Archive for the ‘Informática’ Category

Os sonhos realizam-se… com o YouTube!

Fevereiro 2, 2010 - 2:30 am No Comments

 
Fede Alvarez colocou “Ataque de Pânico!” no YouTube numa quinta-feira. Na segunda-feira seguinte deparou com a caixa de correio cheia de convites de Hollywood para uma grande produção a partir do filme de 4,48 minutos. Sabem como? Vejam o vídeo.

 

 
“Ataque de Pânico!” estreou no YouTube em Novembro, tendo por ponto de partida a invasão da cidade de Montevideo, no Uruguai, por robôs gigantes. Em cerca de um mês, a curta-metragem colocada no YouTube somou mais de 1,5 milhões de visualizações, sendo um desses visitantes Sam Raimi que desafiou-o à realização. A produção da longa metragem está orçada em 30 milhões de dólares (mais de 20,8 milhões de euros).

De um momento para outro, o YouTube transformou Federico Alvarez, um jovem uruguaio de 31 anos, no próximo realizador de Hollywood! Cinema é magia!

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Google vs China

Janeiro 15, 2010 - 2:10 am No Comments

A gigante da Internet Google está em rota de colisão com o governo chinês e já admitiu poder vir a ser forçada a sair do país, depois de ter anunciado o fim da censura nas pesquisas realizadas pelos cidadãos chineses no motor de busca, como era exigido pelas autoridades de Pequim.

Esta decisão surgiu depois de a Google ter identificado em meados de Dezembro um ataque sofisticado e direccionado por parte de hackers aos e-mails de activistas dos direitos humanos chineses. Foi um ataque originado na China, que a Google não atribuiu directamente ao Governo chinês, mas que levou a empresa a dizer-se indisponível para continuar a restringir os resultados das pesquisas na Internet e pôr fim à censura com que se comprometeu em 2006, quando iniciou actividade no mercado chinês.

Esta ameaça da Google coloca a administração americana em ‘cheque’ face à China. Por um lado tem de enfrentar um peso pesado na sua economia externa. Por outro é condicionado pelo grande número de vozes de vários quadrantes que exigem uma mudança radical nas práticas chinesas no comércio global, no cerceamento da liberdade de informação e no desrespeito pelos direitos humanos.

Para mais, a dimensão da Google é impossível de ignorar. Basta só pensar que em 2009, o Google chinês foi avaliado em mais de mil milhões de dólares, e os analistas apontavam para que a empresa obtivesse lucros de cerca de 600 milhões de dólares em 2010. É muito capital.

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Meet Roxxxy

Janeiro 12, 2010 - 11:59 am No Comments

 
(Foto:True Companion)

Roxxxy, assim mesmo, com três xis, a avisar das suas intenções. “Não cozinha, não aspira, mas faz tudo o resto”, assegurou o inventor desta boneca que é um robô sexual e que foi apresentada em Las Vegas, numa exposição consagrada ao entretenimento para adultos. Assumindo-se como o derradeiro brinquedo sexual, a Roxxxy promete pôr as bonecas insufláveis fora do mercado.

A Roxxxy tem 1,73 m de altura, 54 quilos, sutiã copa C, pele sintética que imita a pele humana, coração mecânico, inteligência artificial, tem órgãos sexuais artificiais e um esqueleto que se pode articular, tal como um corpo humano. Foi dotada de personalidade individual (ouve e pode manter conversas com o utilizador, a partir de um programa de inteligência artificial que armazena os gostos pessoais), pré-formatada ou configurável.

A Roxxxy pode ainda ser ligada à Internet mediante uma rede wireless para receber actualizações, pode ser reparada e pode, inclusivamente, enviar e-mails “picantes” ao seu proprietário.

Há, porém, dois pontos a desfavor: não pode mover os seus membros de maneira autónoma e custa entre 7000 e 9000 dólares (4855 e 6242 euros), mais uma taxa de inscrição. Pormenores… digo eu!

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Na Internet há vida depois da morte

Janeiro 7, 2010 - 1:42 pm No Comments

 

 
A 23 de Dezembro de 2006, María Amelia Soliño fez 95 anos e recebeu do neto uma prenda de aniversário invulgar: um blogue. “A minha vida mudou”, escreveu então. “Agora posso comunicar com todo o mundo”
. A reportagem que se segue foi publicada ontem no Público on-line, pelo jornalista João Pedro Pereira e é muito interessante. Vale a leitura.

