias, legislativas e autárquicas) vão ser regidas por novas regras financeiras. No entanto, as mexidas na lei de financiamento dos partidos de 2003 é meramente pontual e não mexe no modelo de financiamento, que é sobretudo público, nem na questão polémica dos donativos. Mas a parte mais interessante é que a nova lei vai fixar o Indexante de Apoio Social (IAS), vulgo salário mínimo, como o referencial de cálculo das subvenções estatais para as campanhas e a actividade corrente dos partidos – como já é avançado pela proposta de Orçamento de Estado para 2009.

Esta situação traz ao baile um estudo recente do professor Universitário Manuel Meirinho Martins que revelou que os partidos políticos já receberam mais de 140 milhões de euros do Estado em subvenções, desde 1994, excluindo as ajudas para as campanhas eleitorais. De acordo com o docente do Instituto Superior de Ciências Sociais, em Lisboa,  o grosso da vida partidária é movida à base de impostos, o que faz com que os partidos estejam cada vez mais dependentes do financiamento do Estado.

Como é isto, perguntam vocês? Sabiam que ao votar numas eleições legislativas cada um de nós está a dar 3,16 euros a um partido político? É que, os partidos recebem dinheiro do Estado para financiar a sua actividade corrente, um valor que é calculado de acordo com o número de votos nas eleições legislativas. Assim, quantos mais votos, maior é a subvenção.

Segundo o estudo do Professor, dos 140 milhões de euros já recebidos desde 1994, quase metade do valor apontado (63,20 milhões de euros) foi doada pelo Estado entre 2005 e 2008, quando começou a ser aplicada a actual lei de financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais. E se a nova lei veio impor fortes limites aos donativos de privados, consequentemente «triplicou» o financiamento público dos partidos, pelo que, de 2004 para 2005, as subvenções passaram de 8,60 milhões de euros para 14,10 milhões de euros.

Acresce ao facto de que a subida do valor das subvenções é consequência de terem passado a ser calculadas com base no salário mínimo nacional, que tem vindo a registar aumentos significativos, tendo por objectivo chegar aos 500 euros em 2010. Nesse sentido, o Professor afirma que «as subvenções começam a atingir valores exorbitantes», estimando que, nos próximos quatro anos, o Estado venha a distribuir pelos partidos entre 80 a 100 milhões de euros, só para a sua actividade corrente. Se juntarmos a isto o dinheiro que recebem para as campanhas, vê-se que os partidos cada vez mais dependem do financiamento do Estado. Ou seja, com o dinheiro de todos os contribuintes.

Vacas gordas para o Parlamento e afins. Haja crise.

 
Fonte: Jornal de Notícias, Fábrica de Conteúdos

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A morte do Sistema V

 

Fazendo jus aqueles maravilhosos livros "… para totós", recebi um email fantástico sobre a crise da economica norte-americana (e mundial). Vale muito a pena ler.

Paulo comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Nessa altura, um banco perguntou ao Paulo se ele não queria um crédito, algo como 800.000 dólares, dando o seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e levou o dinheiro.

Com os 800.000 dólares, Paulo, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. O remanescente – 400.000 dólares – do que Paulo recebeu do banco, ele usou para comprou carro novo para si, um carro para cada filho e com o resto do dinheiro comprou uma TV de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks e 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo o crédito. A esposa do Paulo, sentindo-se rica, usou e abusou do cartão de crédito.

Em Agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam em queda. As casas que o Paulo tinha dado entrada e que ainda estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez…

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil… parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma ideia ao mesmo tempo. As taxas que o Paulo pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paulo percebeu que o seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma ideia do Paulo. Nunca houve tanta casa à venda. Paulo foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou – como milhões de compatriotas – para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.

Entretanto as casas que o Paulo comprou para revender ficaram prontas e agora ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento o Paulo achava que já teria vendido as 3 casas mas a realidade era outra. Ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor ao que o Paulo havia pago e agora pedia. Paulo ficou sem liquidez. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava, bem como das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais ao Paulo.

Paulo optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Então entregou aos bancos as 3 casas que comprou perdendo tudo o que tinha investido. Paulo quebrou. Ele e sua família pararam de consumir. Milhões de Paulos deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos, por sua vez, haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Paulos esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel. Preço que desceu vertiginosamente. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo por este valor não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Paulos atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou agora.

Com a inadimplência dos milhões de Paulos, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Paulos pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, para de consumir.

