Cantinho do Mundo

daqui para aí…

Category : Direito e Legislação

Blackberry ‘sob escuta’

 
(Foto: EPA)

A Comissão da Tecnologia das Comunicações e da Informação Saudita (CITC) ordenou na terça-feira a suspensão das trocas de mensagens por Blackberry a partir de sexta-feira, justificando a sua decisão com o facto de a utilização de Blackberry violar leis em vigor no país, seguindo o exemplo dos Emirados Árabes Unidos. A razão é a encriptação de alta segurança dos Blackberry, que não permite às autoridades controlar o conteúdo das mensagens trocadas pelos seus utilizadores.

Este fim-de-semana, foi anunciado um acordo “praticamente concluído” entre a Arábia Saudita e o fabricante do Blackberry para evitar a suspensão do serviço de mensagens daquele telemóvel multimédia. Embora não tenha sido fornecido qualquer indicação sobre o conteúdo do acordo, a estação de televisão saudita Al-Arabiya precisou que o fabricante canadiano Research in Motion (RIM) terá aceitado que haja acesso das autoridades sauditas ao conteúdo das mensagens trocadas por Blackberry.

Embora para nós esta situação seja absolutamente chocante, estamos unicamente perante uma decisão de pendor economicista. É que a Arábia Saudita (700.000 utilizadores) e os Emirados Árabes Unidos (500.000 utilizadores) representam 1,2 milhões de utilizadores e um dos lugares no globo de maior crescimento nos últimos anos.

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O mexilhão fiscal

 

Ao fim de duas décadas, permanecem todos os indícios de uma elevada evasão fiscal na tributação das empresas. Os números mais recentes de IRC, relativos apenas a 2007, mostram os riscos para os quais os dirigentes da administração fiscal alertavam há 15 anos.

Já diz o ditado: Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão. O mexilhão somos todos nós, os contribuintes da classe média que pagam os seus impostos…

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Justiça “io-io”

 
(Foto: G1.com)

Um ano e uns meses após a entrada em vigor do novo regulamento das custas processuais, o Governo prepara regresso ao modelo anterior, sem alterar os custos. Será o retorno às taxas de justiças iniciais e subsequentes…

Depois do volte-face na questão das férias judiciais, agora mais um retrocesso na questão do pagamento da taxa de justiça única – que, na realidade, até era algo que aos poucos já se ia ultrapassando. Aparentemente, para voltarmos ao mesmo regime, mas com os valores actuais?

De que serve isto tudo? Que começarmos a nos preocupar com aquilo que realmente vai mal no processo de justiça deste país?

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Acção sem execução

 
(Foto: o Público)

Há um milhão e 200 mil acções executivas (cobrança de dívidas e execução de sentenças) pendentes em Portugal e oito mil processos disciplinares parados na Câmara dos Solicitadores. Os dados foram revelados ontem na reunião do Conselho Consultivo da Justiça. A situação, considerada “muito preocupante”, esteve no centro do encontro que juntou, em Lisboa, os mais altos representantes dos organismos da Justiça.

Não era nada que não fosse previsível. A partir do momento em que a acção executiva passou dos Tribunais para os antigos solicitadores – hoje agentes de execução – muitos incapazes de fazer trabalho de campo em virtude dos milhares de despachos que têm de lançar todos os dias, ou simplesmente sem uma organização logística à altura do exigido, promoveu-se uma máquina que, mais tarde ou mais cedo, teria que necessariamente emperrar. A incerteza de cobrança do crédito, a volatilidade das empresas actuais, o custo de todo o processo, cada vez mais são desincentivos para o recurso à execução. São milhões de euros perdidos no sistema legal. Os resultados estão à vista: créditos mal parados, insolvências e estagnação de vários sectores da economia portuguesa.

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Causa e consequência

 

 
Li
hoje que Portugal teve em Maio mais 5,8% turistas e 0,4% dormidas e por via disso os proveitos subiram 4,5% em relação a igual mês do ano passado. Ou seja, entraram em Portugal mais 72 mil turistas, que garantiram mais 14 mil dormidas, que geraram 167 milhões de euros, mais 7,2 milhões de euros do que um ano antes. Este crescimento contou com o contributo de todas as regiões turísticas, com excepção da Madeira. Isto porque a Região teve uma queda de 8,2% nos hóspedes (menos 10 mil) e 15,1% nas dormidas (menos 77 mil) que tiveram como reflexos uma queda de 16,2% nos proveitos totais, ou seja menos 3,8 milhões de euros, dos quais 2,5 milhões são relativos ao aposento.

