Archive for the ‘Antigo Blog’ Category

This is Africa

Julho 21, 2009 - 4:45 pm No Comments

 

(“The Ball” por Orlando Mesquita)

Dá que pensar…

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Acidente no Aeroporto da Madeira

Maio 24, 2009 - 9:41 pm No Comments

 
(Foto: João Franco/Publico)

É a notícia de última hora. Uma avioneta particular despenhou-se hoje junto à pista do Aeroporto do Funchal, perto das 19 horas, com dois ocupantes a bordo. O aparelho incendiou-se após o impacto. Em consequência o aeroporto  foi encerrado.

Segundo fontes no aeroporto, e de acordo com “as informações possíveis de momento”, na aterragem uma das rodas do avião se soltou, provocando o acidente. Quanto aos dois ocupantes, estes foram rapidamente assistidos pelos Bombeiros Municipais de Santa Cruz e transportados para o Hospital Central do Funchal, estando um deles ferido com muita gravidade.

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200 mil visitas!

Outubro 12, 2008 - 2:37 am 3 Comments

 

O Cantinho atingiu neste fim-de-semana a impressionante marca das 200 mil visitas. Entre amigos forçados a ver o sítio, computadores sabotados para mostrar apenas esta página e pessoal que vem cá bater por engano, é um número que significa que há gente realmente disposta a ver o que eu, dia após dia, por cá deposito. Sim senhor, é isto que faz valer a pena manter este espaço aberto. Isto e oitenta euros.

Entretanto, o visitante vinte mil já foi encontrado. Não foi fácil, devido à multiplicidade de acessos globais ao sítio (obrigado google). Mas já está e logo com um prémio a condizer. Vejam como ele está feliz! Quem sabe se você não será o próximo? Continuem a clicar. O próximo já está aí à porta…

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Ballet Extremo

Maio 12, 2008 - 10:40 pm No Comments

 
Meus amigos… sentem-se, reencostem-se na vossa cadeira e desfrutem este fantástico espectáculo. O local é Castaic, na Califórnia. Os rapazes são… malucos! Mas geniais!


"Off Road Madness"

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Frutos podres…

Março 21, 2008 - 3:49 am 3 Comments

 

Na quarta-feira passada, a Escola Secundária com 3.º ciclo Carolina Michaelis, no Porto, foi palco de uma cena absolutamente degradante e humilhante para todos os portugueses. O episódio foi filmado por um aluno presente na sala e colocado no YouTube logo no dia seguinte. Sob o título “9ºC em grande!”, as imagens mostram uma aluna a agarrar e a puxar o braço da professora de Francês por esta lhe ter tirado o telemóvel.

No vídeo ouve-se repetidamente a aluna em causa a gritar para a professora: “Dá-me o telemóvel já!”. Durante minutos os alunos nada fazem e limitam-se a assistir à cena em pé. Ouvem-se risos e alguém comenta: “Isto é demais, ouve lá!”. Ao fim de algum tempo, um grupo de alunos tenta separar as duas pessoas envolvidas. Aumenta a confusão e ouve-se um dos alunos a avisar: “Olha que a velha vai cair”, referindo-se à professora. Até que por fim o telemóvel é recuperado pela aluna. Mas vejam o vídeo.

Esta cena dantesca é meramente o resultado de uma evolução "towards liberty" que está rapidamente a degenerar. O problema desta menina não é a cena lamentável que criou na sala de aula, quer tenha ou não tenha razão. O problema desta menina já vem de casa, onde faltará disciplina e autoridade. Esses mesmos valores que agora querem que as escolas sejam responsáveis por aplicar aos seus "filhos". Onde se entrega o "gado" a pessoas cujas competências em histórias, línguas, artes ou ciências, na maioria dos casos não incluem competências educacionais.

É uma vergonha o que tem acontecido neste país (e não só, verdade seja dita). É verdade que os professores, como em todas as profissões, têm que ser sujeitos a avaliações de competências, pois há que separar o trigo do joio para o bem da profissão. Mas sujeitar os docentes à "crueldade" da adolescência e da irresponsabilidade dos seus pais, é promever que mais cenas desta natureza surjam nos salas deste país, é matar a profissão.

Isto é um produto da sociedade em que vivemos, onde palavras como "valores" ou "princípios" já são quase meras recordações de tempos idos. E onde umas boas palmadas no rabo são consideradas como "violência doméstica" e "abuso infantil". Assim não vamos lá.

Viva a hipócrita sociedade do politicamente correcto.

 

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Vania, novamente…

Março 10, 2008 - 4:08 pm 2 Comments

 

Ontem vi o festival da canção de Portugal na RTP1. E as 10 canções concorrentes. E a única coisa que posso dizer é… que HORRÍVEL!!! Músicas aborrecidas e sem qualquer emoção, gente com dificuldades em cantar… enfim, muito mau.

