Cantinho do Mundo

daqui para aí…

Category : Informática

Blackberry ‘sob escuta’

 
(Foto: EPA)

A Comissão da Tecnologia das Comunicações e da Informação Saudita (CITC) ordenou na terça-feira a suspensão das trocas de mensagens por Blackberry a partir de sexta-feira, justificando a sua decisão com o facto de a utilização de Blackberry violar leis em vigor no país, seguindo o exemplo dos Emirados Árabes Unidos. A razão é a encriptação de alta segurança dos Blackberry, que não permite às autoridades controlar o conteúdo das mensagens trocadas pelos seus utilizadores.

Este fim-de-semana, foi anunciado um acordo “praticamente concluído” entre a Arábia Saudita e o fabricante do Blackberry para evitar a suspensão do serviço de mensagens daquele telemóvel multimédia. Embora não tenha sido fornecido qualquer indicação sobre o conteúdo do acordo, a estação de televisão saudita Al-Arabiya precisou que o fabricante canadiano Research in Motion (RIM) terá aceitado que haja acesso das autoridades sauditas ao conteúdo das mensagens trocadas por Blackberry.

Embora para nós esta situação seja absolutamente chocante, estamos unicamente perante uma decisão de pendor economicista. É que a Arábia Saudita (700.000 utilizadores) e os Emirados Árabes Unidos (500.000 utilizadores) representam 1,2 milhões de utilizadores e um dos lugares no globo de maior crescimento nos últimos anos.

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(Foto: Reuters)

Mais de 91 mil documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão foram revelados ontem. O jornal norte-americano “The New York Times“, o inglês “The Guardian” e a revista alemã “Der Spiegel” tiveram acesso há semanas, através do site Wikileaks, a documentos sobre o conflito entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009. É o segundo “escândalo” da «Guerra Ao Terror» este ano, depois do vídeo publicado em Abril, onde se vê um helicóptero Apache a disparar contra civis no Iraque.

Por trás destes dois maiores furos da imprensa no ano está um site sueco: o Wikileaks. Criado pelo australiano Julian Assange, o site já colocou na web 1,2 milhão de documentos desde o lançamento, em 2007, se tornando um pesadelo para governos, políticos e grandes empresas. Ex-empregados em busca de vingança de seus patrões e militares e funcionários de governos com acesso a informações confidenciais são sempre uma fonte abundante de informações, mas na prática qualquer um pode apresentar uma denúncia. O que fez o Wikileaks ganhar respeito com o passar do tempo é sua política editorial. Se no início o site afirmava estar interessado primariamente em “expor regimes opresssores na Ásia, o ex-bloco soviético e no Oriente Médio”, foi a segunda parte da declaração de princípios, “ajudar pessoas de todas as regiões que desejam revelar o comportamento anti-ético de seus governos e corporações” que o tornou um divulgador privilegiado de informações comprometedoras. A política recentemente evoluiu para a publicação apenas de documentos “de interesse político, diplomático, histórico ou ético”.

Hoje fez mais uma vítima.

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Depois de algumas críticas sobre a violação da privacidade dos utilizadores, o Facebook atingiu uma nova marca histórica. Mais de 500 milhões de utilizadores – o equivalente a sete por cento da população mundial – participa activamente na rede social. Para celebrar o novo número, a plataforma lançou uma nova aplicação: o Facebook Stories.

Eu confesso. Estou rendido ao Facebook…

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O novo iPhone 4G

 
(Foto: Eric Risberg, AP)

O CEO da Apple, Steve Jobs, subiu hoje ao palco da conferência anual de programadores da empresa, em São Francisco, para apresentar o iPhone 4G. A principal novidade desta nova versão do popular smartphone consiste no facto de ter uma câmara na parte dianteira do aparelho, para os utilizadores poderem fazer videochamadas. Outra novidade é a introdução do iMovie neste novo iPhone, permitindo aos utilizadores editarem os próprios vídeos no aparelho.

Será que é desta que me convencem?

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Fede Alvarez colocou “Ataque de Pânico!” no YouTube numa quinta-feira. Na segunda-feira seguinte deparou com a caixa de correio cheia de convites de Hollywood para uma grande produção a partir do filme de 4,48 minutos. Sabem como? Vejam o vídeo.