« A notícia espalhou-se, a imprensa internacional desdobrou-se em artigos sobre “a blogger mais velha do mundo” (ou a “avó blogger”, como também era conhecida) e María Amelia, natural da Galiza, tornou-se uma pequena celebridade. No blogue, publicou textos e vídeos sobre o quotidiano, coleccionou as páginas dos jornais onde apareceu e, em lugar de destaque, colocou um link para várias fotos de um encontro seu com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero.

O último post no blogue data de 21 de Maio do ano passado e foi escrito por alguém da família. Começa de forma simples: “María Amelia López Soliño faleceu ontem, quarta-feira, 20 de Maio de 2009, às seis da manhã.”

As centenas de textos e as dezenas de fotos e vídeos publicados por María Amelia continuam on-line, à disposição de qualquer pessoa, no endereço amis95.blogspot.com. O blogue está alojado no Blogger, o mais conhecido serviço deste género e que é propriedade da Google.

A Google é uma empresa que tem recursos suficientes para manter on-line os blogues para lá da morte dos utilizadores. E, para além disto, os familiares de María Amelia têm o nome de utilizador e a palavra-passe para aceder à área de administração do blogue, o que lhes permite manter a conta activa – ou até apagar tudo, se algum dia o quiserem fazer. Mas nem todos os casos são como este.

Na maior parte das vezes, a palavra-passe de um blogue, conta de e-mail ou perfil numa rede social são conhecidos apenas pelo próprio utilizador. E, quando este morre, fica frequentemente ao critério da empresa que presta o serviço a decisão sobre o que fazer com o “legado digital”. Às vezes, o problema é uma questão emocional (é o caso da família que vê a página do Facebook do familiar que morreu ser inundada de comentários). Noutras situações, há assuntos importantes (como um negócio) que ficam pendentes porque os herdeiros não conseguem aceder a uma conta de e-mail.

A política seguida pelas muitas empresas que prestam serviços on-line varia. O Facebook, por exemplo, transforma o perfil dos utilizadores que morrem numa espécie de memorial. Isto significa que alguma informação é retirada e que a página fica disponível apenas para aqueles que tiverem sido confirmados pelo utilizador como “amigos”.

Para que o Facebook transforme um perfil num “memorial” é preciso que alguém comunique a morte do utilizador (há no site um formulário próprio para isso) e envie uma prova de morte (uma certidão de óbito ou uma notícia sobre o assunto, por exemplo). O Facebook nunca entrega a palavra-passe de acesso. Mas, a pedido dos familiares, há a possibilidade de apagar a conta completamente.

Oportunidade de negócio

Já o Twitter não especifica nos termos de utilização as regras que segue para lidar com a morte dos seus utilizadores e não respondeu a um pedido de esclarecimento do P2. Mas um porta-voz da empresa já afirmou publicamente que a política do Twitter passa por encerrar a conta a pedido de familiares, mas nunca facultar os dados de acesso.

Muitos serviços permitem que os familiares ou amigos próximos dos utilizadores que morreram acedam aos dados – mas o processo é lento. O GMail (o serviço de e-mail da Google) avisa que é preciso esperar um mês depois de enviados os comprovativos da morte do utilizador, tempo que é usado pela empresa para verificar a autenticidade da documentação. Um acesso mais rápido só será possível se houver uma ordem judicial.

Em Portugal, a lei obriga as empresas a cederem os dados aos herdeiros, esclarece o advogado da PLMJ Manuel Lopes Rocha. “Quando alguém morre, os herdeiros herdam um conjunto de direitos que não se traduzem só num património. Há um conjunto de direitos de personalidade que podem incluir a correspondência e de direitos imateriais, como os direitos de autor, que os herdeiros, naturalmente, herdam”, explica o especialista. “Ora, não há razão para que não se aplique aos “bens digitais” idêntico regime. Se, para exercer esses direitos, eu tiver de solicitar a uma empresa que me dê acesso a esses elementos, ela é obrigada a dar-me acesso.”

O problema é que estes processos tendem a ser burocráticos. Ter que comprovar a morte de um utilizador perante os responsáveis dos vários serviços on-line que este tenha usado pode ser uma tarefa difícil. Como não há problema que não dê origem a uma oportunidade de negócio, já há quem esteja a vender soluções para a passagem da herança digital.

O Legacy Locker é um de vários sites que permitem aos clientes guardarem palavras-passe e outros dados de acesso a serviços on-line. Em caso de morte, o Legacy Locker encarrega-se de enviar a informação às pessoas que tenham sido designadas pelo cliente. O serviço custa 30 dólares anuais (21 euros), ou 300 dólares (210 euros) para uma subscrição vitalícia (enquanto a empresa durar, pelo menos). Há uma modalidade gratuita, mas tem várias limitações.

