Category : Datas
Concertos ‘Aura’ este fim-de-semana!
Jul.21,2010No próximo dia 24 de Julho, sábado, às 21h30, no Centro de Congressos do Casino da Madeira, realizar-se-á um concerto promovido pela Associação Aura, contando com a presença de diversos artistas em palco, nomeadamente a Long Island Youth Orchestra, os Emperium, a Banda da Zona Militar da Madeira, a Orquestra de Ponteado da Madeira, o Coro dos Alunos de Percursos Curriculares Alternativos da EBS Gonçalves Zarco, o Coro do Campanário sob a direcção do Maestro João Victor Costa e o rapper Lino P.
No dia 25 de Julho, domingo, às 18H30, igualmente no Centro de Congressos do Casino da Madeira, actuará exclusivamente em concerto a Long Island Youth Orchestra, a afamada orquestra de Nova Iorque, actualmente em digressão pela Península Ibérica, ilhas e Marrocos, nas comemorações do seu 40.º aniversário, e que visita a Madeira a convite da Associação.
Os bilhetes encontram-se à venda na FNAC e no Casino da Madeira e custam 9 euros para um dia e 13 euros o bilhete duplo, para ambos os dias de concerto.
As receitas de bilheteira reverterão a favor do cumprimento dos fins da Associação Aura, auxílio a doentes oncológicos e a alunos de percursos curriculares alternativos, e também no auxílio às vítimas do temporal de 20 de Fevereiro.
A não perder!
«Este é o Diabo, de quem falávamos há pouco. Jesus olhou para um, olhou para o outro, e viu que, tirando as barbas de Deus, eram como gémeos, é certo que o Diabo parecia mais novo, menos enrugado, mas seria uma ilusão dos olhos ou um engano por ele induzido. Disse Jesus, Sei quem é, vivi quatro anos na sua companhia, quando se chamava Pastor, e Deus respondeu, Tinhas de viver com alguém, comigo não era possível, com a tua família não querias, só restava o Diabo, Foi ele que me foi buscar, ou tu que me enviaste a ele, Em rigor, nem uma coisa nem outra, digamos que estivemos de acordo em que essa era a melhor solução para o seu caso, Por isso ele sabia o que dizia quando, pela boca do possesso gadareno, me chamou teu filho, Tal qual, Quer dizer, fui enganado por ambos, Como sempre sucede aos homens, Tinhas dito que não sou um homem, E confirmo-lo, poderemos é dizer que, qual é a palavra técnica, podemos dizer que encarnaste, E agora, que quereis de mim, Quem quer sou eu, não ele, Estais aqui os dois, bem vi que o aparecimento dele não foi surpresa para ti, portanto esperava-lo, Não precisamente, embora, por princípio, se deva contar sempre com o Diabo (…)»
- O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
Faleceu o maior nome da literatura portuguesa do final do século passado, início do presente. Nobel da Literatura em 1998, aos 87 anos, José Saramago deixa a cultura portuguesa e mundial mais pobre.
Hoje é dia 1 de Abril, data em que se celebra o dia das Mentiras. É a deculpa perfeita para se criar algumas partidas entre amigos, ou para os orgãos de comunicação social pregarem alguma partida aos seus ouvintes, leitores ou telespectadores.
Se a comemoração deste dia remonta ao século XVI, em França, algumas das suas supertições são igualmente antigas. Por exemplo, tradicionalmente supõe-se que as mentiras acabem à meia-noite, e caso o perpretador ultrapasse esse prazo, terá má sorte. Falta saber se o azar acompanha o fuso horário.
Se alguém não conseguir aceitar as petas, ou tirar proveito delas dentro do espírito da tolerância e do divertimento da época, também sofrerá a visita da senhora de desafortuna.
No entanto, se for enganado por uma menina bonita será recompensado com o matrimónio, ou pelo menos a amizade dela. Mas cuidado. Nunca se case no dia 1 de Abril. Se o fizer será para sempre controlado pela esposa.