O FED (o banco central dos EUA) começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injectar bilhões de dólares no mercado para promover liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, embora só daqui a alguns meses se veria alguns efeitos práticos.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana negra de Setembro o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, com as pessoas correndo aos bancos para levantar as suas economias, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu falido. O FED reagiu e, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não fechasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por acção, quando há um ano elas valiam 160 dólares. Durante a semana seguinte dezenas de rumores de falências de bancos assolaram a praça. Até que o Lehman Brothers, um dos maiores bancos do mundo, anunciou a sua falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 pontos no Indice Dow Jones – que mede o valor ponderado das acções das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York – a maior queda num único dia, desde o “crash” de 1929.

O resto, meus amigos, é história.

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(Foto: Getty Images)

O internacional português CRISTIANO RONALDO foi eleito melhor jogador do ano pela Federação Internacional dos Futebolistas Profissionais (FIFPro), sucedendo assim a Kaká, médio brasileiro do AC Milan galardoado na temporada passada. O anúncio surgiu pouco depois de o organismo ter divulgado o «onze ideal» da temporada 2007/ 08, equipa que o extremo do Manchester United integra pelo segundo ano consecutivo.

Depois de vencer o prémio da FIFPro, que contou com a votação de cerca de 57.500 membros, Cristiano Ronaldo é também apontado como favorito à conquista da Bola de Ouro da France Football e ao título de Melhor jogador do Mundo da FIFA. Alguém ainda duvida? Totalmente merecido!

PS. será que vai sair mais um prémio para a D. Dolores?

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Concorrência saúda-se!

 
(Foto: Pedro Melim / link)

Hoje foi do dia da primeira viagem da linha Funchal-Lisboa da companhia aérea de low cost easyJET, tornando-se a primeira transportadora a beneficiar do regime ‘Céu Aberto’, que em Abril liberalizou as ligações aéreas entre o Continente e a Madeira. Aquela que tem sido uma das "galinhas de ouro" da TAP tem agora, oficialmente concorrência, se bem que ainda em moldes apertados. Mas nem que seja por isto, já cumpriu a sua missão.

Até há pouco tempo não havia alternativa para a população da Madeira que queria ir ao continente ou para aqueles que desejassem vir cá. Esta situação – aliada ao facto de termos uma das mais altas taxas aeroportuárias da Europa – não era, decididamente, amiga dos bolsos dos madeirenses.

Com a abertura desta rota, a easyJet passa a ligar Lisboa ao Funchal com dois voos diários, a partir de 51,98 euros (ida e volta). De segunda-feira a sábado, as partidas de Lisboa realizam-se às 07:35 e às 16:00, enquanto no sentido inverso os voos partem do Funchal às 09:45 e 18:15. Aos domingos, as partidas de aeroporto da Portela realizam-se às 08:05 e às 16:25, enquanto as saídas do Funchal se realizam às 10:15 e 18:40.

Fonte da easyJET revelou já haver 30 mil reservas até Março e que, consoante o comportamento do mercado, a companhia poderá aumentar as frequências nesta rota. Sem dúvida uma aposta bem sucedida desta companhia mundial.

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Estád(i)o adiado III

 
Os últimos dias têm sido marcados por uma forte contestação ao projecto do Estádio do Marítimo, desde as célebres desconsiderações do presidente do Governo Regional ao projecto – poucos dias depois de se ter desfeito em elogios no jantar de aniversário do clube -, da notícia de intenção de chumbo da Câmara Municipal do Funchal, bem como pelas desajustadas e impróprias declarações do presidente do rival alvi-negro Rui Alves, à Antena 1 Madeira. Eu próprio já me alonguei várias vezes no Cantinho sobre esta situação e, somando tudo, já recolhi o suficiente para formar uma opinião muito própria sobre este assunto.

Estes dias têm sido duros para a família maritimista, sobretudo se verificarmos a disparidade de tratamento que é dado ao maior clube da Região (podem dar a volta ao mundo que é um facto inegável), em comparação com outros emblemas menores. Só a título de exemplo: construiu-se um estádio na Choupana que, somando as duas fases de construção (entre expropriações e indemnizações, licenças, acessos, reformas, avales, etc.), custou milhões de euros aos cofres do erário público, cujo retorno é praticamente zero e com um "campus" pomposo para as camadas jovens do clube continuaram a treinar no velhinho campo do Liceu; quer-se gastar 4 milhões de euros para um muro de suporte para o futuro campo de Câmara de Lobos, com a afirmação que é indispensável para o concelho (indispensável seria a construção de espaços para as pessoas praticarem desporto como pistas, vários campos de futebol de 7, andebol, basquetebol, reforço do pavilhão, piscinas, e não unicamente um campo de futebol de 11); faz sentido realizar o velho sonho da AFM com a construção do Complexo em Gaula, que andou anos a se arrastar em lides judiciais, para as selecções continuarem a jogar no Liceu e nos Barreiros?