Deixar conselhos aos filhos

O Great Goodbye é outro serviço que encontrou na morte um modelo de negócio. Aqui, os utilizadores podem escrever e-mails (ou gravar ficheiros de som e vídeo) para serem enviados apenas depois da morte. Ao registar-se, o utilizador recebe um código que deverá entregar a pessoas de confiança. Quando uma destas pessoas introduz o código, o utilizador, caso esteja vivo, tem 21 dias para evitar que os e-mails sejam enviados. Findo esse prazo, a correspondência segue para os destinatários pré-definidos.

Este tipo de serviços pode ser usado para facilitar a vida aos herdeiros. Mas também pode servir para enviar mensagens de parabéns (há sites que permitem enviar e-mails em datas exactas – por exemplo, o aniversário de alguém), para deixar conselhos aos filhos ou até para revelar um segredo que nunca se teve coragem de contar em vida.

Alojamento permanente

Desde que explodiu a moda dos blogues, há meia dúzia de anos, que muitos políticos, escritores, cientistas e demais pensadores abriram um espaço de publicação on-line. O estilo varia entre a crónica pessoal e textos sobre as áreas em que cada um é especialista. Rapidamente, e por entre as banalidades do quotidiano, a blogosfera e os sites pessoais transformaram-se num enorme repositório de informação e conhecimento útil – e não há garantia de que este acervo permaneça on-line quando os autores morrerem (embora sites como o Internet Archive se dediquem a armazenar os conteúdos da Web, fazem-no de forma incompleta).

Há duas possibilidades para abrir um blogue. Uma, menos comum, passa por comprar um domínio próprio (ou seja, um endereço de Internet único, do estilo oseunome.com) e por contratar um serviço de alojamento de páginas. O preço do registo de um domínio ronda os dez euros anuais. O preço do alojamento (isto é, o espaço num servidor onde ficam armazenadas as páginas e toda a informação) varia muito – para uso pessoal, basta gastar umas poucas dezenas de euros por ano.

Os bloggers que optam por esta modalidade querem ter mais liberdade sobre a configuração do respectivo blogue e conseguir uma identidade mais forte na Internet. Mas há um senão: assim que a factura deixar de ser paga, o domínio volta a ser posto à venda e a informação alojada no servidor perde-se.

A opção mais comum – por ser mais barata, mais rápida e tecnicamente mais simples – é abrir um blogue num serviço gratuito como o Blogger ou o Wordpress. Deixa de haver uma factura para pagar – mas o blogue só permanecerá on-line enquanto a empresa que presta o serviço assim o quiser.

O veterano da blogosfera Dave Winner – já descrito em alguns jornais (e pelo próprio) como o “pai” dos blogues – indicou no seu popular blogue Scripting News uma possível solução para o problema: pagar a uma empresa credível uma quantia suficiente para que esta assegure a permanência on-line da informação. Winner afirmou estar disposto a pagar dez mil dólares por um serviço deste género. Seria o preço de uma morada permanente na Internet. »

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Um voo solar em nome do Planeta

Dezembro 4, 2009 - 2:35 am No Comments

 
(Foto: AFP Photo / Fabrice Coffrini)

O protótipo da aeronave movida a energia solar e baptizada como ‘Solar Impulse‘ descolou nesta quinta-feira, pela primeira vez, com o piloto de testes Markus Scherdel aos comandos, do Aeroporto de Duebendorf, nas proximidades de Zurique, na Suíça.

O objectivo dos criadores da aeronave, que tem a extensão de asas de um Jumbo, é testar a viabilidade de completar um voo de dois dias e uma noite utilizando apenas a energia solar e preparar o caminho para um objectivo mais ousado: completar a volta ao mundo em cinco etapas, em 2012.

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Windows 7

Novembro 29, 2009 - 11:51 pm 2 Comments

 

 
Finalmente decidi-me pela instalação do novo Windows 7. Original é claro! Apesar de ser um daqueles que não desgostou completamente do Vista, a verdade é que o Windows 7 fez furor na sua fase beta e os novos recursos deixaram-nos animados. Ainda estou a mexer e a descobrir. Mas já deu para apreender alguns pormenores deliciosos. Conheça aqui algumas das coisas mais jeitosas que o novo “Sete” traz.

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Bosses Who ‘Friend’ Are Begging to be Sued

Novembro 23, 2009 - 1:52 am No Comments

 

 
O que se segue vai à atenção de todos os utilizadores das comunidades virtuais, como o Hi5, Facebook, Twitter e afins… sobretudo se for patrão! A crónica que se segue foi publicada no “The National Law Journal“.

