Archive for the ‘Arquivo Legal’ Category

McCann vencem processo contra Gonçalo Amaral

Fevereiro 19, 2010 - 3:05 am 1 Comment

 
(O livro banido dos McCann)

O livro do ex-inspector da polícia judiciária Gonçalo Amaral “A Verdade da Mentira” vai continuar retirado das livrarias, decidiu a juíza Maria Gabriela Cunha Rodrigues, que julga a providência cautelar interposta pelo casal McCann. Da mesma forma o vídeo em que Gonçalo Amaral defende a tese de que os pais de Maddie McCann estão envolvidos no seu desaparecimento, vai continuar a não poder ser emitido. A este incidente processual que é a providência cautelar, seguir-se-á a acção principal que tem em vista a retirada definitiva do livro do mercado.

Já há algum tempo que não tínhamos uma publicação banida em Portugal. Da minha parte, já chegam tarde. Tenho o livro e faço questão de o ler.

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Arquivo Legal: Erro de tradução

Julho 17, 2009 - 4:14 pm No Comments

 

“Second, the Appeals Chamber agreed with both parties that the Trial Chamber relied significantly upon a false translation of remarks made by Momir Nikolic’s defence counsel during his closing argument. The defence counsel said that “around 7.000 men were killed” and the translation read that “only 7.000 persons were killed in this campaign”. The Appeals Chamber concluded that the Trial Chamber’s expression of ’shock’ at this statement shows that the translation error had a negative influence on the determination of Momir Nikolic’s sentence.” - ICTY Case Information Sheet – NIKOLIC (IT-02-60/1)

 
Erros de tradução no campo jurídico podem ser dramáticos. A 11 de Abril de 2007, a Secção de Recursos do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, reduziu a sentença de 27 para 20 anos de Momir Nikolic, um agente sérvio dos serviços secretos e segurança que participou no massacre de Srebrenica em 1995. Parte da sua fundamentação prendeu-se com um erro de tradução que envolvia uma única palavra.

O erro de tradução relacionava-se com uma declaração prestada pelo advogado de defesa de Nikolic durante as alegações finais. De acordo com o tradutor, o advogado de defesa afirmou que “apenas” 7.000 muçulmanos haviam sido mortos em Srebrenica. Na realidade, o que o defensor havia dito, era que “cerca” de 7.000 pessoas haviam sido mortas Em Srebrenica.

A Secção de Recursos concluiu que a primeira expressão chocou os juízes do TPI e que este erro de tradução teve uma influência negativa na determinação da sentença de Momir Nikolic, pelo que encurtou-a em sete anos.

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Arquivo Legal

Junho 16, 2009 - 8:09 pm No Comments

 
(Foto: Tatan Syuflana/Associated Press)

STS (Sala de lo Penal) de 2 junio 1980, en la cual se considera que la pornografía integra “hechos que causan grave escándalo y trascendencia y son considerados como intolerables en el seno de la sociedad en la que se realizan; como sucede con las llamadas publicaciones pornográficas en las que a través de textos, estampas, dibujos y fotografías difundidas pública e indiscriminadamente a través de procedimientos gráficos entre hombres, mujeres y niños, generalmente con mezquinos fines de lucro, se tiende a excitar artificialmente, no la sexualidad de las personas en su más alto sentido amoroso sino más bien la genitalidad de los lectores o espectadores que voluntaria o involuntariamente las contemplan, describiendo, exaltando o mostrando descaradamente los manejos o maniobras sexuales realizadas sobre el propio cuerpo o el ajeno y en las que se exhiben con prodigalidad los órganos sexuales y demás zonas eróticas en poses o posturas incitantes, indecorosas o indecentes, ejecutando acciones y maniobras que en toda sociedad civilizada acostumbran a practicarse en la más absoluta intimidad a fin de no ofender el sentimiento común del pudor y de la decencia innato en la especie humana, simbolizado en la vergüenza sentida por la primera pareja humana al verse desnudos después de su expulsión del Paraíso terrenal donde habían adquirido la conciencia del bien y del mal y cuyas infracciones se hallan penadas en las leyes anti-pornográficas existentes en todos los países no salvajes, porque como viene poniendo de relieve continuamente esta Sala, la publicación, difusión y venta de tales producciones tiende a excitar indebidamente los instintos sexuales contribuyendo eficazmente a la depravación de las costumbres por los lamentables efectos de orden moral y psíquico que causa su exhibición, especialmente en la juventud inexperta víctima de este tipo de explotación económica de los vicios del sexo, que constituye una especie de lenocinio intelectual al existir una clara equiparación funcional entre el proxenetismo material y el intelectual en cuanto ambas conductas van dirigidas por los mercaderes del sexo con vituperables fines de lucro a la excitación sexual de terceras personas.

- Supremo Tribunal de Espanha, 1980

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