Cantinho do Mundo

daqui para aí…

 
(Visão – Edição n.º 886, 25/02/2010)

 
O temporal trágico que assolou a ilha da Madeira, a 20 de Fevereiro, deixou um rasto de destruição em várias zonas da ilha, com dezenas de mortos, centenas de desalojados, a perda de bens materiais e património local. Neste âmbito, ao comprar a edição da VISÃO que chegou esta quinta-feira, 25 de Fevereiro às bancas, o leitor está a contribuir com 0,50 euros para a reconstrução da Madeira.

 
E como dá para ver pela capa, nesta edição a Visão trás uma reportagem interessante, intitulada de «A catástrofe não caiu do céu».

Pode-se ler que a possibilidade de ocorrer uma aluvião como a que assolou a Madeira, no sábado passado, bem como as formas de prevenir e minimizar os riscos deste tipo de fenómeno, constava de pelo menos quatro estudos técnicos e relatórios oficiais, elaborados nos últimos 17 anos. Particularmente num documento conjunto do Governo Regional e do Governo da República, financiado pela Comissão Europeia, datado de 2003 – o Plano Regional da Água da Madeira (PRAN) – concebido por mais de 50 técnicos, descrevia-se em pormenor o tipo de obras e intervenções que deveriam ser efectuadas, de modo a minorar o impacto das cheias repentinas.

Além do alargamento e limpeza regular dos leitos das ribeiras, era também sugerida a implementação de sistemas de vigilância e alerta de cheias, bem como a criação de albufeiras, bacias de retenção e estruturas de amortecimento das águas, ao longo dos cursos que rasgam as montanhas que abraçam o Funchal. Nada foi feito.

A engenheira civil Manuela Portela, professora do Instituto Superior Técnico e uma das autoras do PRAN, afirma que esta catástrofe era expectável: “A cheia é um fenómeno intrinsecamente natural. O que aconteceu é um problema de desordenamento do território – e de incúria.”

Saiba mais na Visão.

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One Response to “‘Visão’ solidária e polémica”

  1. Anónimo diz:

    Esta foto foi um abuso e falta de consideração por quem morreu, e para a familia deste.
    Pode-se fazer bom jornalismo sem ferir os sentimentos dos outros.
    Eis porque esta revista não leva um tostão do meu bolso.
    Se fosse familiar desta pessoa que aqui aparece morta, processava a revista.
    E tenho dito.

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