Em Maio passado o Governo da República anunciou um agravamento de 1 a 1,5 por cento da taxa de IRS (só ficam isentos os dois escalões mais baixos). Antes, tinha sido decidido reduzir as deduções por conta de encargos de saúde e educação. Em consequência, nos cofres públicos da Madeira deverão entrar mais 20 milhões de euros ao longo do próximo ano à conta da antecipação de receitas de IRS e do aumento deste imposto, que é sobretudo pago por trabalhadores por conta de outrem.

O jornal Financial Times anuncia a realização de testes de resistência a 91 bancos europeus, incluindo os portugueses BES, CGD, BCP e BPI. A intenção dos reguladores financeiros é verificar se o sector bancário europeu consegue suportar situações extremas, já que o acentuar da crise da dívida pública europeia, com uma eventual necessidade dos Estado de reestruturar o seu plano de amortização da dívida, é uma das ameaças que enfrentam os bancos da zona euro. Estes testes incluem agora um cenário de default parcial do Estado português, em que deixa de pagar 8 por cento da sua dívida pública aos mercados.

O Ministério das Finanças confirmou que o Governo irá proceder a novos cortes nos benefícios e nas deduções fiscais, em sede de IRS, já no próximo Orçamento do Estado (OE). O que significará um novo aumento no IRS no início do próximo ano. Segundo dados do Ministério, o agravamento será sentido a partir do terceiro escalão do IRS, o que afectará cerca de 1,5 milhões de famílias.

Por sua vez, Alberto Martins, ministro da Justiça, revelou esta semana que o seu ministério vai tentar «reduzir uma série de custos» e que haverá uma alteração (com algumas subidas) das taxas de justiça e para os emolumentos nos Registos e Notariado. O governante avançou também que haverá alterações no Acesso à Justiça (patrocínio oficioso), onde haverá uma «reformulação» do sistema, sem prejudicar as pessoas mais carenciadas.

Não consigo deixar de pensar que tudo isto não está relacionado…

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(Foto: Arquivo)

A Teresa e a Helena casaram, uma com a outra entenda-se. Quatro anos após a primeira tentativa frustrada, Helena Paixão e Teresa Pires transformaram-se hoje no primeiro casal homossexual a contrair casamento civil, após a promulgação e publicação da Lei n.º 9/2010, de 31 de Maio. Vestidas de maneira informal, as duas mulheres casaram na 7.ª conservatória de Lisboa, sob o olhar atento de alguns amigos e familiares e rodeadas de jornalistas que se apresentaram no local para transmitir o acontecimento em directo.

E espante-se: o mundo não acabou.

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Os Novos Casamentos

 

 
E por falar em casamentos, Cavaco Silva, o presidente da República Portuguesa, promulgou nesta segunda-feira a lei que permite o casamento homossexual, fazendo de Portugal o sexto país da Europa (os outros são a Bélgica, Holanda, Espanha, Suécia e Noruega), a aceitar a união de pessoas do mesmo sexo.

Boa, mais trabalho para mim.

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Respeitar a bandeira e o hino

 

 
A bandeira e o hino nacional vão voltar a estar inscritos enquanto “valores” que os alunos “têm o dever de conhecer e respeitar“. Esta é uma das novidades do projecto do novo Estatuto do Aluno aprovado pelo Governo na quinta-feira passada. O projecto foi enviado para a Assembleia da República para debate e votação.

Peca por tardio! Há que voltar a por alguma noção de Portugalidade neste povo. Nem que seja por respeito aos seus símbolos e à sua história! Vá, para começar, a Portuguesa:

 
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

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Confirma-se!

 
(clicar para aumentar)

Comprova-se a medida já anunciada há algumas semanas. O Decreto-Lei n.º 35/2010, que aprova a suspensão do curso dos prazos judiciais entre 15 e 31 de Julho, foi hoje publicado.

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Dois intelectuais ateus britânicos querem que o Papa Bento XVI seja detido por “crimes contra a humanidade”, quando visitar o Reino Unido, na sequência de acusações de que o chefe da Igreja Católica teria encoberto padres pedófilos.

O cientista Richard Dawkins e o autor anglo-americano Christopher Hitchens tencionam recorrer, para isso, à justiça britânica e ao Tribunal Penal Internacional (TPI), de Haia, com base na possibilidade existente no sistema jurídico inglês de emitir mandados de captura contra estrangeiros em visita ao Reino Unido.

Evidentemente que há aqui a caça ao protagonismo, destes ditos intelectuais, aproveitando-se de um drama alheio que afecta milhares de crianças e adolescentes. É pena é que também não aproveitem essa abertura da lei e peçam a detenção dos pais e familiares que jogam as crianças para aqueles antros a troco de meia dúzia de tostões. Já agora, ainda vão com sorte, já que os extremistas muçulmanos não iriam achar muita piada se em vez do Papa fosse o Ayatollah…

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