Outros heróis!
O relatório anual do Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), intitulado “Ataques à Imprensa 2009” e divulgado hoje em Nairobi, sublinha que o ano passado foi o pior para os jornalistas na África subsariana, onde 12 profissionais perderam a vida: nove na Somália e os restantes no Quénia, Nigéria e Madagáscar.
De acordo com o documento do CPJ, o leste da África é a zona mais perigosa do continente para exercer jornalismo, em especial na Somália, Etiópia e Eritreia, de onde dezenas de jornalistas foram forçados a exilar-se. O Zimbabué, o Ruanda e a Gâmbia também perderam grandes segmentos da imprensa local devido à intimidação e violência.
Esta “fuga de jornalistas” tem consequências locais e internacionais, já que não apenas as audiências locais ficam sem fontes de informação confiáveis mas também os meios internacionais perdem o tipo de fonte e de conhecimentos que apenas um jornalista local consegue obter.
O ano passado foi mesmo o pior para os jornalistas, com um total de 71 profissionais assassinados em todo o mundo. Pelo que, a todos aqueles que nos fazem chegar diariamente notícias de todos os pontos do mundo, muitas vezes com a própria vida, o meu reconhecimento, louvor e gratidão.


























