Aprovação do Estádio

Abril 4, 2009 - 5:06 pm 12 Comments

 
(Este é o projecto base apresentado)

Na passada quinta-feira, em assembleia geral de sócios do C. S. Marítimo, convocada para o efeito, foi aprovado, por unanimidade e aclamação, os quatro pontos colocados à discussão. Ou seja, os sócios aprovaram o contrato de cessão definitiva e a título gratuito, do Estádio dos Barreiros e dos terrenos adjacentes ao Marítimo; deram o seu aval para o clube obter o financiamento para a construção da obra; aprovaram a atribuição de poderes para outorga da escritura pública de cessão definitiva e a título gratuito do Estádio dos Barreiros, neste caso numa comissão constituída pelo presidente Carlos Pereira, pelo presidente da assembleia geral, Luís Miguel Sousa, e pelo director do património, Eng. Agrela; finalmente aprovaram o protocolo celebrado entre o Club Sport Marítimo da Madeira e o Marítimo da Madeira SAD.

Agora cabe à comissão de análise avaliar a melhor proposta para rapidamente se iniciar a construção do estádio, sendo apontado o final do mês para o ajuste das condições jurídicas para feitura da escritura pública. O Marítimo pode contar do Governo Regional, cerca de 31,5 milhões de euros de comparticipação, sendo que a verba excedentária será suportada pelo clube, caso o projecto venha a custar o valor indicado no projecto base – 46 milhões de euros.

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12 Responses to “Aprovação do Estádio”

  1. Verde-rubro Says:

    Estádio dos Barreiros

    Mais algumas informações sobre o processo de avaliação das propostas apresentadas no concurso para a construção do (novo) Estádio dos Barreiros:
    A providência cautelar apresentada pela empresa afastada do concurso aquando da abertura das propostas parece que não terá surtido efeito pelo que o Tribunal terá aceite a continuidade do processo.
    A preciosidade da aplicação estrita deste tipo de burocracias e regras dos concursos públicos é também estranha, aqui, em prejuízo do interesse (também público). Afinal, os concursos públicos são enquadrados por legislação e esta, indica a que entidades se aplicam. E nestas, não se incluem os Clubes – neste caso o Marítimo. Saliente-se que é o Marítimo – clube e não a SAD a promotora do processo.
    A verdade é que não sendo este um Concurso Público Internacional (o promotor não se enquadra na respectiva tipologia), será, quanto muito um Concurso tipo (ou parecido com um) CPI. Daí o Jurí poder ser soberano na sua decisão, podendo o Tribunal sustentar a sua decisão nesse facto…

    Mas não se entende a razão de tal afastamento, na primeira hora. Afinal, quantas mais propostas estivessem sobre a mesa, mais e melhor haveria por onde escolher. Nem sequer colhia a justificação da falta do tal documento (entre milhares) com menos uma assinatura. Assinatura que podia ser recolhida em qualquer momento, por simples opção do Júri, que daria um prazo para o efeito, ficando, naquela altura, a análise documental suspensa até a regularização da situação. Era possível e, do ponto de vista do Marítimo, era vantajoso que mais essa proposta estivesse em análise. Mistérios insondáveis que estarão por detrás da opção do Júri.

