Os novos velhos
Dizer que “o jovem de hoje será o idoso de amanhã” poderá soar a lugar-comum, mas quando se trata de imaginar a sociedade portuguesa em 2050 – quando cerca de um terço da população deverá ter mais de 60 anos, em vez do um quinto actual. Esta foi a conclusão deste post que coloquei há alguns dias.
De facto, aquela ideia quase preconcebida do idoso frágil e doente, com as novas gerações, terá que necessariamente ser revisto. A ‘terceira idade’, cada vez mais, deixará de ser vista apenas como um caminho para o fim, mas sim uma oportunidade para explorar outras vias. Os exemplos que se seguem são o melhor exemplo disto mesmo.
Aos 92 anos de idade, Maria José Dias é professora de piano. Dá aulas na sua residência na cidade de Faro, no Algarve. De personalidade cativante, discurso fácil e atento, é um exemplo de longevidade e amor pela sua profissão. Pelo seu piano já passaram centenas de alunos. Conta que os seus métodos continuam iguais desde que começou a ensinar, há várias décadas atrás. E promete que continuará aqui para as voltas. A reportagem é da RTP1.
(Jornal da Tarde – RTP 1)
Ruth Flowers ou Mamma Rock como é conhecida no meio, é a DJ mais velha do mundo. Tem actuado em clubes badalados de Londres e da França, e do alto dos seus 69 anos não deixa ninguém parado quando assume o controlo da música. Sempre de óculos escuros, roupas brilhantes e seu fone de ouvido prateado, já é uma das personalidades mais reconhecida das pistas de dança. Tudo começou quando, há 5 anos atrás, foi à festa de seu neto, numa casa nocturna londrina e ficou maravilhada com o que ouviu e viu. Convenceu-se que podia fazer o mesmo. A partir daí nunca mais parou. A reportagem é igualmente da RTP1.
(Jornal da Tarde – RTP 1)
«O melhor jeito de conseguir que alguém faça determinada coisa é sugerir que talvez esteja velho demais para a obra». Não sei quem disse ou escreveu isto mas, à luz actual, alguém desmente?



























