Archive for the ‘Cultura’ Category

Aqui não há crise…

Fevereiro 4, 2010 - 1:17 pm No Comments

 
(Foto: Stefan Wermuth/Reuters)

Uma escultura de Alberto Giacometti, “L’Homme qui marche I”, foi vendida em Londres por 65 milhões de libras (74,2 milhões de euros), recorde mundial de vendas de obras de arte em leilões, anunciou um porta-voz da casa Sotheby’s.

O anterior recorde pertencia a um quadro de Picasso, “Garçon à la pipe”, transaccionado em Maio de 2004 por 104,2 milhões de dólares (58 milhões de libras) pela Sotheby’s em Nova Iorque.

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Oscar Night!

Fevereiro 4, 2010 - 1:57 am No Comments

 

 
Desde o tempo de faculdade que a noite dos Óscares se tornou um ponto alto no meu ano. Eu gosto do show-off americano, da carpete vermelha, das apostas, das entrevistas, da cerimonia, da expectativa, dos discursos de agradecimento, das homenagens, das piadas, até dos comentários dos papagaios da TVI (pensando bem, não gosto não!). Dentro do possível faço questão de ver todos os filmes nomeados para as categorias principais e puxar por este filme ou aquele actor ou actriz. É uma noite diferente que só acontece uma vez por ano. Dia 7 de Março está a rolar no Kodak Theater, em Los Angeles.

Conheçam aqui todos os nomeados.

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Gostava de conhecer…

Fevereiro 1, 2010 - 2:51 am No Comments

 

Nelson Rolihlahla Mandela

Adorava um “tête-à-tête” com este homem. Alguém que passa quase 30 anos da sua vida encarcerado numa cela minúscula e sai disposto a perdoar quem lá lhe colocou. No mínimo, será fascinante…

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100 anos da República em Portugal

Janeiro 31, 2010 - 5:43 pm No Comments

 
(clicar para aumentar)

No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.

Na madrugada do dia 31 o Batalhão de Caçadores nº 9, liderados por sargentos, se dirigem para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria 18 (R.I.18). Ainda antes de chegarem, junta-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da Cadeia da Relação; o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo tenente Coelho; e uma companhia da Guarda Fiscal. Embora revoltado, o R.I.18, fica retido pelo coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demonstrar a sua neutralidade no movimento revolucionário.

Os revoltosos descem a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar da varanda a Implantação da República. Acompanhavam-no Felizardo Lima, o advogado António Claro, o Dr. Pais Pinto, Abade de S. Nicolau, o Actor Verdial, o chapeleiro Santos Silva, e outras figuras. Verdial leu a lista de nomes que comporiam o governo provisório da República e que incluíam: Rodrigues de Freitas, professor; Joaquim Bernardo Soares, desembargador; José Maria Correia da Silva, general de divisão; Joaquim d’Azevedo e Albuquerque, lente da Academia; Morais e Caldas, professor; Pinto Leite, banqueiro; e José Ventura Santos Reis, médico.

Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde, pertencente a um Centro Democrático Federal. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos. No entanto, o festivo cortejo foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua. O capitão Leitão, que acompanhava os revoltosos e esperava convencer a guarda a juntar-se-lhes, viu-se ultrapassado pelos acontecimentos. Em resposta a dois tiros que se crê terem partido da multidão, a Guarda solta uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados.

Os mais bravos tentaram ainda resistir. Cerca de trezentos barricaram-se na Câmara Municipal, mas por fim, a Guarda, ajudada por artilharia da serra do Pilar, por Cavalaria e pelo Regimento de Infantaria 18, força-os à rendição, às dez da manhã. Terão sido mortos 12 revoltosos e feridos 40.

Os nomeados para o “Governo Provisório” trataram de esclarecer não terem dado autorização para o uso dos seus nomes. Dizia o prestigiado professor Rodrigues de Freitas, enquanto admitia ser democrata-republicano: “mas não autorizei ninguém a incluir o meu nome na lista do governo provisório, lida nos Paços do Concelho, no dia 31 de Janeiro, e deploro que um errado modo de encarar os negócios da nossa infeliz pátria levasse tantas pessoas a tal movimento revolucionário.”

A reacção oficial seria como de esperar, implacável, tendo os revoltosos sido julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios, ao largo de Leixões: o paquete Moçambique, o transporte Índia e a corveta Bartolomeu Dias . Para além de civis, foram julgados 505 militares. Seriam condenados a penas entre 18 meses e 15 anos de degredo em África cerca de duzentas e cinquenta pessoas. Em 1893 alguns seriam libertados em virtude da amnistia decretada para os então criminosos políticos da classe civil.