    Entretanto, a proposta anunciada publicamente como a mais barata será, afinal, a mais cara. Custos na ordem dos mil euros por metro quadrado fazem dessa, uma má proposta, quer para o Marítimo (que ficaria com uma instalação mínima), quer para os contribuintes e Governo Regional (financiadores) que pagarão mais por muito menos. Afinal, retira 20% ao custo global, mas constrói quase 50% menos que as restantes. Haverá, a concurso, algumas propostas de construção a valores pouco acima dos seiscentos euros o metro quadrado.
    Em paralelo, consta que aquela mesma proposta (é uma alternativa e não uma variante à proposta base) não se enquadra, legalmente, no concurso público que é de construção (só podem ser aceites variantes ao projecto base – do Marítimo) e não de concepção-construção (única situação onde os concorrentes poderiam apresentar projectos alternativos). Inclusive, por este facto, essa alternativa deveria ter sido logo desclassificada, à partida. A sua escolha, hipotética, seria ilegal e justificaria as reclamações dos restantes concorrentes.
    A opção de apresentar um projecto base a concurso foi uma boa opção do Marítimo, definindo à partida o que pretendia – não entregando essa tarefa a outros – mas não deixando de abrir a possibilidade de apresentação de variantes (alterações ou reduções de programa simples à proposta base, definida e colocada a concurso).
    Defende também os contribuintes, permitindo balizar os custos finais da obra a concurso, ao contrário de outras soluções para equipamentos semelhantes onde a Região acabou por pagar a factura final, sem “pesar” o que foi construído.
    Face a esta situação, é de esperar que a obra seja adjudicada a uma das empresas com custo m2 inferior, garantindo a execução do projecto base, mesmo que o governo limite o seu apoio financeiro, exclusivamente às áreas desportivas ali (bem) definidas.
    Para os outros espaços, comerciais, como queria o Presidente do Governo (a maioria nos baixos das bancadas) caberá ao Marítimo encontrar financiadores (possíveis investidores, futuros utilizadores dos espaços comerciais) que suportarão a construção e acabamentos (agora ou no futuro em fase de maior desafogo económico) de espaços que viabilizarão o Estádio resultante, libertando-o (como todos os que agora se vão construindo por esse Mundo fora) de ser consumidor eterno de recursos públicos. Evitando o exemplo do adversário regional que enfrenta um futuro difícil face aos custos de manutenção do seu espaço se poderem tornar incomportáveis quando os recursos públicos se reduzirem ou estancarem. Será provavelmente por isto, que algumas forças e lóbis conotados com a Choupana têm lutado contra um projecto comercial nos Barreiros. Para garantirem que também o Marítimo terá a dependência que não puderam evitar na sua opção.
    Este processo deverá ser validado logo que se concretize a assinatura do acordo da cedência do terreno do actual Estádio dos Barreiros que já está agendado.
    O atraso terá estado ligado ao facto do registo do terreno, realizado há alguns meses, estar incorrecto, pois terá alargado inutilmente a todo o terreno (30mil m2) as condicionantes e limitações de uso do mesmo (uso desportivo exclusivo) só aplicável a uma parte do mesmo (pouco mais de um terço da área total). Como comprova diversa documentação, referente à cedência de um terreno (de 17mil m2) ao Estado (Junta Geral) nos anos 50 do século passado, por um grupo de cidadãos e empresas do Funchal que se associaram entre si (e não de sócios do Nacional como é usual referir-se) para “salvar” aquele espaço para a Cidade (tinha sido perdido pelo Nacional em hasta pública para uns empreiteiros).
    A alteração do registo do prédio a ceder será determinante para que o Estádio dos Barreiros não seja (mais) um “elefante branco” dependente do erário público. Não sendo feita essa alteração no contrato de outorga do terreno (e mantida a restrição “desportiva” para toda a sua área e não apenas para uma sua parte – terá vencido – contra o Marítimo – a posição de algum lóbi defensor de um “elefante branco” nos Barreiros (para não haver diferenciação do que tem o Nacional na serra).
    E terá perdido o Presidente do Governo Regional, que sempre pugnou por um Estádio Comercial (que é possível ali ser construído) com uma componente desportiva suportada pelo Governo) e outra, comercial, que liberte regularmente recursos destinados à gestão e manutenção da primeira.

  2. Rui Rodrigues Says:

    Sabe-se que a direcção do Marítimo, fazendo a gestão do presente (e hipotecando o futuro) estará prestes a adjudicar a obra dos Barreiros ao projecto alternativo que apresenta custos por metro quadrado 50% superiores às das restantes propostas.

    O Governo Regional terá feito o devido, havendo informações terá clarificado o apoio a conceder (31,5 milhões), limitando-o ao valor da componente desportiva do projecto. Fez bem e terá dado liberdade ao Clube para decidir conforme achar por bem, podendo construir (ou planear para construção futura) para além da componente desportiva, agora que está esclarecido que as condicionantes de uso desportivo impostas na cedência do antigo campo do Nacional por cidadãos funchalenses associados, em meados do século passado, apenas se aplicavam a menos de metade do terreno actual.

    Os problemas e contras daquela opção são grandes, mas tudo parece estar direccionado para ali:

    Esse projecto alternativo apenas constrói (a altos custos) a parte desportiva e impede qualquer possibilidade futura de viabilização da estrutura através da inclusão de espaços comerciais. Típico de gestores de hoje que apontam apenas para a inauguração e não para um futuro sustentado.

    De salientar que um restaurante e um bar de venda de amendoins não fazem deste espaço um espaço “comercial”. No mínimo, é de esperar, é possível e está considerado no projecto-base (e não nesta alternativa), uma área de 10 mil metros quadrados com fins comerciais.

    O projecto alternativo valerá 20 milhões (600 Euros/m2 x área a construir) mas custará 31,5 milhões (valor proposto).

    O projecto base (numa das suas possíveis variantes) custaria os mesmos 31,5 e asseguraria a mesmíssima componente desportiva, mas incluiria áreas vazias e em tosco, disponíveis para futuros usos e investimentos comerciais. Não sendo necessário, agora, mais dinheiro. No futuro, quando fossem oportunos e possíveis, esses processos seriam desencadeados. Uma opção para gestores com visão. Que, esperemos, demonstrem que o são, os actuais dirigentes do Marítimo.