 

 
“Ataque de Pânico!” estreou no YouTube em Novembro, tendo por ponto de partida a invasão da cidade de Montevideo, no Uruguai, por robôs gigantes. Em cerca de um mês, a curta-metragem colocada no YouTube somou mais de 1,5 milhões de visualizações, sendo um desses visitantes Sam Raimi que desafiou-o à realização. A produção da longa metragem está orçada em 30 milhões de dólares (mais de 20,8 milhões de euros).

De um momento para outro, o YouTube transformou Federico Alvarez, um jovem uruguaio de 31 anos, no próximo realizador de Hollywood! Cinema é magia!

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Google vs China

A gigante da Internet Google está em rota de colisão com o governo chinês e já admitiu poder vir a ser forçada a sair do país, depois de ter anunciado o fim da censura nas pesquisas realizadas pelos cidadãos chineses no motor de busca, como era exigido pelas autoridades de Pequim.

Esta decisão surgiu depois de a Google ter identificado em meados de Dezembro um ataque sofisticado e direccionado por parte de hackers aos e-mails de activistas dos direitos humanos chineses. Foi um ataque originado na China, que a Google não atribuiu directamente ao Governo chinês, mas que levou a empresa a dizer-se indisponível para continuar a restringir os resultados das pesquisas na Internet e pôr fim à censura com que se comprometeu em 2006, quando iniciou actividade no mercado chinês.

Esta ameaça da Google coloca a administração americana em ‘cheque’ face à China. Por um lado tem de enfrentar um peso pesado na sua economia externa. Por outro é condicionado pelo grande número de vozes de vários quadrantes que exigem uma mudança radical nas práticas chinesas no comércio global, no cerceamento da liberdade de informação e no desrespeito pelos direitos humanos.

Para mais, a dimensão da Google é impossível de ignorar. Basta só pensar que em 2009, o Google chinês foi avaliado em mais de mil milhões de dólares, e os analistas apontavam para que a empresa obtivesse lucros de cerca de 600 milhões de dólares em 2010. É muito capital.

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Meet Roxxxy

 
(Foto:True Companion)

Roxxxy, assim mesmo, com três xis, a avisar das suas intenções. “Não cozinha, não aspira, mas faz tudo o resto”, assegurou o inventor desta boneca que é um robô sexual e que foi apresentada em Las Vegas, numa exposição consagrada ao entretenimento para adultos. Assumindo-se como o derradeiro brinquedo sexual, a Roxxxy promete pôr as bonecas insufláveis fora do mercado.

A Roxxxy tem 1,73 m de altura, 54 quilos, sutiã copa C, pele sintética que imita a pele humana, coração mecânico, inteligência artificial, tem órgãos sexuais artificiais e um esqueleto que se pode articular, tal como um corpo humano. Foi dotada de personalidade individual (ouve e pode manter conversas com o utilizador, a partir de um programa de inteligência artificial que armazena os gostos pessoais), pré-formatada ou configurável.

A Roxxxy pode ainda ser ligada à Internet mediante uma rede wireless para receber actualizações, pode ser reparada e pode, inclusivamente, enviar e-mails “picantes” ao seu proprietário.

Há, porém, dois pontos a desfavor: não pode mover os seus membros de maneira autónoma e custa entre 7000 e 9000 dólares (4855 e 6242 euros), mais uma taxa de inscrição. Pormenores… digo eu!

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A 23 de Dezembro de 2006, María Amelia Soliño fez 95 anos e recebeu do neto uma prenda de aniversário invulgar: um blogue. “A minha vida mudou”, escreveu então. “Agora posso comunicar com todo o mundo”
. A reportagem que se segue foi publicada ontem no Público on-line, pelo jornalista João Pedro Pereira e é muito interessante. Vale a leitura.

« A notícia espalhou-se, a imprensa internacional desdobrou-se em artigos sobre “a blogger mais velha do mundo” (ou a “avó blogger”, como também era conhecida) e María Amelia, natural da Galiza, tornou-se uma pequena celebridade. No blogue, publicou textos e vídeos sobre o quotidiano, coleccionou as páginas dos jornais onde apareceu e, em lugar de destaque, colocou um link para várias fotos de um encontro seu com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero.

