Cantinho do Mundo

daqui para aí…

Category : Imagens do Mundo

 
(Foto: Agência Lusa)

Há uma situação dramática e caricada a suceder no Chile. Trinta e três mineiros estão presos desde o dia 5 de Agosto, numa mina de ouro e cobre no norte do Chile, quando o principal acesso ao túnel ruiu. Eles estão a 700 metros de profundidade, num abrigo de 50 metros quadrados, que contém dois bancos de madeira compridos. Tanques de água, além de água contida em máquinas de perfuração e canais de ventilação ajudaram os homens a sobreviver, mas eles têm pouca comida, sendo que estão sobrevivendo com uma dieta racionada de duas colheres atum enlatado, um gole de leite e meio biscoito a cada 48 horas.

Segundo Andres Sougarret, chefe da operação de resgate, será preciso cerca de quatro meses para a retirada dos trabalhadores, sendo o tempo necessário para se abrir um túnel com largura suficiente para uma retirada segura dos mineiros.

Pelo que, perante esta situação, as autoridades chilenas pediram ajuda à agência espacial americana Nasa na operação de resgate aos 33 mineiros presos, nomeadamente no auxílio à alimentação aos mineiros presos. “A situação é muito semelhante a dos astronautas, que passam meses sem fim em estações espaciais”, disse à jornalistas o ministro da Saúde do Chile, Jaime Manalich.

Até o momento, as equipes que trabalham no local conseguiram estabelecer duas linhas de comunicação com os mineiros, uma para a passagem de alimentos, outra para a linha telefônica. As equipes de resgate trabalhando no local afirmaram que eles estão “bem de saúde”, mas ainda não sabem que as operações para tentar retirá-los podem levar até quatro meses. Entretanto, o objectivo é sobreviver…

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Depois do fogo…

 
(Foto: NASA)

Quatro dias depois do fogo ter queimado em instantes quase toda a sua vegetação e cinco anos de trabalho de muitos voluntários que acreditaram no retorno da biodiversidade àquele pequeno planalto localizado no rebordo oriental do maciço encimado pelo Pico do Areeiro, o Prof. Raimundo Quintal regressou ao Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha e fotografou tudo o que viu.

O ambiente era silencioso, esmagadoramente negro e com odor a morte. Em toda a cordilheira central, até quase perder de vista, tudo está negro com excepção da esfera branca do radar, que definitivamente é a marca dum pico desfigurado.

As fotografias abaixo, mais do que as quaisquer palavras, mostram como a malvadez de alguns seres desumanos, ajudada pela inexistência duma cultura de prevenção podem, em poucas horas, provocar graves rupturas nos ecossistemas desta pequena ilha e aumentar significativamente o risco duma cidade rasgada por três ribeiras.

Seis meses após as cheias repentinas e mortíferas de 20 de Fevereiro, a Ilha da Madeira ficou ecologicamente muito mais pobre e com um futuro económico sombrio, não porque a Natureza tenha sido madrasta, mas, bem pelo contrário, porque foi cobardemente queimada.

Depois de tudo o que aconteceu nos dias 13 e 14, não se poderão continuar a cometer os mesmos erros e a eleger o clima como bode expiatório. É tempo de debater sem complexos “A Protecção Civil e a Gestão das Florestas”. Aos responsáveis políticos desta Região, e especialmente a quem arrogantemente cultivou o discurso do domínio da Natureza, a sábia mensagem de Francis Bacon (1561 – 1626): “SÓ SE PODE VENCER A NATUREZA, OBEDECENDO-LHE”.

 
(Foto 1: Área ardida no Cabeço da Lenha e reacendimentos)

 
(Foto: Foto 2: Achada Grande)

 
(Foto 3: Pico do Radar / Pico do Areeiro)

 
(Foto 4: Vale da Fajã da Nogueira – esta era uma das vistas mais bonitas da Madeira)

 
(Foto 5: Por entre os esqueletos das urzes há imensas garrafas)

 
(Foto 6: Poço da Neve com o Funchal em segundo plano)

 
(Foto 7: Ficou assim a plantação da Associação dos Amigos do Parque Ecológico)

 
(Foto 8: Pico Cidrão, Pico Grande, Pico Jorge – tudo queimado)

 
(Foto 9: Vale da Ribeira do Cidrão -tudo ardido até ao Curral das Freiras)

 
(Foto 10: Pico do Radar / Pico do Areeiro)

 
(Foto 11: Miradouro do Ninho da Manta e Pico do Gato)

 
(Foto 12 – O verde desapareceu entre o Areeiro e o Pico Ruivo)

 
(Foto 13: Entre o Pico das Torres e o Pico Ruivo)

 
(Foto 14: Cabeceira da Ribeira de Santa Luzia)

 
(Foto 15: Ribeira das Cales – escorregamentos de 20 de Fevereiro e área ardida a 13 de Agosto)

 
Todas as fotos: Prof. Raimundo Quintal

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Sempre presente

 
(Foto: Denis Sinyakov/Reuters)

Um soldado norte-americano com uma arma projecta a sua sombra perto de um rapaz afegão num posto de controlo temporário no distrito de Dand, a Sul de Kandahar.