    Curiosamente, o projecto alternativo é… igual ao do Nacional. Requentado. Como deseja o presidente deste clube adversário que, assim, manietará Carlos Pereira “obrigando-o” a ter, como ele, um “elefante branco”. Não optando por distribuir as bancadas à volta de todo o campo, esta alternativa faz subir o impacto visual e a volumetria. Penalizando a cidade e a vizinhança e reduzindo a qualidade do ambiente de jogo (veja-se onde há mais actividade nos estádios ingleses).

    O projecto alternativo é … alternativo. E não uma variante à proposta base que o próprio Marítimo colocou a concurso. Ora, assim, será uma proposta ilegal face às condicionantes colocadas a concurso. O que motivará ou poderá motivar as reclamações justas e procedentes dos restantes concorrentes. Afinal, se uma assinatura em falta afastou um concorrente, como pode ser mantida a concurso uma proposta alternativa (e não variante) fora do objecto do concurso? Afinal, também, a definição de proposta variante é clara e está indicada na legislação utilizada – e já descontinuada – para este procedimento legal (concurso).

    Com o prejuízo do Marítimo e de recursos financeiros públicos envolvidos, poderá agora, acontecer o que aconteceu no Estádio da Serra. Quando se cobram 31,5 por algo que vale 20, sobram 11,5. Dará para “calar” e abafar as reclamações dos concorrentes lesados (1 a cada), para pagar a publicidade nas camisolas da equipa por 5 anos (mais 5) e sobrará ainda, para além da margem de lucro da obra, outros 5, para o empreiteiro. Depois, será mais difícil, mas, para ser tudo igual, teremos um novo Estádio gémeo ao da Choupana, que terá o nome de Carlos Pereira. Ao fim dos 5 anos, sem qualquer meio de subsistência que não os minguantes apoios públicos, o Estádio mudará o seu nome para Estádio da RAM e rogará por mais alguns subsídios. Pois o Estádio não terá outra forma para ser mantido e o Clube, gradualmente, se afundará em problemas económicos. Virá outro presidente, depois do actual ir para o Brasil e o Clube juntar-se-á a outros históricos desaparecidos. Basta lembrar o Boavista, Amadora e Setúbal. E, antes, os emblemas algarvios…

  3. Fábio Correia Says:

    é este o melhor projecto? :S
    ah! o projecto base!
    mesmo assim, não estou descansado!

  4. João Santos Says:

    No dia 23, será escolhido o projecto do Marítimo ou o do …. Nacional?

    O Clube Sport do Mar necessitava de um autocarro de 20 lugares. Para o efeito, definiu as suas características e lançou uma consulta ao mercado. O concurso admitia variantes.

    Responderam meia dúzia de concorrentes.

    Um deles, esqueceu-se de referir na proposta escrita, que a viatura tinha suporte para a matrícula. O Júri, rigoroso, a pedido de uma das empresas, tratou logo de excluir a proposta. Mais tarde, soube-se que era a proposta cumpridora mais barata…

    A maioria das empresas apresentou várias variantes: uns com cadeiras com forros de cabedal, outros, tecido. Uns com GPS outros com ABS. Outros ainda pintaram a viatura com as cores do Clube, outros apresentaram-na verde, outros, vermelha.

    Um concorrente, mais espertalhão, apresentou… uma carrinha de 9 lugares. Para além da viatura de 20 (esta, muito cara).

    A carrinha de 9 lugares era igual à que tinham “vendido” ao clube concorrente (o Clube Desportivo da Serra) anos atrás. Com algumas diferenciantes. Claro que era mais barata que os autocarros de 20 lugares propostos. Mas, viu-se logo, a diferença de custo era mínima e o valor do bem, quase metade do dos outros.

    Não se entendeu porque não foi eliminada esta proposta ALTERNATIVA que não era, de alguma forma, uma VARIANTE ao que pretendia (e definiu isso à partida), o CSM, na definição do objecto a concurso.

    Claro que não estamos a falar de carros. Mas sim do Estádio dos Barreiros.

    As últimas notícias referem que a “carrinha de 9 lugares” está na corrida. Mas como? Não respeitou o objecto de concurso que solicitava a apresentação de valores de construção para um Estádio pré-definido pelo Marítimo (projecto base).

    Em vez de um Estádio com capacidade (agora ou no futuro, quando aparecer um investidor) de introdução de espaços comerciais temos, nessa proposta, um Estádio “aberto aos lados”, sem futuro e que faz perder e dispersar todo o ambiente desportivo criado pelo público. Para entendermos do que estamos a falar, basta comparar os ambientes de estádios como o de Braga ou do Nacional com os de tipologia inglesa onde o público quase “toca” os jogadores após os golos ou na marcação dos pontapés de canto. Quais são as imagens de maior emoção a que assistimos nos jogos ingleses e que mais marcam quem as vive e quem as vê? As que se sucedem junto às balizas. Quando há um canto, um livre, uma jogada, … um golo. Alegrias dos jogadores logo ali, partilhadas com o público.