Em memória desta revolta, logo que a República foi implantada em Portugal, a então designada Rua de Santo António foi rebaptizada para Rua de 31 de Janeiro, passando a data a ser celebrada dado que se tratava da primeira de três revoltas de cariz republicano efectuadas contra a monarquia constitucional (as outras seriam o Golpe do Elevador da Biblioteca, e o 5 de Outubro de 1910.

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A Noite do Mercado

Dezembro 24, 2009 - 5:46 pm No Comments

 
A “Noite do Mercado” é outra tradição curiosa das festas de Natal e Fim-de-ano da Madeira. Originariamente uma festa mais tradicional, para venda de fruta, vegetais e afins em vésperas de dia de Natal, hoje em dia é uma festa que se expandiu pelas ruas circundantes ao Mercado dos Lavradores, que fecham ao trânsito para este propósito, num ambiente de alegria e descontracção.

A “Noite do Mercado” é uma festa diferente das outras, porque a ela aderem tanto os jovens que acham que o tradicional é “foleiro”, como os outros, porventura, mais velhos, que apreciam e fomentam estas festas populares. E, como sempre que se fala em festa popular se fala em festa rija, é justo e certo dizer-se que, de ano para ano, há cada vez mais pessoas a aderirem a esta festa. Desde os cançonetistas populares, à Confraria dos Cantares, um dos “ex libris” da noite que todos os anos arrasta multidões para os ouvir e cantar com eles, às discotecas ao ar livre pela noite dentro, hoje, é uma das maiores festas da Madeira.

Falar sobre a “Noite do Mercado” implica sempre referir números elevados, seja na quantidade de “carne vinha d’alhos” – só no bar Cica estavam preparadas três toneladas de carne para fazer 20 mil sandes, mas outros bares tinham também prontas várias centenas de quilos de carne -, seja na cerveja, número indeterminado de barris mas seguramente superior a 200, seja no número de polícias, estiveram 50 agentes destacados, ou seja no lixo produzido; o ano passado os funcionários do Departamento de Salubridade Pública recolheram, aproximadamente, 30 toneladas de lixo.

É também uma oportunidade para centenas de comerciantes fazerem dinheiro. Apesar de não ser possível calcular quantos euros são gastos nesta noite, se pensarmos que todos os bares das zonas próximas estiveram abertos e que normalmente são dadas pela Câmara Municipal perto de meia centena de licenças para barracas temporárias, e se a estes espaços juntarmos todas as barracas existentes no mercado para venda de legumes, fruta e flores e, ainda, não esquecendo os muitos milhares de potenciais compradores, começamos a ter uma ideia de quanto vale, hoje, a Noite do Mercado.

Como é óbvio, nós lá estivemos também! Fica o registo abaixo…

 
Clicar aqui para ver a galeria de fotos da Noite do Mercado

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Sobreviver à doença, escapar da cura

Novembro 5, 2009 - 2:21 am No Comments

 

 
« Já se demitiram ministros por causa de anedotas relacionadas com a saúde pública portuguesa, mas isso não foi suficiente para que a saúde pública portuguesa deixasse de parecer uma boa anedota. Talvez seja útil fazer um pequeno resumo das últimas e intrigantes ocorrências no âmbito da nossa sempre divertida saúde. Primeiro, houve o pânico provocado pela gripe A. Agora, há o pânico provocado pela vacina contra a gripe A. A doença gera pânico; a cura gera ainda mais. O medo é tanto que eu tomaria uns calmantes, se não tivesse medo de os tomar. Bem disse o filósofo José Gil que os portugueses tinham medo de existir: entre deixar de existir, por causa da gripe, ou continuar a existir, graças à vacina, vacilamos. Na dúvida, receamos as duas. Não é fácil ser doente – e deve ser ainda mais difícil ser médico, que tem de confortar o paciente quando contrai a doença e confortá-lo mais ainda enquanto lhe administra a cura.

Visto de fora, desde que se descobriu o novo vírus da gripe os portugueses passaram a correr para um lado gritando “Fujam, vem aí a doença!”, e depois passaram a correr para o outro gritando “Fujam, vem aí a cura!” A fugir, estamos sempre. Só muda o perseguidor.