 
Bosses who “friend” their subordinates on social networking sites may seem warm and harmless, but they’ve got liability risk written all over them. So warn employment lawyers.

Managers sending friend requests to staff via Facebook, Twitter and other sites constitute a growing trend in the workplace. And it’s one that needs to stop, the lawyers stress, because online relations between boss and employee can trigger or exacerbate a host of legal claims, including harassment, discrimination or wrongful termination, as well as touch off cries of favoritism if the boss friends only a select few subordinates.

“The intention may not be a bad one,” said management-side attorney Michael Schmidt of the New York office of Philadelphia’s Cozen O’Conner. But “it’s the unintentional consequences” they need to be concerned about.

Given that social networking sites are loaded with personal information, Schmidt said, a manager is bound to learn things about an employee that he or she will wish the boss didn’t know. Moreover, when a manager learns of some personal attribute through the site, the worker now has the opportunity to argue that any later adverse employment decision “was based on this personal information,” Schmidt said.

For example, a supervisor may learn from someone’s Facebook page that he or she belongs to a gay rights group. If the same employee is later fired for a performance problem, the employee could claim he or she were fired for being gay.

Shanti Atkins, an attorney and president of ELT Inc., which specializes in compliance training in the workplace, listed other kinds of intensely personal information — religious affiliation, age, ethnicity, political affiliation, health problems — that is not supposed to influence employment decisions but does appear on social networking sites. She posited a boss, planning to discipline or even terminate an employee, who sees a profile update about the person’s severe medical condition or frustration over perceived religious intolerance. Will this knowledge influence the manager’s decision — or be seen as doing so?

Atkins pointed up another way that online friendships between managers and workers can put the managers in a difficult position. If the employee refers to being drunk at work or makes discriminatory remarks about co-workers, the manager may be obligated to investigate such behavior and report it to higher authorities at work.

Atkins said employers need to upgrade their policies on online worker-manager friendships. Specifically, she said, employers should ban them. “You should just, very politely, tell everyone, ‘Don’t do this,’ ” she said.

Meanwhile, employees may also want to hold off on friending their bosses. According to a recent survey by the staffing service Office Team, nearly half — 48 percent — of executives are uncomfortable being friended by those they manage. Another 47 percent don’t want to be friended by their bosses either.

 
Fonte: Artigo “Bosses Who ‘Friend’ Are Begging to be Sued” por Tresa Baldas, in The National Law Journal, 23 de Outubro, 2009.

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Funchal no Google Street View

Novembro 1, 2009 - 6:05 am 1 Comment

 
O Google Street View é um serviço integrado no Google Maps já se tornou numa ferramenta muito popular, pois as suas potencialidades são enormes. Este serviço permite a qualquer utilizador visualizar e navegar, através da internet, pela galeria de imagens de 360 graus, tiradas ao nível da rua. Depois das cidades de Lisboa e do Porto, o Funchal será a terceira cidade portuguesa a estar representada no Street View, onde está a decorrer neste momento a recolha de imagens. Para tal, a Google Portugal já tem a circular, desde há vários dias, na cidade do Funchal um automóvel equipado com uma câmara especial para recolha das imagens das ruas e estradas da capital madeirense, além dos arredores, nas cidades do Caniço e de Câmara de Lobos. Trata-se de um automóvel que, naturalmente, tem despertado a curiosidade de muitas pessoas.

Através do Street View, que complementa os mapas disponíveis no Google, qualquer pessoa pode visualizar um determinado local que não conhece antes mesmo de visitá-lo e, assim, ter uma ideia do que vai encontrar. Basta um simples clique no Street View do Goople Maps e o utilizador pode ver o restaurante que escolheu, planear viagens, organizar pontos de encontro ou simplesmente explorar uma cidade ou zona para a conhecerem melhor. É possível navegar pelas ruas em qualquer direcção, com a possibilidade de rodar a 360 graus. O Street View permite, por exemplo, que qualquer pessoa possa planear uma viagem que à Madeira, passear virtualmente pelos locais e monumentos mais emblemáticos da cidade do Funchal, escolher o hotel mais próximo de um determinado local ou em função do que existe nos arredores, escolher um restaurante, etc. Sem esquecer que é um serviço é inteiramente gratuito.

 

(Fotos: Marco Silva)

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Escutas em Belém?