    Ora, colocando as bancadas apenas nas laterais, fazemos crescer o estádio em altura. Prejudicando a cidade, a vizinhança e os espectadores, que ficam mais longe da relva…
    Um Estádio igual ao do Nacional? Não obrigado. Foi para evitar essa opção que o Marítimo elaborou um projecto base.

    É mais barato? Como?

    Se constrói apenas 28 mil metros (é uma carrinha de 9 lugares) e hipoteca a expansão comercial determinante para o futuro do estádio e do clube? Não sendo a proposta excluída (como deveria ser), como comparar preços de propostas quando o objecto proposto é diferente?

    Utilizando o custo por metro quadrado. Obviamente. Preço, em construção, tem que ser relativo. Até porque o Governo Regional, e bem, já clarificou o que apoia (a componente desportiva) e com que valor (trinta e um milhões e meio). Gastar mais de 1000 Euros por metro quadrado (as variantes apresentam construção a pouco mais de 600 Euros) e ficar com o futuro hipotecado, um estádio igual ao Nacional e sem o (pretendido) forte e carismático ambiente desportivo? Não obrigado.

    Aguardemos pelo dia 23 pela decisão a anunciar na Assembleia Geral, mas, um Estádio igual ao do Nacional?

    Não obrigado.

  5. Luis Manuel Says:

    Falso.
    Este não é o projecto base do Marítimo. É um projecto alternativa, “igual” ao do Nacional que não prevê as áreas comerciais necessárias para a sua viabilização. Daí se mais barato – preço global – mas muito mais caro, pois constroí muito menos m2 por pouco menos euros (28 mil m2 a mais de 1000 Euros por m2).
    O projecto base é este:
    http://www.youtube.com/watch?v=aiRx9Aej6gQ
    Sobre o qual há uma dezena de variantes a concurso, que assegura um Estádio com muito mais ambiente, mais baixo (evitando as bancadas altas e distantes) e que assegura mais de 50 mil m2 de construção, com espaços comerciais que viabilizam a infraestrutura.
    É a escolha entre a insolvência e o futuro, entre uma opção igual à do Nacional e outra de características mais modernas.

  6. roberto martins Says:

    Não se entende porque adia tanto tempo a decisão de escolha do empreiteiro. A questão do financiamento está resolvida. Só se alguém no juri ou na direcção está a contar e a garantir “troco” na sua decisão.
    A verdade é que há uma proposta (estranhamente) ainda em jogo que não é legal (é alternativa e não variante ao projecto que o próprio Marítimo colocou a concurso).
    Essa proposta (o tal projecto igual à Choupana) dá mais “troco” para essa vilanagem (28 mil metros por 31 milhões – mais de 1000 euros/m2) em relação às outras, sobre o Projecto Base (60 mil metros por 38 milhões – 600 euros/m2) que permite construir menos para já (até aos tais 31 milhões) mas não hipoteca o futuro.
    Entende-se a hesitação. Afinal a AFA pode construir 28 mil metros a 600 euros (custo construção efectivo) e embolsa a diferença (quase 15 milhões…) para os 31 milhões. O que dá para derramar por muitos bolsos. Em prejuízo do Governo Regional (dos contribuintes), do Marítimo (Estádio sem ambiente desportivo e sem componente comercial, logo, com futuro comprometido) e da Cidade (Estádio mais “alto” e com impacto volumétrico superior).
    Espero que a vilanagem da mamarítimo não leve a sua avante. Apesar de ser ela que tem a decisão nas mãos…

  7. Anónimo Says:

    sinceramente, se aproveitassem o dinheiro para fazer outras coisas, eventos, etc do que um estádio que será esquecido como foram os do euro, seria mais proveitoso

  8. Anónimo Says:

    Entao e as habitaçoes avolta do estadio,algumas exitem aseculos e sao de familia………………

  9. Antonio Miguel Jardim Says:

    Um Estádio tão bonito para uma equipa tão modesta? Em breve será uma das catedrais mais bonitas da 2ª divisão.
    Gasta-se demasiado dinheiro dos contribuintes nestes circos… Não faziam uma colecta entre os adeptos e deixavam os outros em paz? Panes et circenses.

  10. Henrique Freitas Says:

    Continuo a defender 1 único estádio para todos: Marítimo, Nacional e União. Mas infelizmente, e como diz o Prof Raimundo Quintal, os umbigos dos presidentes (dos clubes) são demasiado grandes.

  11. Anónimo Says:

    Existe muitos interesses em jogo

  12. valeria Says:

    uma falta de inteligencia e de bom senso em momentos de crise

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