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Imagem do dia…

 
(Foto: Doug Pensinger/Getty Images)

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Catástrofe Deepwater Horizon

 
(Foto: Daniel Beltra/Reuters)

A maré negra causada pela explosão da plataforma da BP Deepwater Horizon continua a espalhar-se no Golfo do México e chegou às ilhas barreira da costa do Luisiana.

A plataforma petrolífera, explorada pelo grupo britânico BP, afundou no passado dia 22, depois de uma explosão seguida de incêndio. Por dia há 800 mil litros de petróleo que se escapam para o mar. Uma catástrofe que já ultrapassou, em amplitude, a de Exxon Valdez, a pior da história norte-americana, em 89, ao largo do Alasca. Uma catástrofe ambiental.

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A linha entre norte e sul

 
(Foto: Lee Jae-Won/Reuters)

A Coreia é provavelmente o melhor exemplo de um produto saído da guerra fria. No norte a Coreia comunista, fortemente apoiada pela ex-URSS. A sul a outra Coreia, democrática, palco de muitas relações norte-americanas. Se pelas armas (ou a ameaça do seu uso) nenhuma das partes conseguiu os seus intentos, veio a globalização que deu cabo da cortina de ferro, enferrujando todo o sistema.

Sempre achei piada nas fronteiras, e no facto de, em jeito de brincadeira, podermos ter um pé num país e o outro noutro. Eu ainda sou do tempo em que éramos controlados na fronteira com Espanha e tínhamos que mostrar os documentos, etc. Hoje em dia, praticamente só sentimos isto fora da União Europeia.

Na Coreia, para além da linha da fronteira, existe um pequeno espaço que é uma espécie de terra de ninguém. Na foto podemos ver um soldado sul-coreano (à direita) que olha para um guarda norte-coreano em Panmunjom, na zona desmilitarizada de Paju, que separa a Coreia do Sul da do Norte. A linha de fronteira fica no meio. Relíquias de tempos idos…

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(Foto: Aly Song/Reuters)

Este é o aspecto do Pavilhão de Portugal na Exposição Mundial de Xangai que é apresentada ao mundo no dia 1 de Maio. O projecto é da autoria do arquitecto português radicado em Macau Carlos Couto. E as paredes em cortiça, não fossemos o maior exportador do mundo.

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Com as cores antigas

 
(Foto: Toby Melville/Reuters)

 
(Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth)

A modelo Flip Driver posa para a fotografia com um espelho no Museu da Ciência de Londres depois de ter sido maquilhada com utensílios e pinturas do antigo Egipto, utilizando uma palete da 18ª Dinastia. O museu irá levar a cabo um workshop em maquilhagem egípcia até ao final de Abril.

No ano passado, por estas alturas, tinha acabado de vir do Egipto…

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Beleza nas cinzas

 
(Foto: Lucas Jackson/Reuters)

As consequências da erupção do vulcão islandês Eyjafjallajokull podem ser devastadoras, mas a violência da natureza pode ser muito bela. Se as imagens do vulcão já eram imponentes, com a presença da aurora borealis do norte o “quadro” ficou assombroso.

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Meet… Eyjafjallajokull

 
Apresento-vos o Eyjafjallajokull. É um vulcão. Eyja significa ilha, fjalla significa montanhas e jokull é glaciar em português. Muito provavelmente, até quinta-feira passada nunca tinha ouvido falar dele. Entrou em erupção, a segunda em menos de um mês, quase derreteu o glaciar e provocou um mar de lama obrigando à evacuação de 800 pessoas da região, no sul da Islândia.

 


(Fotos: Associated Press)

 
Como se não bastasse, causou isto…

(Foto: David W. Cerny / Reuters)

O maior caos da indústria aeronáutica desde o 11 de Setembro de 2001, com milhões e milhões de prejuízos. A Mãe Natureza é lixada.

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