Setembro 22, 2009 - 11:44 am No Comments

 

Ao quarto dia de polémica, o Presidente da República demitiu o seu assessor de imprensa. Fernando Lima, que nos últimos 20 anos foi o homem de confiança de Cavaco Silva, primeiro em São Bento e agora em Belém, não resistiu ao caso das alegadas escutas.

As suspeitas de escutas por parte do gabinete do primeiro-ministro à Presidência da República foram levantadas por Fernando Lima e, este, terá procurado o jornalista do Público Luciano Alvarez, em nome do próprio Presidente. Num encontro, que terá decorrido em Abril de 2008, “num café discreto da Av. de Roma”, o assessor de Belém entregou a Luciano Alvarez um dossier sobre Rui Paulo de Figueiredo, adjunto jurídico de José Sócrates, cujo comportamento levantou suspeitas aquando da visita de Cavaco Silva à Madeira. Lima estaria convencido que este adjunto de Sócrates integrou a comitiva para “observar, o mais dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do staff presidencial”.

Todas estas informações constam de um e-mail enviado por Alvarez ao correspondente na Madeira, Tolentino de Nóbrega, no qual relata o encontro com Fernando Lima e sugere que até seria bom que a história viesse da Madeira, para que o ónus não recaísse sobre a Presidência: “O Lima sugere e eu acho bem duas perguntas para o início do trabalho (até porque a eles também interessa que isto comece na Madeira para não parecer que foi Belém que passou esta informação, mas sim alguém ligado ao Jardim).”

Nesse e-mail de 23 de Abril de 2008, Alvarez refere-se ao assunto como a possível bomba atómica, se a história for confirmada. Admitindo que tudo não passe de “paranóia dos do PR e do Lima”, faz questão de frisar que “não deixa de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar informação ao Público, manifestando grande vontade da história vir a público.”

Tolentino de Nóbrega respondeu ao mail de Alvarez a 5 de Maio de 2008. Nessa mensagem deita por terra as desconfianças de Belém: “Conforme disse em contacto telefónico, feito na semana passada, julgo que tudo isto não passa, como admitiste, de paranóia do PR & Lima”. O correspondente no Funchal descreve, depois, exaustivamente, os passos que deu para tentar confirmar a que título e como Rui Paulo de Figueiredo esteve presente nas cerimónias da visita do Presidente da República à região autónoma.

Quase um ano e meio depois, o jornal publica a manchete a dar conta das alegadas escutas por parte do gabinete de Sócrates a Belém, sustentando, um dia depois, notícia da véspera com as suspeitas à volta da presença de Rui Paulo de Figueiredo no Funchal. Desde que o caso foi divulgado, o que só aconteceu em Agosto deste ano, 17 meses depois, não houve qualquer desmentido da Presidência da República.

Porém, ontem à tarde, a agência Lusa noticiou, citando fonte oficial da Presidência da República, que Cavaco Silva afastou Fernando Lima do cargo por “decisão do Presidente da República”. Não houve comunicado, apenas as alterações no site oficial de Belém, que indicam que as funções passam agora a ser assumidas por José Carlos Vieira, que já fazia parte da equipa. A confirmar-se que Fernando Lima sai por decisão do Presidente, Cavaco começa a reagir ao “caso das escutas”, em que o seu assessor de imprensa aparece num mail como tendo passado ao jornal Público, a seu pedido, a informação de que a Casa Civil do Presidente desconfiava de estar a ser “espiada” pelo gabinete do primeiro-ministro.

Cavaco Silva tinha prometido só falar do assunto depois das eleições legislativas do próximo domingo. Garantiu ainda que iria pedir explicações sobre “questões de segurança”. Mas há já quem veja nesta decisão a assumpção por parte do Chefe do Estado de que as informações contidas no e-mail divulgado pelo DN são verdadeiras.

Este caso é, no mínimo, estranho. E nem a demissão do acessor do Presidente é bastante para descortinar o que se passa. A substância do assunto não está esclarecida. Importa sabe se a suspeita de que havia escutas é ou não verdadeira? Não há nada da Presidência da República a dizer que foi tudo um engano.

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Cantinho na “Exame Informática”

Agosto 26, 2009 - 2:51 am No Comments

 
(clicar para aumentar)

O Cantinho do Mundo é destaque na edição de Setembro da revista Exame Informática. É de facto uma honra e uma satisfação em ver que o nosso trabalho tem algum reconhecimento. E tenho, é claro, de agradecer ao Marco, que teve pachorra e vontade de apresentar a “candidatura”. O meu obrigado! Para a semana, nas bancas.

PS. Já mudei o arquivo…

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