O serviço do Advogado
No DN vem hoje uma notícia, no mínimo, curiosa. O título diz tudo: “Advogados aceitam todas as acções“. É afirmado, sabe-se lá com que conhecimento, que os “escritórios de advogados – mesmo os mais conhecidos – vivem agora das pequenas acções em tribunal, da litigância como se diz nos meio judicial”.
Não deixa de ser verdade que com a estagnação da economia e a quebra das empresas houve áreas em que o trabalho reduziu. Mas, por outro lado, a nível de contencioso, quer civil, quer laboral, família e sucessões, quer registo e notariado, posso dizer com toda a segurança que o trabalho aumentou consideravelmente. Mesmo tendo em conta o aumento substancial das taxas de justiça na primeira fase.
Não aceito é que se considere que apenas agora é que os advogados aceitam tudo! Não foi com o tempo de crise que os advogados, sobretudo os mais novos com carreiras e carteiras de clientes por fazer, que o advogado se virou para a óptica do cliente e da qualidade da prestação. Virou-se pela necessidade de se estabelecer, pelo aumento da concorrência, bem como por uma maior consciencialização e exigência por parte dos clientes. Antigamente a palavra do advogado era lei. Hoje é dia é de um prestador de serviços.
E bem o é. Como em qualquer profissão liberal, nós vivemos do cliente. E da sua satisfação. Os advogados aceitam tudo? Tudo não. Aceitam o que podem. Sempre com a noção de que um cliente satisfeito volta sempre. E traz mais clientes.