O último post no blogue data de 21 de Maio do ano passado e foi escrito por alguém da família. Começa de forma simples: “María Amelia López Soliño faleceu ontem, quarta-feira, 20 de Maio de 2009, às seis da manhã.”

As centenas de textos e as dezenas de fotos e vídeos publicados por María Amelia continuam on-line, à disposição de qualquer pessoa, no endereço amis95.blogspot.com. O blogue está alojado no Blogger, o mais conhecido serviço deste género e que é propriedade da Google.

A Google é uma empresa que tem recursos suficientes para manter on-line os blogues para lá da morte dos utilizadores. E, para além disto, os familiares de María Amelia têm o nome de utilizador e a palavra-passe para aceder à área de administração do blogue, o que lhes permite manter a conta activa – ou até apagar tudo, se algum dia o quiserem fazer. Mas nem todos os casos são como este.

Na maior parte das vezes, a palavra-passe de um blogue, conta de e-mail ou perfil numa rede social são conhecidos apenas pelo próprio utilizador. E, quando este morre, fica frequentemente ao critério da empresa que presta o serviço a decisão sobre o que fazer com o “legado digital”. Às vezes, o problema é uma questão emocional (é o caso da família que vê a página do Facebook do familiar que morreu ser inundada de comentários). Noutras situações, há assuntos importantes (como um negócio) que ficam pendentes porque os herdeiros não conseguem aceder a uma conta de e-mail.

A política seguida pelas muitas empresas que prestam serviços on-line varia. O Facebook, por exemplo, transforma o perfil dos utilizadores que morrem numa espécie de memorial. Isto significa que alguma informação é retirada e que a página fica disponível apenas para aqueles que tiverem sido confirmados pelo utilizador como “amigos”.

Para que o Facebook transforme um perfil num “memorial” é preciso que alguém comunique a morte do utilizador (há no site um formulário próprio para isso) e envie uma prova de morte (uma certidão de óbito ou uma notícia sobre o assunto, por exemplo). O Facebook nunca entrega a palavra-passe de acesso. Mas, a pedido dos familiares, há a possibilidade de apagar a conta completamente.

Oportunidade de negócio

Já o Twitter não especifica nos termos de utilização as regras que segue para lidar com a morte dos seus utilizadores e não respondeu a um pedido de esclarecimento do P2. Mas um porta-voz da empresa já afirmou publicamente que a política do Twitter passa por encerrar a conta a pedido de familiares, mas nunca facultar os dados de acesso.

Muitos serviços permitem que os familiares ou amigos próximos dos utilizadores que morreram acedam aos dados – mas o processo é lento. O GMail (o serviço de e-mail da Google) avisa que é preciso esperar um mês depois de enviados os comprovativos da morte do utilizador, tempo que é usado pela empresa para verificar a autenticidade da documentação. Um acesso mais rápido só será possível se houver uma ordem judicial.

Em Portugal, a lei obriga as empresas a cederem os dados aos herdeiros, esclarece o advogado da PLMJ Manuel Lopes Rocha. “Quando alguém morre, os herdeiros herdam um conjunto de direitos que não se traduzem só num património. Há um conjunto de direitos de personalidade que podem incluir a correspondência e de direitos imateriais, como os direitos de autor, que os herdeiros, naturalmente, herdam”, explica o especialista. “Ora, não há razão para que não se aplique aos “bens digitais” idêntico regime. Se, para exercer esses direitos, eu tiver de solicitar a uma empresa que me dê acesso a esses elementos, ela é obrigada a dar-me acesso.”

O problema é que estes processos tendem a ser burocráticos. Ter que comprovar a morte de um utilizador perante os responsáveis dos vários serviços on-line que este tenha usado pode ser uma tarefa difícil. Como não há problema que não dê origem a uma oportunidade de negócio, já há quem esteja a vender soluções para a passagem da herança digital.

O Legacy Locker é um de vários sites que permitem aos clientes guardarem palavras-passe e outros dados de acesso a serviços on-line. Em caso de morte, o Legacy Locker encarrega-se de enviar a informação às pessoas que tenham sido designadas pelo cliente. O serviço custa 30 dólares anuais (21 euros), ou 300 dólares (210 euros) para uma subscrição vitalícia (enquanto a empresa durar, pelo menos). Há uma modalidade gratuita, mas tem várias limitações.