Qual é, afinal, o mais grave? O vírus da gripe ou o vírus da vacina? Até ver, são ambos relativamente inofensivos. Um é curado por profissionais de saúde, o outro é transmitido por profissionais de saúde. A gripe A é mais fraca do que a gripe vulgar e a vacina provoca os mesmos efeitos secundários que qualquer outra vacina. Nem a gripe nem a vacina são particularmente perigosas para o homem. No entanto, ambos os vírus são letais para o meio ambiente. Temo que não haja árvores suficientes para abastecer os jornais do papel necessário para todas as notícias, publicadas e por publicar, sobre os malefícios da gripe A e os ainda maiores malefícios da vacina da gripe A. Não admira: a toda a hora surgem novas informações. Receava-se que houvesse vacinas a menos. Agora, uma vez que ninguém as quer tomar, receia-se que sobejem. Também causa dano. Suspirou-se por uma vacina. Agora, suspira-se por uma vacina contra a vacina. A ciência que resolva este problema. Já começamos a habituar-nos ao pânico da vacina. Precisamos urgentemente de outra coisa relacionada com a gripe A para recear. »

 
Este homem é um senhor!

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Associação Aura

Novembro 3, 2009 - 2:20 am 3 Comments

 
(Imagem: Associação Aura)

Nasceu uma nova associação na Região. Entre várias ideias foi criada a pensar nos doentes oncológicos e nos seus familiares, bem como nos jovens que precisam de apoio educacional. A “Aura” vai intervir em duas áreas específicas que são a saúde e a educação. Na primeira, a associação vai conceder auxílio clínico, psicológico, espiritual e logístico, quer aos doentes oncológicos como aos seus familiares e cuidadores. Na educação, a associação vai ajudar os jovens das áreas dos currículos alternativos e as crianças que tenham problemas de integração escolar e dificuldades de aprendizagem e que provenham de famílias desfavorecidas.

Muitas serão as pessoas que irão trabalhar com a “Aura”. Várias serão as entidades que irão trabalhar com a “Aura”. Porque a Associação “Aura” nasceu de um sentimento profundo de indignação e vontade de superar lacunas que existem na nossa sociedade, e nas áreas que ela se debruça particularmente. Porque as pessoas que estão na sua génese e que dão a cara pela “Aura” são competentes, estão motivadas e querem, efectivamente, marcar uma diferença.

Já o fazem. Os meus mais sinceros parabéns aos meus amigos que puseram a “Aura” de pé e votos de felicidades para o futuro da “Aura”. Ainda iremos ouvir falar muito mais deste novo movimento associativo. Acreditem.

 
Site Oficial: http://a-aura.org/

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Asterix cinquentão!

Outubro 24, 2009 - 4:32 pm No Comments

 

« Uma multidão aflui à pequena aldeia gaulesa que, como todos sabem, continua a resistir ao invasor romano. “Por Tutatis! Porquê tanta gente?”, interroga-se o peixeiro Ordemalfabétix. E o ferreiro Étautomatix interrompe o seu labor, perplexo com esta invasão pacífica. Ao contrário do que é habitual, não são as legiões romanas que tentam entrar à força no último reduto que resiste ainda e sempre a César. São os muitos amigos de Astérix e Obélix que chegam à aldeia para festejar o 50º aniversário do pequeno herói. »

A ‘Éditions Albert René’ – que detém os direitos mundiais da série – apresentada hoje a todo o mundo, incluindo Portugal, “O Aniversário de Astérix & Obélix – O Livro de Ouro“, um álbum de 56 páginas com que Albert Uderzo assinala o 50º aniversário do aparecimento de Astérix na revista Pilote, a 29 de Outubro de 1959.

Neste livro, muito provavelmente o último assinado pelo desenhador e co-criador do herói da banda desenhada franco-belga, são apresentadas histórias curtas inéditas de Astérix. Inclui ainda um texto, também inédito, de René Goscinny (o argumentista da série, falecido em 1977) ilustrado por Uderzo. A tiragem desta primeira edição, lançada em 18 países, é de 2,5 milhões de exemplares.

As comemorações não se esgotam nesta edição. No dia 29, a cidade de Paris será “invadida” por menires que evocam o herói gaulês. No mesmo dia, abre as portas ao público no Musée de Cluny (Paris) uma exposição que apresenta pela primeira vez em França três dezenas de originais da série. No final do ano, está prevista uma emissão filatélica dos Correios franceses.

“Ils sont fous ces romains”… irredutíveis, estes gauleses!

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Saramago volta à carga

Outubro 23, 2009 - 12:44 am 1 Comment

 

Imaginar que Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos.” – José Saramago

Saramago continua de língua afiada e polémico como sempre. As reacções não se fizeram esperar com o lançamento do seu novo livro “Caim“.

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