Lá salvou-se a nossa Vânia Fernandes, com uma canção histérica, algures entre a "Canção do Mar" da Dulce Pontes, a roçar a Mariza/Amália e uma marcha militar. Salve-se a sua voz magnífica, que lhe deu o triunfo na Operação… Triunfo. Já são duas vitórias seguidas. Fará jus ao ditado popular?

Menos mal foi a "musiquita" pop do Ricardo Soler, finalista vencido da OT. Mas parece que o público não achou o mesmo. Enfim… gostos! Vamos então ver o que sai daqui. Entretanto, fiquem com a Vânia e a "Senhora do Mar"…

 

 

 

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A Marcha dos Professores

Março 10, 2008 - 10:57 am No Comments

(foto: António Balbino Caldeira)

 

No sábado passado, cerca de 100 mil docentes marcharam pela cidade de Lisboa em protesto contra as medidas do Governo e do seu Ministério da Educação. A marcha começou pelas 15 horas na rotunda do Marquês de Pombal, seguindo em direcção ao Terreiro do Paço, naquela que terá sido uma das maiores manifestações políticas realizadas no Portugal pós-revolucionário.

Que me diz esta manifestação da indignação dos professores, a alguém que não partilha o desafio diário de enfrentar turmas e hordas de alunos e país deste país? Já abordei este assunto neste espaço e na altura referi que era necessária uma mudança estrutural no professorado, atendendo ao seu número elevado (cerca de 150 mil em todo o país), mas que sobretudo particularizasse a sua atenção em toda a programação do ensino.

Mas o que assistimos foi a opção pelo confronto com os professores, por uma via tecnocrática e burocrática, na contínua experimentação de novos métodos, fruto das várias reformas sucessivas, a desvalorização dos conceitos e técnicas nucleares das disciplinas e a promoção de matérias acessórias e ideológicas, na atribuição da guarda de crianças e adolescentes aos professores, através do prolongamento do horário escolar para a redução dos encargos dos pais (ATL’s, aulas extras, etc.).

O resultado confirma-se nos programas extensos, muito difíceis e desadaptados da idade intelectual dos alunos, na contradição das posições relativas às reprovações e faltas dos alunos e no facilitismo administrativo nas passagens de disciplina e de ano.

Acusa-se a classe na praça pública e descura-se a indisciplina e as agressões nas salas de aulas. Congela-se a carreira e obriga-se o professor a mais horas de serviço, incluindo nas suas folgas, sem qualquer retribuição extra. Define-se quotas de progressão e critérios e modelos de avaliação completamente subjectivos, deixando os professores dependentes do julgamento de terceiros.

Assim, e naturalmente, assistimos a protestos contra uma política punitiva e incoerente, na defesa da dignidade dos professores, que quer refutar a preguiça e irresponsabilidade que o Governo generaliza a toda uma classe.

 

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O mundo sem Mulheres…

Março 9, 2008 - 3:39 pm 1 Comment

Não, eu ontem não me esqueci que era o dia internacional das mulheres. Aliás, quem saiu ontem de casa, verificou isso com os seus próprios olhos. Foram muitos os grupos de senhoras, jovens e menos jovens, que foram em romaria celebrar o “seu” dia.

No entanto, é um facto que me põe sempre a pensar. Já algures disse por aqui que tinha pena que a condição de mulher tivesse a necessidade de reconhecimento através da celebração de um dia.

É verdade que continuamos a assistir (muitas vezes impavidamente) a abusos, torturas, desconsiderações e discriminações à mulher, quer seja no trabalho, quer seja em casa. Mas no fundo, o que está em causa não é propriamente a sua condição de mulher mas sim a “diferença”, que a raça humana tem uma tendência absurda e auto-destrutiva de empolar e extrapolar! Apesar disto, não é justo esqueçamos que largo caminho já foi percorrido desde os primórdios em que as mulheres eram meros objectos úteis.

Pelo que, deixo esta consideração. Mesmo desconsiderando a sua óbvia importância orgânica, alguém acredita que o nosso mundo funcionaria sem o companheirismo, dedicação, beleza, sapiência, e “savoir-faire” das mulheres? Pois…

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País de Exemplos…

Março 8, 2008 - 4:35 pm 1 Comment

Nem sempre aprecio o seu estilo, embora, sem dúvida, seja um dos mais discretos e sóbrios jornalistas portugueses, Mário Crespo atirou-se às feras políticas. E depois de ler o seu texto, alguém é incapaz de o contestar?

Ora leiam lá:

Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos “assim” como aqueles que temos já não há “nem na Europa nem em África”. Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.

Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como “obsceno”. Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.

Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.

Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.

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Uma questão de confiança!

Março 6, 2008 - 1:47 am 5 Comments
Se algo que eu aprecio (e muito) são aquelas pessoas que pensam, maquinam, inventam e realizam estratégias para vender e publicitar. Em particular, os génios criativos que nos entretêm com a sua imaginação delirante. Deixo-vos com mais um exemplo…

PS… está quase! Está quase!!

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