Deixar conselhos aos filhos

O Great Goodbye é outro serviço que encontrou na morte um modelo de negócio. Aqui, os utilizadores podem escrever e-mails (ou gravar ficheiros de som e vídeo) para serem enviados apenas depois da morte. Ao registar-se, o utilizador recebe um código que deverá entregar a pessoas de confiança. Quando uma destas pessoas introduz o código, o utilizador, caso esteja vivo, tem 21 dias para evitar que os e-mails sejam enviados. Findo esse prazo, a correspondência segue para os destinatários pré-definidos.

Este tipo de serviços pode ser usado para facilitar a vida aos herdeiros. Mas também pode servir para enviar mensagens de parabéns (há sites que permitem enviar e-mails em datas exactas – por exemplo, o aniversário de alguém), para deixar conselhos aos filhos ou até para revelar um segredo que nunca se teve coragem de contar em vida.

Alojamento permanente

Desde que explodiu a moda dos blogues, há meia dúzia de anos, que muitos políticos, escritores, cientistas e demais pensadores abriram um espaço de publicação on-line. O estilo varia entre a crónica pessoal e textos sobre as áreas em que cada um é especialista. Rapidamente, e por entre as banalidades do quotidiano, a blogosfera e os sites pessoais transformaram-se num enorme repositório de informação e conhecimento útil – e não há garantia de que este acervo permaneça on-line quando os autores morrerem (embora sites como o Internet Archive se dediquem a armazenar os conteúdos da Web, fazem-no de forma incompleta).

Há duas possibilidades para abrir um blogue. Uma, menos comum, passa por comprar um domínio próprio (ou seja, um endereço de Internet único, do estilo oseunome.com) e por contratar um serviço de alojamento de páginas. O preço do registo de um domínio ronda os dez euros anuais. O preço do alojamento (isto é, o espaço num servidor onde ficam armazenadas as páginas e toda a informação) varia muito – para uso pessoal, basta gastar umas poucas dezenas de euros por ano.

Os bloggers que optam por esta modalidade querem ter mais liberdade sobre a configuração do respectivo blogue e conseguir uma identidade mais forte na Internet. Mas há um senão: assim que a factura deixar de ser paga, o domínio volta a ser posto à venda e a informação alojada no servidor perde-se.

A opção mais comum – por ser mais barata, mais rápida e tecnicamente mais simples – é abrir um blogue num serviço gratuito como o Blogger ou o WordPress. Deixa de haver uma factura para pagar – mas o blogue só permanecerá on-line enquanto a empresa que presta o serviço assim o quiser.

O veterano da blogosfera Dave Winner – já descrito em alguns jornais (e pelo próprio) como o “pai” dos blogues – indicou no seu popular blogue Scripting News uma possível solução para o problema: pagar a uma empresa credível uma quantia suficiente para que esta assegure a permanência on-line da informação. Winner afirmou estar disposto a pagar dez mil dólares por um serviço deste género. Seria o preço de uma morada permanente na Internet. »

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(Foto: AFP Photo / Fabrice Coffrini)

O protótipo da aeronave movida a energia solar e baptizada como ‘Solar Impulse‘ descolou nesta quinta-feira, pela primeira vez, com o piloto de testes Markus Scherdel aos comandos, do Aeroporto de Duebendorf, nas proximidades de Zurique, na Suíça.

O objectivo dos criadores da aeronave, que tem a extensão de asas de um Jumbo, é testar a viabilidade de completar um voo de dois dias e uma noite utilizando apenas a energia solar e preparar o caminho para um objectivo mais ousado: completar a volta ao mundo em cinco etapas, em 2012.

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Windows 7

 

 
Finalmente decidi-me pela instalação do novo Windows 7. Original é claro! Apesar de ser um daqueles que não desgostou completamente do Vista, a verdade é que o Windows 7 fez furor na sua fase beta e os novos recursos deixaram-nos animados. Ainda estou a mexer e a descobrir. Mas já deu para apreender alguns pormenores deliciosos. Conheça aqui algumas das coisas mais jeitosas que o novo “Sete” traz.

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