Alguém contestou? Alguém abriu a boca a reclamar? Não. E agora que o Marítimo quer construir o seu estádio, ajustado à sua realidade – que é maior que a dos outros – cortam-lhe sempre as pernas, complicam, criam entraves, fazem "trinta por uma linha" para que tal projecto não se realize. Não é verdade? Se não é parece…

O que podem ler já abaixo, é a resposta a todo este imbróglio sobre o projecto do estádio, que o Engenheiro Pedro Araújo entregou aos órgãos de comunicação social esta manhã. Relembro que o Engenheiro foi o responsável pelo actual projecto do Marítimo e pela 1ª fase do projecto do estádio do Nacional. É ler com atenção e retirar as ilações que quiserem. Como eu já disse, já tirei as minhas.

 
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Guns N’ Roses – agora é a valer!

 

Meus amigos! É o regresso!!! 13 anos depois, do último álbum de estúdio editado, e 16 anos depois do último de originais, 2008 marca finalmente o regresso de uma das melhores bandas de todos os tempos, os GUNS N’ ROSES.

"Chinese Democracy" é o nome do álbum – já conhecido há, pelo menos 10 anos, e é igualmente o nome do primeiro single lançado hoje nas rádios um pouco por todo o mundo. A faixa-título do novo álbum do Guns está igualmente disponível no site do grupo, que conta ainda com notícias e fotos de sua trajectória. É a primeira canção original, em nove anos, autorizada pela banda.

O lançamento oficial de "Chinese Democracy" está marcado para o dia 23 de Novembro deste ano. Agora parece oficial.

 
Clique aqui para ouvir a música.

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Estád(i)o adiado II

 
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É o novo capítulo da novela "Estádio para o Marítimo". Agora é o Diário a denunciar a pressão de Alberto João Jardim para o chumbo do projecto do Estádio do Marítimo, junto da Câmara Municipal do Funchal. Apesar de oficialmente o projecto ainda não ter ido à reunião camarária e como tal não ter ainda qualquer despacho, o mais provável é que a vereação nem venha a apreciá-lo, pois o entendimento é que, a partir das declarações públicas do presidente do Governo Regional a impor alterações, a posição da Câmara é de esperar que o Marítimo apresente um novo projecto. Que seria o quinto projecto até à data…

Em causa está a volumetria do estádio e a sua relação com o envolvente, apesar do reconhecimento de que o projecto não viola nenhuma norma do PDM, pois o estádio vai ser implantado numa área designada de ‘zona desportiva’ e como tal não existem limites às áreas cérceas ou ao número de pisos, em altura, da edificação. Censurado é igualmente o "anel" de cobertura do actual peão que, no entender da câmara, resulta numa obstrução da vista, ficando nós ainda por perceber se as pessoas irão ao estádio para ver o jogo ou a paisagem.

De facto é incrível o modo como todo este processo está a ser tratado. É inquestionável que não há vontade política de construir um estádio para o Marítimo ou, sequer, patrocinar uma construção ou reconstrução. Os entraves surgem em catadupa e – curiosamente ou não – da mesma "Instituição" que patrocinou, a fundo perdido, outras obras, de outras emblemas, essas sim megalómanas, e construídas em zonas protegidas, em zonas verdes ou com violação ao índice de construção, a planos de pormenor, e afins.

A vontade é clara e só não vê quem não quer. O Estádio do Marítimo é uma promessa para não cumprir - a todo o custo. Se não vejamos: estamos a falar de uma cedência de estádio, cuja contratualização ainda não foi escriturada; estamos a falar de obras projectadas com alterações constantes; estamos a falar de contratos programa que não são cumpridos; estamos a falar de pressões e falta de vontade objectiva. Note-se ainda que, no momento actual, o Marítimo não vai, nem pode, alterar o projecto, pois se tal acontecesse significaria a anulação do concurso público em curso e um atraso significativo no início da obra.

Como nota final, não deixa de ser curioso que o mesmo técnico que se pronunciou sobre a volumetria do estádio, nada tenha oposto a obras como o "Funchal Centrum" ou o "Várzea Park" no Amparo, só para nomear alguns. Coincidências? Alguém ainda acredita nelas…

 
Fonte: Diário de Notícias, 22/10/2008

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