Por isso, atenção às petas!
(Foto: Gerardo Garcia/Reuters)
Um grupo de pessoas acende velas no México para assinar a iniciativa “Hora do Planeta”, que pretende alertar para o problema das alterações climáticas e para a importância de se preservar a terra. Um pouco por todo o mundo vários monumentos e casas apagaram neste fim-de-semana as luzes durante uma hora, entre às 20h30 locais e as 21h30.
Foi com alguma expectativa que no ano passado celebrei os trinta anos, e a entrada no clube dos trintões. Um ano depois, o ‘glamour’ continua. Até porque, apenas hoje completei oficialmente as três décadas de vida, com mais experiência e aprimoramento de qualidades (espero eu!!).
Eu gosto deste dia. E eu gosto de fazer anos! E eu quero uma prenda do Marítimo… hoje!
No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.
Na madrugada do dia 31 o Batalhão de Caçadores nº 9, liderados por sargentos, se dirigem para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria 18 (R.I.18). Ainda antes de chegarem, junta-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da Cadeia da Relação; o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo tenente Coelho; e uma companhia da Guarda Fiscal. Embora revoltado, o R.I.18, fica retido pelo coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demonstrar a sua neutralidade no movimento revolucionário.
Os revoltosos descem a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar da varanda a Implantação da República. Acompanhavam-no Felizardo Lima, o advogado António Claro, o Dr. Pais Pinto, Abade de S. Nicolau, o Actor Verdial, o chapeleiro Santos Silva, e outras figuras. Verdial leu a lista de nomes que comporiam o governo provisório da República e que incluíam: Rodrigues de Freitas, professor; Joaquim Bernardo Soares, desembargador; José Maria Correia da Silva, general de divisão; Joaquim d’Azevedo e Albuquerque, lente da Academia; Morais e Caldas, professor; Pinto Leite, banqueiro; e José Ventura Santos Reis, médico.
Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde, pertencente a um Centro Democrático Federal. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos. No entanto, o festivo cortejo foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua. O capitão Leitão, que acompanhava os revoltosos e esperava convencer a guarda a juntar-se-lhes, viu-se ultrapassado pelos acontecimentos. Em resposta a dois tiros que se crê terem partido da multidão, a Guarda solta uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados.
Os mais bravos tentaram ainda resistir. Cerca de trezentos barricaram-se na Câmara Municipal, mas por fim, a Guarda, ajudada por artilharia da serra do Pilar, por Cavalaria e pelo Regimento de Infantaria 18, força-os à rendição, às dez da manhã. Terão sido mortos 12 revoltosos e feridos 40.
Os nomeados para o “Governo Provisório” trataram de esclarecer não terem dado autorização para o uso dos seus nomes. Dizia o prestigiado professor Rodrigues de Freitas, enquanto admitia ser democrata-republicano: “mas não autorizei ninguém a incluir o meu nome na lista do governo provisório, lida nos Paços do Concelho, no dia 31 de Janeiro, e deploro que um errado modo de encarar os negócios da nossa infeliz pátria levasse tantas pessoas a tal movimento revolucionário.”
A reacção oficial seria como de esperar, implacável, tendo os revoltosos sido julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios, ao largo de Leixões: o paquete Moçambique, o transporte Índia e a corveta Bartolomeu Dias . Para além de civis, foram julgados 505 militares. Seriam condenados a penas entre 18 meses e 15 anos de degredo em África cerca de duzentas e cinquenta pessoas. Em 1893 alguns seriam libertados em virtude da amnistia decretada para os então criminosos políticos da classe civil.
Em memória desta revolta, logo que a República foi implantada em Portugal, a então designada Rua de Santo António foi rebaptizada para Rua de 31 de Janeiro, passando a data a ser celebrada dado que se tratava da primeira de três revoltas de cariz republicano efectuadas contra a monarquia constitucional (as outras seriam o Golpe do Elevador da Biblioteca, e o 5 de Outubro de 1910.

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